A meu ver, enquanto aceitarmos a lógica de usar os lugares nos cargos dos órgãos sociais dos clubes como prémio, como compensação, como “pagamento de favores”, etc. estamos a hipotecar o futuro esses clubes. Estamos a fazer definhar o espírito associativo.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Ser dirigente é um prémio de reconhecimento ou uma responsabilidade?
A meu ver, enquanto aceitarmos a lógica de usar os lugares nos cargos dos órgãos sociais dos clubes como prémio, como compensação, como “pagamento de favores”, etc. estamos a hipotecar o futuro esses clubes. Estamos a fazer definhar o espírito associativo.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Tribuna dos Leitores
Laurindo Correia e demais
Apesar da imensa pôça que nos separa, pois vivo no Canada, partilho completamente a sua maneira de pensar do autocaravanismo em geral, que desde à 20 anos venho também defendendo nesse mesmo sentido.
No entanto, acho que a sua mensagem, pelo campo estrito desta tribuna, «é, não portadora às massas», e muito ganharia que, tal como ela está redigida, alcançasse uma difusâo muito mais alargada.
Estou convencido que quaisquer que sejam os meios idealisados para tal, (sem ir até à greve da fome), poderâo ser de grande proveito geral.
Deixo pois à vossa imaginaçâo «de generais», a incrementaçâo dos meios a conceber para o alcançar.
Obrigado por esta luta apreciada e necessária
Raul de Almeida
quarta-feira, 4 de março de 2009
EM DEFESA DA LIBERDADE EM AUTOCARAVANA
Foi por “perseguir” essa liberdade de poder viajar (quase) sem limites, sem hora nem lugar marcado, ao sabor do “sonho” e da “aventura” e da vontade da ocasião, que troquei, nas minhas viagens, uma viatura ligeira (e tenda ou caravana), por outra viatura “completa”, mas ainda assim, no mesmo escalão rodoviário, isto é, uma viatura ligeira, com os mesmos direitos e deveres face à lei.
Como cidadão responsável, com suficiente educação cívica, social e ambientalmente interessado e respeitador, tenho sabido usar a minha “casinha itinerante” com base nos pressupostos legais existentes e, sem qualquer problema com as autoridades, tenho até agora usufruído dessa vivência extraordinária que se consubstancia no estilo de vida “autocaravanista”.
Não compreendo, por isso, a “fobia” em legislar sobre a prática, porquanto, todas as situações que se relatam de donos de autocaravanas com práticas “estranhas” à modalidade e que envergonham o “movimento” têm na lei vigente forma de serem devida e correctamente punidos.
O “campismo selvagem”, os atentados ambientais resultantes do lixo, despejos, ocupação da via pública, e outros comportamentos ilegais, estão todos devidamente assinalados na Lei, sendo passíveis de punição.
Se as autoridades cumprissem o seu papel fiscalizador correctamente, todos os prevaricadores seriam penalizados, sem haver necessidade de legislação específica, qual obsessão “colectiva” que se instalou no meio autocaravanista.
Por outro lado, algumas autarquias vêm praticando “abusos de poder” face à legislação existente em matéria de trânsito, a única que do meu ponto de vista pode ser aplicada ao veículo “autocaravana”. Esses actos, ao contrário do que seria de esperar dos “nossos representantes”, nunca foram contestados até à última etapa - nos tribunais - como bem aconteceu em França, onde diversos episódios idênticos resultaram na condenação e anulação de “despachos” municipais.
Aqui, por terras lusas, assistimos à “bajulação” do poder, às romarias à AR, aos salamaleques a deputados, numa autêntica “feira de vaidades”, jogos de influência e pedantismo, numa espiral de exibicionismo lamentável.
A falta de discernimento quanto aos verdadeiros interesses do “turismo itinerante” em autocaravana, agora pomposamente chamado de “touring”, para lhe dar um ar de “finess”, é confrangedora por parte de muitos autocaravanistas.
Não nos espanta que haja entidades comerciais ou mesmo associativas interessadas em legislação e sinalização “amigavelmente” castradora, para melhor promoverem os seus interesses em nos “acantonar”, seja em campings, áreas especiais para autocaravanas ou afins, querendo limitar a nossa liberdade de estacionar, usando todas as faculdades que uma autocaravana nos disponibiliza (comer, dormir, etc.).
Se dormirmos num automóvel, alguém se interessa? Se comermos num carro alguém se preocupa? Se estacionamos a nossa “berlina” num parque de estacionamento à beira-mar, alguém se incomoda? Se um camião estaciona numa área pública e nele dorme o seu condutor, só ou acompanhado, alguém o vai incomodar?
Todos eles podem andar a fazer “turismo itinerante” sem que legislação especial seja necessária.
As leis que existem são suficientes e condenam os abusos e atentados que possam ser perpetrados pelas pessoas, seja qual for o veículo utilizado. Os actos ilegais são praticados pelas pessoas, não pelo veículo que utilizam.
O que pedimos, e nisso, infelizmente, os nossos “iluminados” representantes, com maior, menor ou mesmo nenhuma representatividade não entendem, ou não querem entender, é que “actividade autocaravanista” deve permanecer livre e não condicionada à prática campista ou de alguma forma com ela confundida.
Uma autocaravana pode ser um veículo adequado à utilização num parque de campismo, mas está a “anos-luz” de ser um mero meio de fazer campismo. Uma autocaravana é um veículo (ligeiro ou pesado) sujeito às leis do trânsito e tão só isso.
Assim sendo não precisamos que se defenda o Direito ao Autocaravanismo (utilização de autocaravana), esse não está, nem pode nunca estar em causa numa sociedade democrática. Precisamos sim de ver consagrado em Lei o Direito do Autocaravanismo, que no caso o mesmo é dizer, os Direitos dos Autocaravanistas, reforçando a ideia da igualdade no tratamento geral rodoviário e na criação das melhores condições para podermos abastecer e fazer despejos em condições de salubridade e dignidade.
Precisamos fazer entender à sociedade que se formos bem recebidos, se nos forem dadas as melhores condições para a utilização das nossas autocaravanas, poderemos corresponder, visitando as localidades, frequentando o seu comércio, os seus museus, restaurantes, etc. e dessa forma contribuir para economia local, regional e nacional de que Portugal tanto necessita.
Precisamos de ver reconhecido e “acarinhado” o nosso contributo positivo com iniciativas que visem criar as melhores condições de uma utilização livre da autocaravana e não de acções destinadas a castrar essa liberdade.
Para me obrigarem a parquear e a dormir onde bem querem, fico em casa. O que me fez escolher uma autocaravana foi precisamente a liberdade que ela me proporciona.
Se todos meditarmos nisto, podemos compreender que qualquer tentativa “legisladora” não reflectida pode resultar numa castração da nossa liberdade que, com responsabilidade, todos os verdadeiros autocaravanistas sabem e querem continuar a usufruir.
Não podemos deixar-nos iludir com a ideia de que uma legislação específica nos vem favorecer. Desiludam-se disso. Não precisamos que nos regulem. Precisamos que nos criem as condições adequadas, proliferando as áreas de serviço, bastando para tanto, as de tipologia utilizada no “projecto CPA”, ou até de tipo mais simples.
Dispensamos que nos limitem o espaço, para além do que já existe em matéria viária, ambiental e de ordenamento do território, sem descriminações, sob pena de perdermos aquilo com que sonhámos ao adquirir as nossas autocaravanas.
Não vos deixeis, por isso, ir atrás dos “falsos profetas” do paraíso, que apenas procuram com as suas acções “mostrar serviço” e melhor defenderem os seus lugares e, quiçá, os seus interesses escondidos.
O nosso “movimento” representa um “apetitoso mercado”, mas cabe-nos a nós escolher livremente a quem e onde queremos “comprar”.
Estejamos alerta e livres para pensar e agir.
Laurindo Correia
terça-feira, 3 de março de 2009
Crise na actividade turística
Os locais escolhidos continuam a ser Lisboa (26,1 por cento), Algarve (26 por cento) e Centro (22,5 por cento).
Se estivessem menos preocupados com as autocaravanas que pernoitam fora dos campings e mais empenhados em investir na qualidade dos Parques de Campismo, talvez pudessem dizer, como em Inglaterra, que o campismo era o segmento do turismo que mais crescia no país.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Um ano de mandato de Ruy Figueiredo, balanço: sete erros capitais
Com a realização da primeira Assembleia Geral após as últimas eleições no CPA, cumpre-se um ano de mandato dos actuais órgãos sociais do clube. É pois tempo de balanço. Infelizmente salta à vista de todos que o CPA mergulhou numa profunda crise de amorfismo, quiçá mesmo de desagregação. E o primeiro grande responsável pelo actual estado do clube é o seu presidente Ruy Figueiredo. Não há como escondê-lo.
Em 2006 e 2007 o CPA rasgou horizontes, abriu-se ao mundo, promoveu uma outra imagem do autocaravanismo, definitivamente projectou a ideia de que o autocaravanismo é turismo itinerante e não campismo. Paralelamente o CPA foi o responsável pela dinâmica de criação das áreas de serviço que não tínhamos em Portugal. O CPA deixou de ser um clube de amigos que faziam uns passeios e tornou-se no legítimo representante dos autocaravanistas junto das autoridades oficiais e da comunicação social, tendo começado a granjear a credibilidade necessária para enfrentar os desafios institucionais que o autocaravanismo tem pela frente, nomeadamente os legislativos.
O que fez Ruy Figueiredo com esta herança? É simples, desbaratou-a numa sucessão de trapalhadas e erros capitais.
Ruy Figueiredo tornou-se refém de quem tinha minado o terreno
Contrariando aquilo com que se comprometera perante os seus pares de Direcção, Ruy Figueiredo apresentou-se na AG de Abrantes disposto a aceitar ser eleito presidente pela mão daqueles que nos bastidores mais tinham feito para diminuir, e até boicotar, o trabalho dos dois anos anteriores, e este foi seguramente o seu primeiro erro capital.
Ruy Figueiredo não se revelou digno da solidariedade, colaboração e herança recebida
Ruy Figueiredo permitiu a manipulação do CPA em função de interesses pessoais
Três anos antes Ruy Figueiredo tinha estado a fazer o mesmo papel na AR, então sob a batuta do Presidente da FCMP (que nem sequer o apresentou como presidente do CPA). Também nessa altura o interlocutor foi o deputado Mendes Bota. Os resultados dessa visita à AR em 2006 estão à vista, basta ler o Relatório Mendes Bota, mas parece que o CPA e o seu Presidente não aprenderam nada com a experiência. Ruy Figueiredo não percebeu, ou não quis perceber, que o CPA não precisa de almas errantes para lhe abrir as portas das instituições públicas. O problema do CPA é não ter uma agenda própria nem propostas para fazer, o problema do CPA começa por ser o de não ter capacidade nem lucidez para identificar os seus parceiros estratégicos. deixando-se arrastar por más companhias. Ruy Figueiredo ao hipotecar a credibilidade institucional do CPA às almas errantes DeAlém cometeu o seu sexto erro capital, seguramente um dos mais graves pois causou danos dificilmente reparáveis na imagem do CPA.
Já não é possível continuar a tapar o sol com a peneira (embora Teresa Paiva se não canse de o tentar): a Direcção do CPA é um estado de espírito, ninguém mexe uma palha pelo Clube ou para dar cobertura às decisões do presidente. Ruy Figueiredo está notoriamente só, sem rumo nem estratégia e mal aconselhado pelos amigos que escolheu (e que mais não têm feito que não seja servirem-se dele e do CPA). Por isso o seu derradeiro erro foi ter desperdiçado a oportunidade de se demitir na AG deste fim de semana.
Há quem queira exibir o silêncio da AG como apoio unânime, dando mostras de uma cegueira sem igual.
Também não adianta diabolizar quem teima em pensar pela sua cabeça e exercer o direito à crítica. Acusar alguém de não ter coragem para ir à AG do CPA assumir as críticas que vem fazendo em público é simplesmente patético. Será que não percebem que são cada vez mais aqueles que acham que o Clube bateu tão fundo que já não há nada a fazer por ele? Ultimamente o que mais ouvi foi: "ir à AG do CPA, para quê?"
Ou seja, que adianta gritar perante um grupo de surdos?
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Soito da Ruiva, ou o reencontro com as nossas raízes?

Em boa hora o fazem, pois desta forma legam-nos um testemunho autêntico que nos permite ir ao encontro das nossas raízes e da nossa identidade rural. Pena é que não haja no site informação sobre os responsáveis por tão inovadora e meritória iniciativa, bem como algo mais que nos ajudasse a percepcionar os seus objectivos mobilizando-nos para a sua causa.
Registo também a ausência de informação de suporte ao usufruto turístico desta aldeia do Portugal profundo, mas tal não invalida que seja um bom local de destino para os autocaravanistas. No largo da aldeia existem boas condições de estacionamento para uma mão cheia de autocaravanas, e visitar Soito da Ruiva será certamente uma oportunidade de mergulhar na história da nossa identidade, recordando lendas, tradições, usos costumes e vivências colectivas de tempos perdidos que a memória desta gente generosa vai partilhando connosco.
Visitem o site, e estou certo de que depois disso não deixarão de agendar uma visita a Soito da Ruiva: http://www.soitodaruiva.com/
Para saber mais: soitodaruiva@gmail.com
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Descubra um Portugal Maior
Objectivo primeiro: sensibilizar os portugueses a fazerem férias em Portugal. Para isso serão vários os meios envolvidos.O Governo pretende envolver na campanha os operadores e empresas do sector, que o mesmo é dizer, pretende que eles apresentem propostas concretas de consumo que cheguem ao público por dois meios, as agências de viagens e o portal de turismo interno criado para efeito e acessível através da morada www.descubraportugal.com.pt. Ali estarão destinos regionais, recursos turísticos, propostas e promoções dos agentes do sector.
Porque é uma campanha direccionada ao público consumidor, irá recorrer-se a 6.500 muppis e outdoors em espaços públicos; publicidade na imprensa escrita, generalista e especializada, na televisão, rádios, transportes públicos, no cinema e em sites.A campanha vai durar até ao final do ano e vai mostrar “propostas de experiências surpreendentes”, com as imagens a darem a conhecer “equipamentos inovadores ao serviço dos turistas, que vão desde um Spa ao ar livre na serra do Gerês até à Casa da Música” passando pelas belas paisagens que recheiam o nosso país, de Norte a Sul, do Continente às Regiões Autónomas, mas sempre “vistas de ângulos pouco comuns”.A tudo isto se aliará uma série de fóruns de debate a realizar por todo o país. “Este é o primeiro momento, o momento em que se apresenta uma campanha a que se seguirá todo um conjunto de fóruns de debate que visam despertar esta consciência colectiva que é, sem ambiente de proteccionismos, promovermos o nosso país enquanto destino turístico”, afirmou o secretário de Estado do Turismo à margem da apresentação da campanha.
Fonte: Turisver
Face aos contactos estabelecidos pelo MIDAP junto do Turismo de Portugal, certamente que este organismo público vai usar uns trocos destes milhões para fazer uma rede nacional de áreas de serviço e de lugares de estacionamento reservados às autocaravanas.O respectivo mapa com os detalhes da informação só ainda não está no site do Turismo de Portugal porque ainda não está disponível o sinal com o pictograma de uma autocaravana que o Ministério da Economia encomendou depois de ter ficado profundamente sensibilizado com a exposição do MIDAP. Logo que exista o sinal todos os problemas do autocaravanismo ficarão resolvidos pois as autocaravanas serão devidamente arrumadas...nos parques de campismo!!!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Mendes Bota, a pesca lúdica... e o autocaravanismo
Um dos deputados mais interventivos nesta questão tem sido Mendes Bota, que apresentou uma
iniciativa parlamentar, questionando o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, da legitimidade da legislação agora publicada e que pode ser lida aqui. O referido deputado tem também marcado presença em várias manifestações como a ocorrida no passado dia 15 em Sagres.
Se é, porque não intervém o Sr. deputado Mendes Bota nesta questão com a mesma determinação? ... para que serviu afinal a visita de tão "distinta e qualificada delegação" de autocaravanistas à Assembleia da República?
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Partida de Carnaval???
E já agora, será o CAN realmente um clube português????
http://can-clubeautocaravanistadonorte.blogspot.com/
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Há um ano foi assim... o que fez o CPA entretanto?
Relatório sintético da actividade da Direcção do CPA em 2006 e 2007
Sem desprimor para o trabalho feito por outros, qualquer observador atento reconhecerá que em matéria de afirmação institucional do CPA, de visibilidade pública do autocaravanismo e de dignificação da imagem social dos autocaravanistas, se fez mais nestes dois anos do que nos restantes quinze. O mesmo se pode dizer no que se refere à promoção de áreas de serviço para autocaravanas ou no que concerne à luta contra as proibições de estacionamento. As condições do Protocolo de Seguros que assinámos falam por si. Cerca de 3 centenas e meia de novos sócios nestes dois anos são bem o testemunho da correcção do rumo que seguimos.Recordemos as principais realizações da responsabilidade desta Direcção.
1. Mantivemos a tradição do Clube organizando 12 eventos de confraternização dos sócios (o dobro da média anual dos últimos anos):
• Em 2006: Encontro do Cartaxo, Encontro de Castanheira de Pêra e Encontro da Murtosa, Passeio pelo Alto Tejo;
2. Iniciámos o processo de reorganização interna do Clube, acertando o passo com a sociedade informatizada do nosso tempo(uma nota de reconhecimento para o esforço que a Amélia Reis fez para se adaptar às exigências da informática e da Internet)
• Actualizámos (pela 1ª vez) o ficheiro de sócios e reformulámos a ficha de sócio. Alteramos os procedimentos de gestão do ficheiro de sócios, acabando com o ficheiro em papel;
• Redefinimos os procedimentos contabilísticos, passando a contabilidade a fazer-se integralmente em suporte informático;
• Passámos a comunicar regularmente com os sócios através de e-mail;
• Registámos em nome do Clube um domínio na Internet, criámos e mantivemos nós mesmos uma página do CPA na Internet, qual janela do Clube aberta ao Mundo;
• Criámos uma Base de Dados sobre Áreas de Serviço e locais de pernoita acessível aos sócios via Internet;
• Criámos uma aplicação informática que permite a qualquer um fazer-se sócio do Clube através da Internet (mais de uma centena apenas em 6 meses);
4. Contribuímos decisivamente para a abertura de uma nova página nas condições em que se pratica o autocaravanismo em Portugal. Por força do trabalho de credibilização institucional do CPA, não só passámos a ser escutados enquanto representantes dos interesses dos autocaravanistas, como passámos a ser reconhecidos enquanto parceiro estratégico. Isso permitiu que as condições para se praticar o autocaravanismo em Portugal tenham conhecido um sério e decisivo impulso, ao mesmo tempo que reforçámos as vantagens materiais oferecidas pelo Clube aos sócios. São disso exemplo:
• O acordo negociado com a Allianz e a Castela&Veludo que veio revolucionar o mercado português de seguros de autocaravanas. Muitos sócios passam a poupar num só ano mais do que aquilo que pagaram de cotas ao CPA em toda a sua existência (isto caso tenham sido sócios fundadores). Por isso este acordo é também uma garantia de financiamento permanente do Clube, pelos novos sócios que irá trazer ao CPA. É a garantia de viabilidade financeira do Clube. Mas não é só o Clube que ganha, mesmo os nossos detractores ficam a ganhar. Não fosse o nosso trabalho e todos os autocaravanistas continuariam a pagar o dobro do que pagamos agora pelo seguro da autocaravana.
• Quando iniciámos funções havia em Portugal 2 áreas de serviço para autocaravanas de acesso não condicionado. Hoje existem 15 (sem contar com os espaços fechados dos campings).Por força dos protocolos que criámos passámos a ter em Portugal áreas de serviço em campings que estão abertas aos autocaravanistas sem necessidade de pernoitarem no parque, o que é uma inovação. Inovação é também o azulejo de certificação, que além do mais é uma montra de publicidade ao CPA. Agora até se diz que é fácil criar uma área de serviço, até parece que elas nascem como os cogumelos. Então porque não surgiram elas nos últimos 15 anos? Alguém acha que seria tão fácil como o é agora criar uma área de serviço se não fosse o projecto técnico que elaborámos, a apresentação que dele fizemos a quase 4 centenas de Autarquias Locais, a forma como gerimos a imagem pública do CPA e das inaugurações entretanto realizadas? Há mais de 10 anos que no CPA e na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal se tentava definir um Projecto de Área de Serviço. Nós fizêmo-lo e encontrámos parceiros para o concretizarem. Poder-se-ia ter ido mais longe, mas infelizmente houve que “deixar cair” quase 2 dezenas de processos de negociação em curso para a criação de outras tantas áreas de serviço. Apesar disso, nos próximos meses seremos chamados a estar presentes na inauguração da área de serviço de Moncorvo, na de Nelas e na de Coimbra (sim, leu bem: Coimbra, na margem do Mondego).
À luz da experiência vivida pela Direcção que hoje cessa funções, cabe agora aos sócios reflectir seriamente sobre o rumo que querem para o Clube. Em particular impõe-se avaliar se o movimento autocaravanista português, e o CPA em particular, estão preparados para enfrentar a batalha da institucionalização jurídica do autocaravanismo em Portugal.
A Direcção do CPA
Ruy Figueiredo, presidente
Raul Lopes, vice-presidente
Emidio Campos, tesoureiro
Abílio Mira
Nuno Ribeiro
Vitor Santos
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
O que a Lei não define não existe
Apesar de não ter estado presente, é possível começar a formar opinião sobre a forma como decorreu esta iniciativa pelos relatos dos participantes que vão aparecendo nos blogs e fóruns. Partindo do pressuposto que o que é referido é verdade (e objectivamente não tenho razões para pensar o contrário), podemos constatar o seguinte:
1 – A organização deste colóquio foi sui generis...
A organização coube ao CPA, a pedido da FCMP e teve como presidente da mesa do colóquio o CCL, apesar de tanto o presidente do CPA como da FCMP se encontrarem na mesa do colóquio!!!! Parece que o CPA fez um frete à Federação ao aceitar surgir como organizador quando afinal foi um simples criado: não moderou o debate nem teve palavra a dizer na escolha dos oradores, não apresentou qualquer ideia relevante. Desta forma a associação do CPA ao colóquio parece apenas ter servido para a FCMP mostrar serviço "enquanto entidade que tutela o autocaravanismo". E o CPA mostrou-se obediente a esta estratégia.
Seguiu-se a intervenção do consultor da FCMP que deixarei para o fim pois aproveitarei para a partir dela mais uma vez voltar a abordar a já célebre Portaria 1320/2008.
A última intervenção da responsabilidade do CPA, revelou mais uma vez a confrangedora falta de ideias e projectos da actual direcção. Em vez de abordar os mais recentes desenvolvimentos e expor o que pensa o maior clube de autocaravanismo português, a intervenção foi dedicada à exposição da história do CPA... Mais uma oportunidade enjeitada para quem deveria ter pretensões de liderar o movimento autocaravanista português.
Para último deixei a análise da intervenção do consultor para a área jurídica da FCMP. A actividade dos profissionais de Direito é uma actividade muito particular e muito diferente das demais. Estes profissionais trabalham e desenvolvem a sua actividade em função daquilo que lhes é pedido pelos seus clientes.
Alegadamente o advogado da FCMP terá referido que “o que a Lei não proíbe é permitido” de modo a justificar que a Portaria 1320/2008 só se aplica ao campismo e que nada impede por isso que os autocaravanistas pernoitem na via pública, ao contrário do que referiu um dos dirigentes da FCMP no Verão passado e o que defende a direcção da AECAMP...
Na mesma linha, eu que não sou advogado, jurisconsulto nem mesmo estudante do 1º ano de direito, diria o que a lei não define não existe... Confuso???
O artigo na versão de projecto era o seguinte:
SUBSECÇÃO II
Espaços destinados exclusivamente a autocaravanas
Artigo 29.º
Áreas de serviço
1 — São áreas de serviço os espaços sinalizados que integrem uma ou mais estações de serviço, equipadas nos termos do artigo 27.º, destinados exclusivamente ao estacionamento e pernoita de autocaravanas por período não superior a setenta e duas horas.
2 — As áreas de serviço que não se encontrem integradas em parques de campismo e de caravanismo ficam obrigadas apenas ao cumprimento do disposto nos artigos 7.º, 8.º, 10.º, n.os 1, 2, 3 e 5, 12.º, 14.º, 20.º e 24.º a 26.º da presente portaria, com as necessárias adaptações.
Ou seja, o espírito que presidiu à elaboração da portaria 1320/2008 foi radicalmente alterado quando se passou do projecto de diploma para a versão final. Após o período de consulta pública, foi publicamente revelado que tanto a FCMP como o MIDAP intervieram para alterar o conteúdo do diploma e que após a sua publicação vieram congratular-se pelo resultado obtido. Terão os autocaravanistas razões para agradecerem estas intervenções?
Outro facto também grave é que desde a publicação desta portaria as AS desenvolvidas de acordo com o projecto técnico do CPA e que não estejam dentro de parques de campismo passam a estarem fora da lei. Não será de forma nenhuma especulativo, afirmar que finalmente as câmaras municipais tem na mão um importante instrumento castrador da liberdade dos autocaravanistas. Agora sim, será ainda mais fácil (e legalmente legitimo) elaborar regulamentos municipais de trânsito onde se definem os locais em que as autocaravanas podem (e devem) pernoitar como os parques de campismo ou as AS definidas de acordo com a Portaria 1320/2008. Caiem por terra os legítimos argumentos dos autocaravanistas da ilegalidade das proibições de estacionamento (apenas estacionamento!!!) contidas nos regulamentos municipais, em que apenas se proibia as autocaravanas, quando na realidade estes regulamentos deveriam proibir apenas classes de veículos...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Nauticampo2009: Um (mau) sinal dos tempos!
Reflectindo, certamente, a actual crise económica mundial e, em particular, a crise que afecta os portugueses, esta exposição esteve longe de outros tempos.
O “desânimo” - descrença e incerteza - assolou os expositores, que apostaram o mínimo na sua presença e, a própria organização, receando, também, um fiasco em termos de visitas, foi desta vez pródiga na distribuição, via internet e mesmo postal, de entradas gratuitas para o certame.
Foram notadas ausências de algumas marcas que marcaram presença significativa em anos anteriores e que até tinham tido alguma penetração no nosso mercado, como foi, por exemplo, o caso da Joint.
Notada foi, também, a “maior” presença de algumas marcas “novas”, ditas “brancas”, embora isso não transpareça à partida, e que são resultantes da crise que atravessa o sector. Aumentou, claramente, o número das marcas que, com créditos firmados na gama média e alta, recorrem a este estratagema para, por um lado limitarem a desvalorização da "imagem de marca" dos seus produtos tradicionais, e por outro, procurando minimizar as quebras na facturação e na penetração num mercado em regressão forçada, que se espera limitado no tempo.
O aparecimento dessas marcas “alternativas” acabou por ser, talvez, o facto mais saliente e “inovador” de uma feira marcada pela “indiferença”. Sinal dos tempos.
Resta observar que a disposição do certame foi muito confusa, misturando-se amiúde, as autocaravanas (e caravanas) com as tendas e a oferta das casas pré-fabricadas destinadas à implantação e/ou aluguer em parques de campismo ou resorts similares, além de outros veículos com características mais próximas da uma utilização extra-urbana.
Se quiséssemos um quadro de confusão entre campismo e autocaravanismo, não precisavámos de ir mais longe!
Uma palavra, também, para assinalar a presença algo escondida do CPA, num canto de fundo, situação que tentou colmatar usando, por cima do stand, um placard identificativo maior, para minimizar a sua localização desfavorável.
A presença da Allianz e da FCMP ladeando as entradas do pavilhão dedicado à “mixelânia” que descrevi acabavam por ser os stands mais bem localizados, tendo aquela seguradora, fortemente ligada ao autocaravanismo, por via do seu protocolo com o CPA, tido a companhia da revista “El Camping e su Mundo” que distribuíu, uma vez mais, de forma gratuíta, o último número onde, como já foi observado nesta tribuna, reproduzia a posição da Tribuna Autocaravanista a propósito da portaria 1320/2008.
Uma pequena nota para referir a limitada percepção que se podia tirar da “presença” do projecto “Portugal Tradicional”, cujo desenvolvimento poderia ser positivo, mas que requeria uma maior visibilidade, que a mera presença com um cartaz torna demasiado limitada.
Finalmente, resta esperar que os efeitos nefastos desta crise se esfumem, para que o mercado do autocaravanismo possa voltar à “normalidade”, e que, entretanto, não se adense o nevoeiro que paira sobre a liberdade do autocaravanismo como forma de turismo itinerante, particularmente, se nos dermos conta das movimentações de entidades com forte pendor comercial como a ACAP e a AECAMP, que “co-ligados” com sectores associativos com uma “filosofia” muito próxima, como a FCMP (e o ACP não?), pretendem criar uma “plataforma” de interesses comuns de duvidosa utilidade para os os autocaravanistas “nómadas”.
Laucorreia
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Contra o acantonamento dos autocaravanistas nos campings
Oportunamente contestámos a ideia de encurralar os autocaravanistas nos Parques de Campismo e lançámos um apelo na Internet à mobilização dos autocaravanistas. Em poucos dias reuniram-se 555 assinaturas, que subcreveram os comentários entretanto enviados à CCDR-Alg.
O Verão aproxima-se e este dossier parece ter caído em saco roto. Por isso, e por outros sinais preocupantes que entre nós se vão revelando, parece-nos oportuno relembrar aqui o que então escrevemos.
CARTA DIRIGIDA À CCDR
Exmº Sr. Presidente da CCDR-Algarve, Dr. João Varejão Faria
Companheiro, junte-se a nós na luta Contra o Aprisionamento dos Autocaravanistas nos Campings do Algarve. Assine a petição online: http://www.petitiononline.com/ccdra501/petition.html
a. página ix e p.35 do estudo, que o “autocaravanismo é uma modalidade de campismo”, pelo que “de acordo com a legislação portuguesa o autocaravanismo está confinado aos parques de Campismo”, sendo que os locais autorizados para o estacionamento das autocaravanas são apenas os campings e as áreas de serviço para autocaravanas. Isto é falso, mas arriscamo-nos a que se converta em lei;
b. página 38: “no que respeita às condicionantes identificadas nos instrumentos de gestão territorial (IGT) verifica-se que uma parte muito significativa das localizações (79%) encontra-se abrangida por uma ou mais condicionantes”. Também isto é falso, mas os autores usam-no para tentar justificar a proposta de proibição do estacionamento das autocaravanas em 80% dos locais habituais, de forma complementar à medida legislativa que obrigaria as autocaravanas a pernoitar nos campings ou nas áreas de serviço convertidas em locais de acantonamento de refugiados, tipo o que acontece na Croácia.
c. Quem tenha dúvidas sobre a intenção dos autores do relatório leia na página xiv as propostas dos pontos 7 e 10, que dizem nomeadamente: § “a polícia deve encaminhar os autocaravanistas para os locais apropriados para o efeito (áreas de serviço e parques de campismo)”;
§ Propõe-se a alteração do Código da Estrada por forma a incluir “normas que possibilitariam o estacionamento de autocaravanas apenas nos locais indicados para o efeito (parques de campismo, áreas de serviço e áreas de estacionamento devidamente autorizadas). "
Companheiro, em face da gravidade do que isto pode vir a representar para o autocaravanismo português (em Portugal as leis são para o país todo, não para uma região específica), ditou-nos a consciência que não podíamos ficar de braços cruzados. Por isso escrevemos o texto anexo que no início de Outubro enviaremos à CCDR do Algarve assinado por todos os autocaravanistas que assim o desejem. É esse o convite que aqui lhe viemos fazer: entre neste endereço (http://www.petitiononline.com/ccdra501/petition.html) e assine a petição contra o aprisionamento das autocaravanas nos campings, tornando-se assim autor colectivo do documento que será entregue à CCDR. Nós fizemos o nosso trabalho de casa, contamos que agora faça o seu. Divulgue este apelo junto dos seus amigos autocaravanistas, aos familiares e a todos aqueles que um dia esperam vir a ser autocaravanistas.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Parque para Autocaravanas junto à Ria de Alvor
Será esta a primeira aplicação do conceito de área de serviço criado pela Portaria 1320/2008? Com que consequências secundárias? A ver vamos...
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Os Autocaravanistas vão deixar que seja o lobby campista a “defender” os seus interesses?
Foi graças ao blog Papa-Léguas que a comunidade autocaravanista tomou conhecimento do que lá se disse. Pela minha parte, obrigado ao Papa-Léguas.
No dito colóquio terá sido dito que não havia problema nenhum, pois se a Lei não proíbe… é permitido (no caso estacionar-pernoitar). Pois… o problema é quando há “leis municipais” feridas de ilegalidade mas não impugnadas judicialmente. Neste caso, é ilegal, mas para a polícia é suporte bastante para nos multar e/ou escorraçar. E se por acaso alguém ouvir o pedido entregue na Assembleia da Republica pelo MIDAP e seus guarda-costas, então deixará mesmo de ser ilegal: pois o maior problema actual das Câmaras é não terem um sinal de trânsito que permita descriminar as autocaravanas (o tal sinal que Nandin de Carvalho se não cansa de reclamar).
Os ecos do Colóquio serviram também para que o malabarista DeCarvalho se apressasse a vociferar e a exibir as suas habilidades para iludir pacóvio: “vêem, eu não dizia que a Portaria era só para regular o campismo?”. Claro que se esqueceu de dizer que o diploma legal que esgrime não distingue entre autocaravanismo e campismo, logo os autocaravanistas são simplesmente tratados como campistas. E, assim sendo, ou acampam nos campings normais, ou nos campings especiais para autocaravanas definidos na Portaria, … ou são campistas selvagens como a AECAMP e a FCMP pretendem. O futuro se encarregará de mostrar quem é que chumbaria no primeiro ano de qualquer curso de Direito.
Ao que ele disse só acrescentaria isto: não podemos confiar a defesa dos nossos interesses aos donos dos parques de campismo, nem sequer às empresas mascaradas de clubes de automóveis.
Pela sua pertinência, transcreve-se de seguida, na integra, o texto de Paulo Rosa.
A separação dos representantes do “Autocaravanismo” e do “Campismo” é essencial.
Não adianta insistir que os representantes sejam comuns e que a defesa de interesses se assuma independente, pois as motivações e orientações são muito diferentes. Não adianta querer ou acreditar que uma federação de parques e clubes campistas vá defender uma actividade turística que pode utilizar, esporadicamente, ou não, os serviços dos campings. Esta perspectiva é tão real, como a realidade de os nossos campings, em geral, não darem um só passo em frente na adaptação dos seus serviços aos interesses e necessidades dos autocaravanistas. Falo concretamente de zonas de serviços e acolhimento anexos aos campings, de tarifas atractivas para autocaravanas, etc. Construir hoje para colher amanhã é algo que ainda não chegou à visão da generalidade dos empresários dos campings. Assim, criar modelos de negócio que captem os autocaravanistas é algo que não é implementado. Em alternativa insistem que, através de interpretações abusivas da Lei e redutoras da nossa actividade, sejamos obrigatoriamente encaminhados para os campings ao final do dia. Por outro lado, não chegaremos a lado nenhum enquanto não for aceite e reconhecida esta vertente do autocaravanismo, como forma de turismo itinerante, a qual é perfeitamente sustentável sem recurso aos campings, mas sim a zonas de serviços e parqueamento de ACs. Observe-se o desenvolvimento que este tipo de turismo tem em França, Itália ou Alemanha, onde este modelo funciona e é (bem) reconhecido e apoiado pelos governos, comparativamente com aqueles países onde o autocaravanismo é reconhecido apenas como uma modalidade campista (Croácia, Bélgica, Suíça, …etc). Para nós, autocaravanistas, o desejo é claro de não sermos representados por associações campistas. É essencial que a convergência no meio autocaravanista se assuma e as “plataformas sectoriais campistas” defendam os seus interesses específicos, os quais são bem diferentes dos nossos.Faço votos de que os nossos representantes olhem em frente, se inspirem no crescimento do autocaravanismo, para adiantar a marcha e as acções, deixando as federações e clubes campistas correrem ao seu ritmo, na defesa da sua actividade básica – o campismo.
_________________Paulo http://www.campingcarportugal.com/
Raul Lopes
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Quem seguir na marcha do autocaravanismo?
Na vida os erros pagam-se caro. Quando nos aliamos aos perdedores, acabamos derrotados com eles. No autocaravanismo as coisas não são diferentes. Daí que precisemos escolher bem as nossas companhias, daí que seja importante saber reconhecer os vencidos e os vencedores. Hoje, Sexta-Feira dia 13, aqui ficam 13 contributos para identificar uns e outros no palco autocaravanista português.
- Um vencedor não teme o erro, pois sabe admiti-lo com humildade e está sempre pronto a corrigi-lo e a aprender com os seus erros. Um perdedor recusa-se a reconhecer que errou, e quando é obrigado a fazê-lo desculpa-se atribuindo a culpa a outros.
- Um vencedor enfrenta as críticas com lealdade e frontalidade. Um perdedor quando criticado vai a correr retocar o perfil, apressa-se a modificar ou mesmo a apagar o que antes escreveu de si mesmo, auto-elogia-se freneticamente para fazer esquecer as críticas que lhe são dirigidas.
- Um vencedor assume com humildade os seus actos, as suas vitórias e as suas derrotas. Um derrotado clama vitória antes de travar o combate e passa a vida a reescrever a história e a dizer que nunca disse o que disse, que nunca fez o que fez, que nunca esteve onde esteve.
- Um vencedor aprende com as críticas que lhe fazem e enfrenta as adversidades com redobrada energia. Um perdedor encara a crítica como um ataque pessoal sem quartel e refugia-se no discurso da vítima enraivecida a espumar de ódio.
- Um vencedor tem uma estratégia que prossegue com determinação e critério, enfrentando as dificuldades uma a uma. Um perdedor comporta-se como uma barata tonta vinda do além, mistura alhos com bugalhos, dispara em todas as direcções e não consegue acertar em nenhum alvo.
- Um vencedor é um guerreiro frontal e leal. Um perdedor é um cobarde que morde pela calada, que atira a pedra e esconde a mão.
- Um vencedor tem ideias próprias que não teme submeter ao escrutínio da crítica. Um perdedor refugia-se no discurso politicamente correcto para esconder a ausência de ideias ou fantasia e mistifica pois só sabe que tem que dizer o contrário do que os seus rivais dizem.
- Um vencedor é autoconfiante, consciente das suas capacidades, mas também das suas limitações, não dispensando a autocrítica. Um perdedor é um vaidoso convencido, alguém que passa a vida a tocar o seu umbigo enquanto olha para o espelho, alguém cuja motivação para o combate se esgota na inveja e na rivalidade mesquinha.
- Um vencedor compromete a sua palavra e tudo faz para a honrar. Um perdedor está sempre prenhe de ideias e de promessas mas é incapaz de as honrar ou mesmo de se empenhar na sua concretização.
- Um vencedor ouve o que os outros dizem, pondera os seus argumentos e pronuncia-se sem subterfúgios. Um perdedor não se ouve a si próprio, ignora os argumentos que lhe apresentam, mas tem sempre resposta para tudo, mesmo antes dos outros colocarem as questões.
- Um vencedor reconhece aqueles que sabem mais do que ele e procura aprender com eles. Um perdedor declara seu inimigo quem revelar sabedoria e concentra-se nos seus defeitos para tentar denegrir a sua imagem pública.
- Um vencedor arranja sempre maneira de ser parte da solução. Um perdedor não consegue evitar ser parte do problema.
- Um vencedor é um líder natural que não precisa de se impor para ser reconhecido entre os seus pares. Um perdedor é simplesmente um derrotado permanentemente em bicos de pés, alguém capaz de conduzir um exército para um abismo sem saída, alguém incapaz de perceber que o deixaram a falar sozinho (como é sina dos tolos).
De entre os actores que evoluem no palco do autocaravanismo em Portugal, pode não ser fácil identificar os vencedores, mas os perdedores só não os identifica aquele que é cego por não querer ver.
A si que me lê, cabe a responsabilidade de decidir se quer ser parte da solução ou do problema, se quer seguir ou barrar o caminho aos perdedores que inevitavelmente conduzirão o autocaravanismo para os terrenos pantanosos onde se vai afundando.
Raul Lopes
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A Tribuna Autocaravanista na Comunicação Social
Aqui pensa-se autocaravanismo e os ecos do que nesta Tribuna se diz fazem-se ouvir bem longe.
Obrigado à revista El Camping Y Su Mundo pelo convite e por projectar as nossas ideias além fronteiras.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
A Posição da AECAMP sobre a Portaria 1320/2008
Para descarregar a página da revista, clique aqui ou clique directamente sobre a imagem.
A Associação dos proprietários de parques de campismo privados considera a recente Portaria uma oportunidade perdida, porque...“não foi dada a devida importância às graves questões relacionadas com o Campismo Fora de Parques”.
Por campismo fora dos Parques deve ler-se, na óptica da AECAMP, “o grave problema” da pernoita das autocaravanas fora dos campings.
Para quem duvide que o objectivo da AECAMP é acantonar as autocaravanas nos Parques de campismo, a passagem seguinte é clara. A Portaria é má porque (ainda) não é suficiente...
Podem os autocaravanistas ter como parceiros na construção do movimento autocaravanista quem assim pensa? Pelos vistos lá para os lodos dos MIDAPs, ONGAs e companhia pensa-se que sim. Eles lá saberão porquê. E nós também...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Recordando outros Carnavais: ao encontro dos Caretos de Podence
Provavelmente para fazer justiça a esses tempos, ocorre-me agora a viagemdecasaascostas de 2008, em épocas de Entrudo. O pretexto era mesmo viajar; a temática a tradição das máscaras, das carantonhas, dos mascarados, dos caretos.
A esperança extinguiu-se e a noite foi passada em Bragança, debaixo de frio, num local pacato e simpático: frente à antiga gare de comboios. Apesar das expectativas furadas, na Casinha reinou a boa disposição, à excepção de algumas reticências do mais jovem que não olhou com bons olhos a energia e as carantonhas dos caretos. Afinal há sempre locais a conhecer cá dentro, Bragança era um dos que nos faltava. A manhã de segunda foi passada ao longo do seu centro histórico.
