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segunda-feira, 18 de maio de 2009

O autocaravanismo como vértice de Desenvolvimento

O autocaravanismo pode (e deve) ser aproveitado para o desenvolvimento local, em especial das localidades que se situam no interior. Já se sabe que junto ao litoral cada vez há mais proibições, umas vezes justificadas pelos maus comportamentos, outras vezes por manifesta e injustificável discriminação negativa dos nossos veículos. Assim as localidades longe da orla costeira podem aproveitar esta situação para atrairem os autocaravanistas para as suas terras e assim ajudarem a dinamizarem o comércio e serviços da região.

Evoramonte pode ser um desses exemplos. No blog Discutir Evoramonte - Espaço de debate sobre a Vila de Evoramonte, um dos pilares em estudo para o desenvolvimento desta vila alentejana é a construção de um parque para autocaravanas:

"(...) Ficam aqui para discussão algumas propostas de iniciativa privada ou pública para desenvolver Evoramonte:

1 – Sensibilizar os proprietários de habitações do castelo para em vez de venderem, REQUALIFICAREM e aderirem à Rede Europeia de Turismo de Aldeia (Genuinland). Existem apoios de fundos comunitários para a requalificação…

2 – Encontrar um espaço na adjacente rural da vila para criar uma QUINTA PEDAGÓGICA. Pode funcionar em época alta como atracção para os turistas e em época baixa com escolas e infantários mesmo os provenientes dos grandes centros urbanos.

3 – Construir um PARQUE DE AUTO-CARAVANAS junto da vila. Passam milhares de turistas em auto-caravanas por ano em Evoramonte que nem param por falta de condições de permanência atractivas como um parque dotado de pontos (pagos) de água, electricidade e sombra…

4 – Construir uma PISCINA equipada com BAR que, ao mesmo tempo, sirva o PARQUE DE AUTO-CARAVANAS, outros turistas e os jovens da terra que muitas vezes se deslocam para Estremoz, Redondo, Montemor, etc..

5 – Criar, perto da Estrada Nacional, numa das entradas da vila, um PONTO DE INFORMAÇÃO E APOIO AO TURISMO, em parceria público-privada, com venda de produtos regionais, informações sobre alojamento e restauração local, apoio logístico (fax, internet). É que um posto de turismo escondido no castelo não chama ninguém.

6 – Criar uma ZONA OFICINAL para instalar, apoiar e dar condições dignas de funcionamento às empresas de construção e serralharia (existentes), etc. e, ao mesmo tempo, fomentar o aparecimento de novas actividades. Na vila existem jovens com formação nas áreas da mecânica, electricidade, etc., que não se estabelecem por falta de um espaço próprio.

Por agora, ficam algumas sugestões para fixar os nossos jovens, criar postos de trabalho, fomentar o turismo e, consequentemente, a economia local. Valem o que valem. Espera-se que outras, melhores de preferência, surjam neste espaço de discussão que se quer aberto, democrático, honesto e, acima de tudo, construtivo! Comentem, discutam, proponham para mudar Evoramonte para MELHOR! "


Apesar da entidade que se diz tuteladora do movimento autocaravanista parecer estar mais interessada em festas e confratenizações espero que assuma as suas obrigações e disponibilize os seus meios para colaborar com Evoramonte na concretização de mais uma infra-estrutura para os autocaravanistas... Já chega de conversa fiada e se passar à acção.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ZMAR em contagem decrescente

Em Janeiro abordamos aqui na Tribuna a construção do Parque de Campismo Ecológico ZMAR e as suas possíveis implicações para o turismo itinerante na costa vicentina. Agora que o referido empreendimento está prestes a abrir (prevê-se a inauguração para o próximo mês) a Revista Visão publica hoje uma extensa reportagem que é aqui antevista:

Vem aí um megaparque de campismo ecológico na Costa Alentejana

Chama-se ZMar e está localizado entre o Almograve e a Zambujeira do Mar. Totalmente construído em madeira, este empreendimento tem uma área equivalente a 81 campos de futebol e uma capacidade para receber 3.000 pessoas. A inauguração está prevista para o mês de Junho.

Este Eco Camping está equipado com diversos serviços e zonas de lazer. Possui um parque aquático, com uma piscina gigante ao ar livre e uma mais pequena para as crianças. Mas sem dúvida que a área que promete concentrar as atenções é a piscina de ondas gratuita para os campistas.
Para cuidar da saúde existe ainda um ginásio, hidromassagem, banhos turcos, salas de massagem e um centro médico.

Não perca toda a reportagem sobre este parque de campismo ecológico na edição da Visão! Quinta-feira nas bancas!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Autocaravanismo em discussão no Turismo do Alentejo Litoral

Na passada sexta-feira, o Turismo do Alentejo Litoral promoveu uma sessão informativa para operadores turisticos e empresários da região sobre “Medidas de Apoio ao Sector”. Um dos temas em discussão foi naturalmente o autocaravanismo. Fica a dúvida em que termos se terá discutido...Se numa perspectiva de criação de locais próprios de estacionamento e de pernoita ou na problemática da resolução da "invasão" do litoral alentejano pelas autocaravanas, proibindo o simples estacionamento e remetendo-nos para os parques de campismo...
A notícia do referido encontro foi transmitida pela Rádio Sines:

Turismo do Alentejo Litoral promoveu sessão informativa para operadores turisticos
Esta sessão revelou que a criação do Turismo do Alentejo Litoral é de grande utilidade e apelo aos empresários para colocarem questões a esta entidade regional que irá fazer chegar os problemas ao Turismo de Portugal”. O apelo foi feito pelo Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença e simultaneamente Vice-Presidente da direcção da Turismo do Alentejo Litoral, no final da sessão informativa que decorreu em Santiago do Cacém, no Hotel “Caminhos de Santiago”, subordinada ao tema “Medidas de Apoio ao Sector do Turismo”.Uma sessão promovida pela Turismo do Alentejo Litoral e pelo Turismo de Portugal, e onde os empresários e operadores turísticos do Alentejo Litoral foram informados das medidas de apoio ao sector do turismo implementadas pelo novo organismo Turismo de Portugal. Foram apresentadas as linhas de crédito disponíveis para apoiar a criação de novos investimentos no sector e foi também explicado o modelo de funcionamento do Canal Promoções do portal de turismo interno que pode ser consultado através do endereço: http://www.descubraportugal.com.pt/ Este site na Internet foi lançado no âmbito da campanha “Descubra um Portugal Maior”, do Turismo de Portugal no passado dia 16 de Fevereiro e que tem como objectivo estimular os portugueses a redescobrir o País e a desfrutar da diversidade e riqueza da oferta turística nacional.Este canal pretende apoiar directamente os operadores e empresas afectados pela quebra de poder de compra nos principais mercados emissores estrangeiros, disponibilizando-lhes uma plataforma adicional de promoção dos seus produtos, de divulgação de factores diferenciadores que incentivem os portugueses a preferirem Portugal para as suas férias e fins-de-semana, como alternativa potencial a destinos estrangeiros.Durante a sessão, a mais participada e interventiva das reuniões que decorrem um pouco por todo o país, de acordo com responsáveis do Turismo de Portugal que organizaram a sessão, esteve também e para alem do Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, o Presidente da direcção da Turismo do Alentejo Litoral, Carlos Beato, o adjunto do gabinete do Secretário de Estado do Turismo, Filipe Silva e Maria José Catarino, Vogal do Conselho Directivo do Turismo de Portugal, que responderam depois da apresentação da sessão às duvidas apresentadas pelos operadores turísticos do Alentejo Litoral que aderiram à sessão informativa.Várias dúvidas foram colocadas, algumas relacionadas com o atraso na entrega de verbas provenientes de fundos comunitários para projectos turísticos, restrições ambientais que limitam o desenvolvimento turístico e os problemas do auto-caravanismo. As dificuldades das pequenas e médias empresas no acesso às linhas de crédito foi outra questão colocada na sessão.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Viajar na minha terra: ÉVORA

Évora! Ruas ermas sob os céus
Cor de violetas roxas… Ruas frades
(…)
Évora!... O teu olhar… o teu perfil…
Tua boca sinuosa, um mês de Abril,

Florbela Espanca


O perfil de Évora é o recorte circular das suas ameias, e no topo, vigilante e altaneiras, o zimbório e as torres da Sé que, desde longe se avistam.

Experimente-se pois esta visão da estrada que liga o Redondo a Évora, imaginando que veio de Espanha e já passou por Estremoz, Borba (terra de bons vinhos e petiscos), Vila Viçosa, a princesita alentejana e terra natal da Poetisa.
Estacione fora das muralhas e, se quiser marcar já lugar na sua “quintinha”, terá vários pontos simpáticos à escolha. O Rossio de S. Brás, um terreiro imenso de terra batida muito concorrido por AC, mesmo em frente de uma das portas da cidade: a da rua da República (de meados de Maio até à 1ª semana de Julho, terá forçosamente de escolher outro poiso porque as Festas da Cidade – a centenária Feira de S. João – enche o espaço do habitual local de estacionamento).



Ermida de S. Brás (Rossio)

Rossio: modelo gigante


Rossio: modelo improvisado
Outras hipóteses são perto da Porta da Lagoa, ou ao lado da Porta de Avis. Menos silenciosas que o Rossio, mas a primeira com algum carisma, mesmo ali ao lado do Aqueduto da Água da Prata e da relva.


Aqueduto


Qualquer deles são meros parques de estacionamento, Évora, como tantas outras cidades portuguesas, ainda não acordou para a recepção de AC em zonas próprias e acolhedoras. Quanto a mim, já pensei várias vezes num parque completamente desaproveitado, onde ninguém estaciona, perto da Porta da Lagoa e mesmo ao lado da entrada por um arco cortado na muralha, em direcção ao Teatro Garcia de Resende. Se tivesse dinheiro, até criava ali uma zona simpática e colocaria lá uma casinha de recepção com atendimento personalizado… devaneios de autocaravanista e amante das línguas.



A zona AC sonhada...

Estacionada a AC, está na hora de partir à exploração. Exige-se bom calçado nos pés, porque as “ as ruas frades” se percorrem a pé e sempre com uma máquina fotográfica já que a cidade é vaidosa e esbelta. Se o propósito for histórico e detalhado, um gordo fim-de-semna não chegará para tanta História e arredores. Fechado entre muralhas, o centro histórico é um labirinto de ruas – ermas, frades… - por onde a História respira, desde o período romano, passando por todos os estilos artísticos e arquitectónicos: medieval, gótico, clássico, barroco…, enfim, todas as assinaturas, cores e odores.Logo no Rossio, a ermida de S. Brás; subindo a Rua da República, à esquerda, a Igreja de S. Francisco (com a turística Capela dos Ossos) e à direita os Meninos da Graça.


Depois a Praça do Geraldo e as suas dez ruas (conte-se o número de carantonhas da fonte, na Praça…). Pela 5 de Outubro, peregrinação até à Sé, Templo Romano, Biblioteca, Pousada e Igreja dos Lóios, Paço dos Duques de Cadaval, Universidade, Portas de Moura….

Praça do Geraldo


Sé catedral



Carantonha e o Geraldo (Brasão da cidade)


A toponímia eborense é outro passeio: Esta era mesmo a rua do Diogo.

Regressando à Praça, na Rua da Moeda, a zona judaica, mais à frente pela Rua de Avis, a mouraria, já para não falar de dezenas de capelas com as quais nos vamos cruzando, numa azáfama de História e religião. A par, sempre o branco e o ocre. E o sol, de preferência. Não exagere, evite o mês de Agosto, sempre são 40 ou mais graus…



Poderá sempre refrescar-se nas piscinas municipais, há 40 e tal anos atrás, um exemplo de espaço de ócio, hoje uma estrutura ultrapassada e insuficiente para a procura jovem e desportiva. Opte pois pela Primavera, o sol será mais ameno e igualmente azul luminoso, bom para apreciar paragens em algumas esplanadas, como na Praça do Geraldo; no mercado, comendo um gelado da Zoka, ou uns caracóis e uma imperial, ao lado de S. Francisco.
Para apreciar a boa gastronomia, espaços não faltam, uns para bolsas recheadas, outros para mais parcas: “¼ para as nove” e o seu arroz de tamboril; petiscos vários no “Molhóbico” (também com boa esplanada); os pequenos restaurantes na Rua dos Mercadores…; o café Alentejo; a Cascata ou se a preferência for estrangeira, o “Italiano”. Para apreciadores de doçaria conventual, o “Mel e Noz” ou outras pastelarias menos sofisticadas (Violeta) e gourmets (Boa Boca) que começam agora a nascer.


O templo, claro!



Fonte das Portas de Moura e Palácio Cordovil

Aparte a História, caso tenha trazido o seu atrelado de bicicleta, tem ainda a possibilidade de pedalar ao longo da Ecopista, caso contrário poderá caminhar mais um pouco. A pista circunda Évora pelo lado Este, aproveitando a antiga linha de caminho-de-ferro até Arraiolos… passando pela Graça do Divor, paisagem a destacar, mesmo ali ao lado da barragem. Um salto a Arraiolos também é bom desvio, mesmo que não se comprem os famosos tapetes, é sempre aconselhável. Ou mesmo até Pavia, indo à pesca na barragem de Montargil, ou visitando o Fluviário de Mora...


O branco e o ocre

Enquanto enche os olhos do Passado, tem sempre o lado comercial, mesmo à mão de semear, na Praça dos Geraldo e ruas afins, basta seguir os anúncios…
Ou então, fora das muralhas, o “novo”, como o bairro branco do prestigiado Siza Vieira (Malagueira), naquela que foi (já alguns anos…) uma assinatura diferente de nova arquitectura.
(Lago da Malagueira)


Culturalmente, apesar de já não ser o que era, Évora ainda sopra alguns ventos naturais: o Cendrev, companhia de Teatro profissional terá certamente algo em cartaz no Teatro Garcia de Resende, como por exemplo os imperdíveis Bonecos de Santo Aleixo, ou então, de 2 em 2 anos a Bienal Internacional de Marionetas. Este ano é ano sim, em Maio…
Fora das Muralhas, na zona industrial, a Companhia de Dança Contemporânea, ou então o Espaço do Tempo (companhia do coreógrafo Rui Horta) em Montemor-o-Novo.
Antes de lá chegar convém, porém, um desvio por o cromoleque dos Almendres ou a gruta do Escoural (neste caso, não sem antes telefonar a marcar, 266 857 000).
Mais para sul, aconselham-se outras paragens a caminho do Alqueva: as olarias de S. Pedro do Corval, Monsaraz, a marina da Amieira, aldeia da Luz…
E, para fechar o capítulo, há sempre a possibilidade de regressar em qualquer estação, quiçá a neve se lembre de cair e nasça daí um belo e incomum postal ilustrado …
(Neve em Évora, 2006)
Mais difícil será o mar, mas até Alcácer não é assim tão longe e logo ali está a praia do Carvalhal ou Troia, ou então, para se pisarem MESMO, praias alentejanas, basta seguir Évora-Torrão-Grândola que, até Sines e à costa alentejana ( Porto Côvo , por exemplo) , é só um saltinho.
Em AC há sempre esse salto que torna possível qualquer destino, com ou sem neve, com ou sem praia e, como as estações agora se trocam e baralham como as cartas de jogar, nada é impossível. Boa viagem!

Paula Vidigal

segunda-feira, 23 de março de 2009

CARNAVAL: à roda do grande lago

Aproveitando a faculdade de uma “ponte” no calendário e um tempo excelente, decidimo-nos por um “Carnaval” diferente. Na verdade nunca apreciámos os festejos carnavalescos e por isso optámos por uma visita às terras em volta do Alqueva.
As condições meteorológicas não podiam ter sido melhores. À parte um arrefecimento nocturno significativo, normal para a época do ano, os dias “sorriram” para todos os que por ali andámos. Um sol radioso, uma temperatura amena, confortavelmente acolhedora, e a ausência total de vento, proporcionaram-nos as melhores condições para usufruir dessa sensação de liberdade que o autocaravanismo sempre nos proporciona.





A ansiedade era tanta que não esperámos para sábado. Depois de jantarmos na 6.ª feira, aprontámos as coisas essenciais para 4 dias “on the road” e lá seguimos rumo a Grândola, onde pernoitámos num grande parque de estacionamento existente nas redondezas do “Modelo”. Embora não tivéssemos a companhia de outras autocaravanas, parece-nos adequado o lugar, tendo noite sido calma e em silêncio absoluto, permitindo um bom sono.
Na manhã seguinte, após o pequeno almoço, já com o pão e os bons queijos alentejanos comprados no hipermercado, retomámos a estrada.



Antes de rumarmos ao “grande lago”, por razões particulares, fizéssemos uma prévia visita ao Centro de Interpretação Ambiental da Liga de Protecção da Natureza existente na Herdade do Vale do Gonçalinho em Castro Verde, onde estão disponíveis trilhos destinados à observação da avifauna que, por esta altura, entra em grande actividade. Na zona podem ser observadas aves pouco comuns como o sisão e a abetarda.

http://www.lpn.pt/LPNPortal/DesktopModules/SubPaginaProgramasDetalhes.aspx?ItemId=18&Mid=40&ParentId=6


Terminada a breve visita, parámos para almoçar na localidade de Entradas, a poucos quilómetros de Castro Verde, na estrada que segue para Beja. Entrámos na “Cavalariça”, um restaurante típico de cozinha regional que nos serviu umas deliciosas migas a acompanhar presas de porco ibérico grelhadas, não sem que antes nos tivéssemos deliciado com uns torresmos do “rissol” fresquíssimos, os melhores que já alguma vez degustei. A qualidade elevada da cozinha deste restaurante acaba por justificar o preço relativamente elevado das doses.
Cá fora, um pequeno passeio pelas ruas desta vila, tipicamente alentejana, permitiu iniciar uma digestão que se previa mais demorada e, também, tomar contacto com os preparativos do festival cultural Entrudanças, que iria trazer à pacata localidade dias de maior animação – alguns grupos de crianças já cantavam organizadamente pelas ruas, onde várias tendas de artesanato acabavam os preparativos para a inauguração da pequena feira.




A paragem seguinte foi em Serpa, localidade que já visitámos várias vezes, mas onde sempre gostamos de retornar. Estacionamos a autocaravana no parque fronteiro ao camping existente. Já várias vezes o fizemos, tendo pernoitado por ali, sem qualquer problema e foi o que aconteceu, também, desta vez.
O pequeno parque de campismo existente é, também, acolhedor, e nele chegámos a ficar quando permanecemos mais do que uma noite em Serpa, o que não seria o caso vertente.



Passeamos pela vila cuja arquitectura sempre nos encantou, tal como as muralhas e o pequeno jardim onde, numa das entradas, existem umas oliveiras certamente centenárias, a julgar pelos grandes e “elaborados” troncos que exibem.


Uma queijada típica fez-nos companhia pelas ruas de casas brancas, onde algumas com artigos regionais sempre nos abrem o apetite. É difícil resistir ao queijo e requeijão, aos enchidos, aos doces, mel, azeites, vinhos e artesanato tão rico.
Regressámos à autocaravana já a noite se instalava para, no aconchego da nossa “casinha itinerante”, prepararmos um “ligeiro” jantar com as iguarias adquiridas, seguido de um já ansiado serão a jogar à “sueca” em família e a ver um DVD antes do merecido sono.



O dia seguinte, domingo, amanheceu solarengo e nós acordámos ao som do chilrear dos diferentes passarinhos que por ali vivem, despertando lentamente para mais um dia de lazer. Depois do pequeno almoço de queijo fresco de cabra e requeijão de ovelha, partimos para mais um “round” pela vila, abrindo o apetite para o programado almoço na Adega Molhó Bico, sugestão acertada do companheiro Raul. A relação qualidade preço não podia estar mais perfeita.
Como éramos 4 à mesa, optámos por pedir quatro variedades para partilharmos. Após uma meia hora de espera na sala de entrada, lá conseguimos uma mesa onde rapidamente pudemos iniciar o “molhó pão” no azeite, na “manteiga de cor” e saboreando umas boas azeitonas, que nunca dispensamos, preparando o estômago para um “festim” de variedades alentejanas.

Serviram-nos então a feijoada de lebre, a carne de porco com cogumelos, as migas com carne e as bochechas de porco assadas no forno e conhecidas aqui como “carrilhada”. Todos os pratos estavam “no ponto”, mas mereceu destaque, por unanimidade, a carne com os cogumelos de um sabor requintado. No final, a sericaia com doce de ameixa deixou-nos “arrumados” e a “sonhar” com a próxima visita.



Com a satisfação estampada nos rostos, seguimos viagem para a Aldeia da Luz, a nova aldeia mesmo à beira do “grande lago” onde viemos a pernoitar.








Lá chegados, fomos estacionar na AS e pernoita que nos está destinada, com vista sobre o “lago” e num lugar que permite a visualização de um demorado por-do-sol. Cerca de uma dezena de autocaravanas, na maioria portuguesas, já ocupavam uma parte significativa do largo. Feitos os despejos e o reabastecimento de água limpa, fomos passear até ao ancoradouro, onde mais um grupo de autocaravanas se encontrava estacionado e os seus ocupantes a… fazer campismo!
Destes comportamentos já mais nada há a dizer, tal como o facto de termos encontrado a pia de despejo para sanitas químicas na AS, em boa hora promovida pelo Camping Car Portugal, completamente entupida, fruto de lamentável utilização indevida.


A AS, de concepção simples, é relativamente prestável, mas tivemos que fazer algumas manobras para acertar com o buraco circular e central destinado ao despejo de águas residuais. Com a mesma simplicidade e custo, o recurso a uma grelha transversal, à largura do espaço demarcado, facilitaria o despejo a todo o tipo de veículos.
À noite, mais um serão de “sueca”, música suave e boa disposição fizeram companhia às iguarias alentejanas - versão II – queijo de ovelha fresco e curado e paio do lombo de porco preto, acompanhado de pão e tinto a condizer.

Na segunda-feira esperava-nos o espectáculo deslumbrante sobre o “grande lago” a partir do alto de Monsaraz. Esta localidade inserida entre muralhas de um castelo alcantilado no cimo de um monte de onde se permite uma imagem quase única no panorama português. O “grande lago” espraia-se à esquerda e à direita da entrada principal. Os parques de estacionamento existentes no exterior são de acesso adequado às autocaravanas.




No interior do castelo passeamos calmamente admirando as velhas construções, no geral bem cuidadas, onde portas e janelas de formas ancestrais despertam a nossa curiosidade. Das ameias do castelo o olhar perde-se em redor dos 360º permitidos e até onde a vista alcança.



Cansados mas satisfeitos, deixámos esta terra que nos fez lembrar outras paragens igualmente aprazíveis e similares – Marvão e Óbidos – para dar dois exemplos, embora esta última tenha cedido à voracidade do consumismo para “inglês ver”.





Após o almoço na autocaravana, fomos tomar o café na esplanada da “marina” da Amieira, um local agradável de onde saem mini cruzeiros de barco pelo grande lago, ou voos num pequeno hidrovião.



A noite foi passada junto ao ancoradouro existente na proximidade do “paredão” da barragem do Alqueva, na companhia de mais 4 autocaravanas, em posição de deleite perante o espectáculo de mais um deslumbrante por-do-sol.



Na terça-feira acabou por “amanhecer tarde”, talvez por causa do irremediável regresso a casa, que embora agradável, nos deixa num estado misto de nostalgia, pelo que agora deixamos, e de ansiedade por um regresso seguro “às origens” e ao “lar doce lar”.

Laucorreia








quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mendes Bota, a pesca lúdica... e o autocaravanismo

A Portaria 143/2009 publicada no passado dia 5 de Fevereiro, e que define os condicionalismos específicos ao exercício da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, tem provocado acesa polémica entre os praticantes desportivos.

Um dos deputados mais interventivos nesta questão tem sido Mendes Bota, que apresentou uma iniciativa parlamentar, questionando o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, da legitimidade da legislação agora publicada e que pode ser lida aqui. O referido deputado tem também marcado presença em várias manifestações como a ocorrida no passado dia 15 em Sagres.


Será que é possível estabelecer algum paralelismo entre a situação dos pescadores lúdicos e o estacionamento de autocaravanas nas zonas de intervenção dos POOCs?

Se é, porque não intervém o Sr. deputado Mendes Bota nesta questão com a mesma determinação? ... para que serviu afinal a visita de tão "distinta e qualificada delegação" de autocaravanistas à Assembleia da República?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Dormir à chuva ... é muito bom!

Entendamo-nos: eu detesto chuva. Se viajamos de carro a chuva só serve para nos retirar a visibilidade e complicar a segurança da condução. Se viajamos de mota ou de bicicleta a chuva só serve para nos castigar o corpo e dificultar a progressão. Se viajamos a pé a chuva só serve para... nos molhar.
Mas há excepções. Há momentos em que a chuva nos aconchega a alma. Da mesma forma que a canícula do sol serve para nos proporcionar o prazer da sombra, também a chuva pode ser usufruída com prazer... se tivermos a liberdade de escolher entre andar ou não à chuva.

Certo dia fui surpreendido com uma bátega de água enquanto realizava uma caminhada com os meus filhos, a Catarina então ainda uma criança e o Ricardo no princípio da adolescência. Hesitámos sobre o que fazer: procurar abrigo ou prosseguir. Decidimos enfrentar a chuva diluviana. Acertámos o passo e lá fomos pisoteando as poças do chão alagado, ao mesmo tempo que improvisávamos uma cantilena tipo marcha militar com o refrão cantado em coro:

--Um, dois, três... andar à chuva é muito bom!

-- Trá, lá, lá... trá, lá, lá...andar à chuva é muito bom!

-- ... andar à chuva é muito bom!

Acabámos completamente encharcados, mas ainda hoje, uns pares de anos volvidos, quando acontece lamentar-me da chuva que cai, sou de pronto corrigido pela Catarina: Andar à chuva é muito bom, lembras-te?!

Nestas alturas recordo com prazer a sensação da chuva tocada a vento que me fustigava a face, recordo a cumplicidade partilhada com os filhos de cometer a loucura de fazer o politicamente incorrecto, enfim... recordo o momento como uma forma de usufruto da liberdade, como uma forma de solidificar uma relação de amor entre humanos, mas também como um hino de celebração da harmonia com a natureza.

Porque invoco agora e aqui estas recordações? Porque como autocaravanista acabo de viver outra experiência intensa... à chuva.

Preparámo-nos (?) para passar os últimos dias do ano a bordo da autocaravana. Como de costume a programação da viagem era pouco mais do que um estado de espírito: iríamos rumo a Andaluzia, o resto logo se veria. Aberto o mapa de estradas pensei em sair por Elvas e apontar a Córdoba, seguindo depois para sul. Todavia a decisão de última hora de visitar uns amigos em Évora conduziu à alteração de “planos”: sairíamos por Vila Verde de Ficalho e rumaríamos a Sevilha. Assim se fez, ou não fossem a improvisação e a flexibilidade atributos intrínsecos dos autocaravanistas.

Mesa de Natal ainda posta, lareira acesa e o calor de outros convivas presentes, fez o tempo voar. Já ia alta a noite quando deixámos a casa dos amigos, após termos degustado alguns bons vinhos alentejanos acompanhados do inevitável queijo regional (de vários odores e sabores) e de um bom paio tradicional.

Saímos à rua, deitámos um último olhar à arquitectura da Praça do Giraldo e calcorreámos a Rua da República em direcção ao Rossio, onde a autocaravana e o Jimmy nos esperavam para ai pernoitar. A arquitectura palaciana do percurso convida a um olhar mais atento do que aquele que a madrugada aconselha, mas não pude evitar deter-me por algum tempo fronte ao prédio de linhas simples de cujo varandim se proclamou a 5 de Outubro a adesão da cidade de Évora à Republica que nesse mesmo dia emergia no espírito dos portugueses como um silvo de esperança num país mais fraterno, solidário e justo.

A chuva que no curto percurso do centro histórico ao Rossio se nos tinha anunciado não tardou em cair. Plim..., plim... plim... Nada que nos impedisse de dormir tranquilamente, pelo contrário.

Manhã avançada lá partimos rumo a Beja, mas de “GPS” apontado a Serpa, onde o Molhó-bico nos esperava para almoçar. Localizado na zona SE da vila, na Rua Quente (junto à muralha) este restaurante serve, num ambiente a todos os títulos acolhedor, bons pratos da gastronomia regional alentejana, sem esquecer o requinte das entradas tradicionais. Há quanto tempo não molha o pão em azeite virgem de fino paladar?

De resto Serpa bem merece uma desapressada visita. Na alvura e humildade que exibe não consegue esconder a grandiosidade do seu núcleo histórico, de arquitectura árabe bem vincada, trazendo-nos à memória outras cidades do reino de Granada, como Córdoba, por exemplo.

Serpa

O percurso até à fronteira proporciona-nos um momento de rara serenidade, em qualquer época do ano, pese embora a radical mudança policromática que o Alentejo ostenta. A planície apenas é entrecortada por pequenos cerros. Dos solos delgados brota uma vegetação escassa e de pequeno porte, onde pontificam as azinheiras e as oliveiras, centenárias umas, de cuidada plantação recente outras. De permeio, deambulando em liberdade, as vacas, ovelhas e porcos pretos pontuam o amplo espaço campestre. Aqui e ali algumas cegonhas residentes levam-nos a duvidar de estarmos em Dezembro.

Atravessada a fronteira a paisagem mantém-se, mas à medida que penetramos na serra o relevo torna-se mais acidentado e o coberto de azinheiras mais denso. O que mais surpreende agora é a intensidade do encabeçamento animal em regime extensivo. Os porcos ibéricos que antes víamos como elemento pitoresco da paisagem transformam-se agora em varas de considerável dimensão. Às vacas de carne juntam-se agora os touros. As ovelhas e as cabras passam a ser presença regular. Com esta actividade pecuária convive a economicamente pujante cinegética organizada em múltiplas coutadas de caça.

Córdoba: Rua dos Judeus

Desta mistura de actividades se alimenta a economia rural andaluza, cuja prosperidade pode aquilatar-se nos bares e “ventas” de qualquer dos seus pueblos, onde a par dos presuntos, enchidos, queijos, mel, doces, etc. encontramos recorrentemente uma extraordinária animação social, em flagrante contraste com o que geralmente observamos nos espaços rurais portugueses.

Caída a noite, decidimos evitar a problemática insegurança da cidade de Sevilha pernoitando num local a escassas dezenas de kms, precisamente no parque de estacionamento de uma dessas “ventas”: a Venta los Angeles, em Valdeflores.

Num cenário marcado pelas cabeças de veado e de javali exibidos na parede como troféus de caça, partilhámos com os locais o animado ambiente da “venta” enquanto degustámos um muy bueno viño Jerez.

A incessante chuva que nos havia perseguido durante todo o dia continuava a cair copiosamente. Paredes meias com a cerca que retinha meia dúzia de lamas, uma ovelha, um burro e alguns cavalos andaluzes, instalámo-nos na capucine da autocaravana prontos para dormir.

No silêncio da noite a que só a serra sabe dar a devida profundidade, ficámos a ouvir a chuva cair ali mesmo a um palmo da nossa cabeça. Plim, plim, plim... plim... plim... plim.

Ora doce e suave como a melodia de uma flauta, ora murmurando como um violino, ora soando forte e brusca qual correria de cavalos colina abaixo rumo ao riacho numa tarde de canícula, a chuva bateu sobre nós toda a noite, conferindo às penas que me aqueciam o corpo um prazer acrescido. Que impar sinfonia a da natureza!

Muitos foram os poetas que celebraram a chuva batendo nas vidraças e o vento fustigando os ramos das árvores. Certamente que os músicos lhe não foram indiferentes. Hoje compreendi melhor Vivaldi e Beethoven. Por certo eles viveram uma experiência de semelhante carga sensorial.

Ao som desta melodia que brota do breu da invernal noite campestre, a memória voou e transportou-me pelo passado para me desmentir: bem vistas as coisas eu gosto de chuva. Confrontado com a recordação de outros inolvidáveis momentos de prazer à chuva, onde sobressaem aquela noite em que um grupo de garranos do Gerês ameaçava deitar abaixo a tenda completamente alagada, aquela outra noite no camping da Serra da Estrela que obrigou os campistas de tenda a refugiarem-se na casa de banho (com os sacos-cama encharcados) enquanto eu usufruía da sensação de enfrentar a tempestade no conforto da autocaravana, ou ainda aquela madrugada de uma noite diluviana passada em Sesimbra com as gaivotas a acordarem-me enquanto se passeavam sobre a cobertura da autocaravana.

Naquele momento, enfim, compreendi que é um privilégio ser autocaravanista, poder gozar a liberdade que tal maneira de estar na vida nos concede. Afinal, dormir à chuva... na autocaravana, é muito bom!



Raul Lopes

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A solução para a Costa Vicentina?

O Zmar, um Eco-camping resort localizado na Zambujeira do Mar, vai abrir as suas portas em Junho deste ano. Depois das inúmeras reportagens que tivemos no Verão de 2008 sobre os problemas com o autocaravanismo no litoral alentejano, poderíamos supôr que parte do problema estaria em vias de resolução. De facto para os utilizadores de autocaravanas que ACAMPAM (ilegalmente em qualquer lugar) e dos que apenas PERNOITAM (ilegalmente, nas zonas de influência dos POOCs) no litoral alentejano, já não será possível evocarem a falta de condições ao longo de toda a costa vicentina para justificarem o atropelo à lei.

As tarifas diárias anunciadas para o período de Julho e Agosto para um álveolo de 100 m2, que inclui a autocaravana, 4 pessoas, água e electricidade é de 50 euros, baixando para 20 euros de Outubro a meio de Dezembro. Estas tarifas permitem o livre acesso a piscinas, ginásio e campos polideportivos. As 5 estrelas deste parque de campismo ecológico pagam-se bem!!!

Na verdade, devido aos preços da época alta, ao nível de um Hotel de 2-3 estrelas, não me parece que se vá resolver a parte do problema que está aqui em equação que é a de quem utiliza essencialmente a autocaravana como equipamento de campismo. As condições descritas no site deste eco-resort fazem dele um caso único no País e as condições que os seus utilizadores vão poder usufruir, são de facto de qualidade muito acima do que estamos habituados a encontrar neste tipo de equipamentos. No entanto, este equipamento não será certamente destinado ao turismo em massa e portanto temo que a capacidade anunciada de 3000 campistas que poderá receber quando estiver a funcionar em pleno, seja dificilmente atingida. Nessa altura antevejo 2 soluções possíveis, a reconversão da área destinada ao parque de campismo em chalets e hotelmóveis ou então o recurso à aplicação de regulamentos que impliquem a pernoita de autocaravanas em exclusivo em parques de campismo...


Uma coisa é certa, para o autocaravanismo como turismo itinerante não residirá aqui a solução e continua a ser preciso a construção de infra-estruturas de apoio à pernoita e manutenção das autocaravanas. É preciso também mais fiscalização que puna os prevaricadores, de modo a acabar com os abusos que se praticam junto ao litoral português.


Aqui fica a notícia, saída no Correio da Manhã, sobre a abertura deste interessante projecto turístico.

Turismo: Projecto único na europa custa 30 milhões. Odemira ganha eco-campismo


O primeiro parque de campismo ecológico de cinco estrelas da Europa, construído em 90 por cento com materiais reciclados, vai abrir portas no próximo Verão na Zambujeira do Mar, Odemira. A primeira fase do projecto, que criará mais de 100 postos de trabalho, compreende a construção das infra-estruturas de acolhimento ao campista e de lazer. A obra estará concluída em Junho.
Desenvolvido pela empresa Zmar, o Eco Camping Resort ocupa uma área de 81 hectares em A-de-Mateus, a cerca de 10 quilómetros da costa alentejana.
Num investimento de 30 milhões de euros, a obra inclui chalés de madeira, hotel móvel e alvéolos para tendas, caravanas e autocaravanas, bem como parque aquático, campo desportivo, quinta pedagógica, spa, posto médico e restaurantes.
A estadia, segundo a Zmar, vai desde os 20 euros por noite (um alvéolo para quatro pessoas de Outubro a meados de Dezembro) aos 150 euros (chalé para cinco pessoas em Julho e Agosto).
A construção, segundo o executivo municipal de Odemira, é um exemplo a seguir. "Trata-se de um empreendimento único no País construído quase na totalidade com madeiras e materiais recicláveis. Todos os chalés são elevados ao solo e de baixa densidade", disse ao CM o presidente da edilidade, António Camilo.
O autarca referiu, ainda, que tem seguido com agrado a evolução da obra. "É impressionante a qualidade dos chalés. O projecto tem um impacto mínimo no ambiente e prevê ainda a reflorestação de grande parte da sua área", acrescentou António Camilo, que mostrou também satisfação em relação à importância que o empreendimento irá criar na economia da região.
Em 2010, quando o Eco Camping Resort estiver a funcionar em pleno, terá capacidade para acolher em permanência três mil campistas. O parque irá também empregar 220 pessoas.
Alexandre M. Silva