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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mais uma vez, o CPA vai apanhar as canas dos foguetes do Boaventura

De cada vez que aqui me refiro ao CPA há por aí uns sendeiros de hálito salazarento que sobem ao castelo de Abrantes a urrar. Clamam pela unidade dos Cruzados DeAlém e de Aquém para silenciar esta Tribuna, perigoso reduto de infiéis ao bem-comum, “totalitários” “intelectualóides” e doidos varridos a precisar de urgente internamento psiquiátrico (entre outros “mimos”). Coitados, faz pena vê-los esgrimir tanto ódio e tanta tentativa reles de assassinato de carácter.

Exibindo a sua falta de educação e a sua diminuta capacidade intelectual (que a miude os impede mesmo de perceber o que aqui escrevemos), tentam atingir-nos com as suas atordoadas, não compreendendo que o insulto só a si próprios denigre, pois que sendo incapazes de discutir civilizadamente uma só ideia que seja, o que resulta das suas palavras é simplesmente um hino de louvor à ignorância. Tal como Salazar, sentem-se incomodados pelo facto de haver quem tenha craveira intelectual reconhecida. Por haver quem se atreva a pensar autocaravanismo e ouse dizer em público o que pensa.

Apetece-me fazer-lhes a vontade. Não por tais criaturas, mas por mim próprio que já estou farto de escrever sobre as derivas errantes do CPA e do MIDAP-Dc . Mas de cada vez que digo a mim mesmo que não vou escrever sobre coisas patéticas, logo os protagonistas do costume me obrigam a reconsiderar, pois há coisas que não podemos ignorar. Há coisas que é preciso denunciar!

Já há dias o companheiro Eugénio nos transmitiu o seu grito de indignação:

... já que se fala em ridículo, junto este também ... o Boaventura, sim o tal que em Abrantes gritou alto e bom som, "acabar com as ervas daninhas"; "correr com o professor" e outras coisas similares, é o mesmo que a "mando" do Ruy Figueiredo, segundo ele diz: "lhe deu os contactos, nº tlm e emails" anda a angariar autocaravanistas pra irem a Almeida, "a mais um arraial" com José Cid, Malhoa e afins, há e tudo grátis!!
... valhe-me Sto Ambrósio; o Ruy que sempre ignorou os sócios, que nunca respondeu no Fórum CPA quando foi interpelado pelos mesmos, agora delega nos seus "acólitos" a angariação pra arraiais... não há pachorra! ...

A situação a que se refere o companheiro Eugénio é grave de mais para poder ser ignorada por quem quer que esteja preocupado com o futuro do autocaravanismo em Portugal. Desta vez, para não variar, a Direcção do CPA voltou a esquecer a responsabilidade institucional do Clube e continua a permitir-se usar os sócios para apanhar as canas dos foguetes que o Boaventura lançou. Ora veja-se esta amostra do desnorte que grassa no CPA.

· A 14 de Dezembro, o vendedor Boaventura usa o Fórum do CPA para anunciar que 3 meses depois iria ser inaugurada uma Área de Serviço “no Parque Fluvial a borda da Ribeira de Meimôa na Freguesia de Benquerença”. Para que não houvesse dúvidas de quem era o mordomo da festa, Boaventura acrescenta: “Foi-me prometido pelo Srº Presidente da junta que haverá uma pequena supresa e animação”. (no lugar de "supresa" deve ler-se comezaina à borla).

· A 5 de Fevereiro “o CPA” vem de mansinho anunciar a AS como se de obra sua se tratasse:
"Companheiros
Nova Área em Benquerença
Esta nova Área será inaugurada no fim de semana de 13 a 15 de Março.
Mais informações sobre a inauguração serão fornecidas brevemente
."

· Mas, um mês depois é de novo Boaventura quem vem a terreiro:
comunico-vos que a data de 13/14 de Março prevista para a inauguraçãoda A/S em Benquerença fica adiada por motivos alheios á nossa vontade

· Em Abril, 2 dias depois da AG (onde não consta que o anúncio tenha sido feito), ficamos a saber que:
O CPA vai realizar o seu 40º encontro de 29 a 31 de Maio de 2009, integrando no programa a inauguração da àrea de Serviço de Bemquerença”.

· Só que, dias depois, quando nada o faria supor, o CPA vem dizer que:
O 40º Encontro anunciado é adiado devido ao convite feito pela Cãmara de Almeida aos autocaravanistas através do CPA, para a 3ª Edição da Feira das Artes e da Cultura e Festa do Bacalhau, nos dia 29, 30 e 31 de Maio.”

Que falta de profissionalismo!!!!

Desde o dia 1 de Abril que a Feira de Almeida estava anunciada. Agora é que a Câmara de Almeida convida “através do CPA”? O que se passou que justifique a anulação do Encontro em Benquerença?

O que aconteceu, simplesmente, foi que o Sr. Boaventura (que não tem qualquer cargo dirigente no Clube) já se tinha comprometido a levar “muitas autocaravanas” para a patuscada do bacalhau, pomposamente designada por “Encontro luso-francês de autocaravanistas em ambiente cultural”. Ou seja, o arraial do Boaventura et ses amis. A prova de que tal evento nada tem a ver com o CPA é que o Clube disse aos sócios esta coisa extraordinária: “os interessados devem contactar o companheiro Cândido Boaventura para: candidoemilia@iol.pt “.

Será que o CPA deixou de ter sede, telefones, funcionária e email? Ou esta é mais uma forma de tentar justificar o injustificável: como é que o sr. Boaventura dispõe da lista de contactos telefónicos de todos os sócios do Clube?

Como é possível que o CPA deixe de acarinhar a inauguração de uma área de serviço, anulando mesmo um Encontro do Clube já anunciado, para ir atrás dos foguetes do Boaventura? Será que para o CPA uma patuscada vale mais do que uma Área de Serviço?
Como pode um Clube com o historial do CPA deixar-se instrumentalizar pelos interessesinhos do amigo do presidente Ruy Figueiredo? Afinal quem manda no CPA? Como pode a vontade do Boaventura sobrepor-se a uma decisão da Direcção?

Com estas trapalhadas o CPA está a prestar um péssimo serviço à imagem do autocaravanismo português. Um clube que assim se comporta não pode esperar ser levado a sério pelas instituições públicas, nem sequer pelos autocaravanistas que não sejam afectados pela gula de alarves provincianos.


E não se pense que isto é uma estratégia para criar mais uma AS. Há 3 anos aconteceu exactamente a mesma coisa, e já então se disse que a razão de ser da patuscada em Almeida era a criação de uma área de serviço. Já então houve quem tentasse manipular e servir-se do CPA para fins de promoção pessoal. Por isso a Direcção de então decidiu que não se associaria ao evento. Mas já há 3 anos, mesmo contrariando a decisão da Direcção a que presidia, Ruy Figueiredo decidiu ir “a título pessoal” à patuscada do seu amigo Boaventura. E este retribuiu-lhe o apoio com a deselegância de falar aos jornalistas na qualidade de representante dos autocaravanistas portugueses, tudo tendo feito para que a presença do presidente do CPA no local fosse ignorada. Tanto assim que até houve quem viesse a público afirmar que o mérito das 6 dezenas de autocaravanas presentes se devia ao esforço de mobilização dos dirigentes de outro clube.


Enfim, há 3 anos, como agora, parece que Ruy Figueiredo não aprendeu a lição. Por isso companheiro Haddock se o espectáculo do Ruy Figueiredo e do seu tradutor Boaventura em Abrantes foi fonte de inspiração para a sua rábula dos gauleses, recomendo-lhe vivamente que não perca a parte II em Almeida, onde le moussier Boneventure exibirá perante ses amis francius os seus predicados. Os franceses retribuirão com um convite para outra patuscada em terras gaulesas, a que não faltarão les 2 amis portugas. Os francius não têm bacalhau, mas têm bom vinho! Ah... e oferecem medalhas de "mérito" a quem lhes serve de guia em Portugal e os leva a degustar umas patuscadas, de preferência pagas pelas Autarquias Locais.

Assim vai o autocaravanismo português... Até quando vamos continuar a confundir responsabilidades institucionais com interesses e caprichos de vaidade pessoal?
Como disse o Eugénio: ... não há pachorra!


Raul Lopes

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Lorvão de novo em festa

De 10 a 14 de Junho a Junta de Freguesia de Lorvão volta a organizar a sua já tradicional Feira de Artes e Cultura, para a qual convida todos os autocaravanistas.

Do Programa que o Sr. Presidente teve a amabilidade de nos enviar destacamos a animação cultural programada para cada um dos 5 dias da Feira, a sardinhada na noite de Santo António, a ceia colectiva no dia 13, os passeios de burro e a volta à Freguesia em bicicleta. Motivos mais do que suficientes para os autocaravanistas comparecerem num dos primeiros locais a dispor de Área de Serviço para autocaravanas em Portugal.



Os interessados em participar deverão proceder previamente à sua inscrição na Junta de Freguesia, Telf. 239477162

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Pelas fraldas da Serra da Estrela: Rio-Torto

Depois de Gouveia eis que chegamos à “minha aldeia”, Rio-Torto:

À entrada, no Adro da Igreja, estacionem as autocaravanas, podem pernoitar em segurança se desejarem, até têm sanitários públicos e água potável, e vão há descoberta:

Como paróquia é muito antiga tendo o documento onde se pode encontrar o registo de Rio Torto a data de 1269. Contudo, na Grande Enciclopédia Luso – Brasileira de Cultura, ao descrever e contextualizar Rio Torto, vem mencionada, em documento de 13 de Julho de 1091. Por outro lado há que considerar que esta pequena aldeia do interior não existia ainda como freguesia, constituída no Século XIII.Entretanto tira-se das mesmas inquirições a agradável conclusão de que se a freguesia ainda não existia no Século XIII, já existia a povoação, o lugar, pois de outra forma não podia compreender-se que Rivo Torto (do Latim Rivus, Ribeiro, Ribeira, Rego e Levada) repetidas vezes fosse repetido em Acta da Vila de Fornos, incorporada em tais inquirições, para se dar notícia algo desenvolvida da existência e movimento de propriedades (herdades) em Rio Torto, pertencentes a entidades e pessoas quer de Fornos, quer de Vila Cova e ainda de Torre de Tavares, no Século XIII.

- Capela de Nossa Senhora do Carmo

-Capela de Nossa Senhora dos Verdes

-Capela de Nossa Senhora da Conceição

- Ponte Romana, com caminho de S’antiago, sobre a ribeira de Rio Torto

Solar Boffa Mollinar

Casa dos finais do Século XVIII, com Capela datada de 1748, actualmente Turismo de Habitação

Dólmen - Monumento Pré-Histórico
Este dólmen, construído em pedra, está situado em propriedade privada, a 120 metros à esquerda da Estrada Nacional 17, no sentido Coimbra / Celorico da Beira, ao quilómetro 103.É constituído por elementos verticais, os esteios (pedras colocadas ao alto, formando uma parede) e um elemento horizontal colocado sobre os esteios como um tecto (tampa ou chapéu).Tanto os esteios como o chapéu são lajes graníticas, de grandes dimensões, cada elemento pesando toneladas.Está cientificamente provado que esta construção se destinava a rituais fúnebres ao povo paleolítico que habitava a região.Neste monumento pré-histórico foram encontradas ossadas humanas (do crâneo), mais de uma dezena de pontas de setas, vários fragmentos de setas, uma placa de argila, facas e um vaso de argila.

NOTA: “Há muitos milénios a região era habitada por uma raça de origem celta que professava a religião druidica.Os sacerdotes tinham um grande poder religioso, político e administrativo.Acreditavam na metempsicose (teoria que admite a transmissão das almas de um corpo para o outro), bem como na virtude de algumas plantas como medicamentos, como o visco (plantas parasitas) que era uma planta sagrada, sendo colhida em noites de lua cheia com uma foice de osso, com grande cerimonial e servia para fazer augúrios.”

Ermida Nossa Senhora dos Verdes

A Ermida Nossa Senhora dos Verdes, está inserida na Herdade do Monte Aljão, actualmente um parque de lazer e aventura de desportos radicais, muito bem estruturado, o qual possui um Parque Campismo Rural.

Festas e Romarias: Festa de São Domingos (2º Domingo de Agosto, sendo a festa principal), festa de Nossa Senhora da Conceição (1º Domingo de Agosto) e festa de Nossa Senhora dos Verdes (no 7º Domingo depois da Páscoa);Locais de Interesse Turístico: Azenhas, parque de merendas do Rascão, campo desportivo e açudes da ribeira de Rio Torto, onde podem pescar barbos e trutas.


Gastronomia e Artesanato

Neste domínio a referência vai para o Queijo da Serra e o requeijão, por muitos considerado o melhor queijo do Mundo.

Mas há muito mais: São também deliciosos o pão de centeio, a morcela, o chouriço, a farinheira, o cabrito assado, a alambicada de borrego, as feijocas “à pastor”, a sopa de moiros, a sopa de bacalhau, o caldo de castanha, o arroz de carqueja, as bôlas de carne, só para abrir o apetite.No âmbito das sobremesas, destacam-se o arroz doce confeccionado com leite de ovelha, o doce de castanha, o leite-creme, o doce de abóbora e os bolos doces.Acompanhar, não pode faltar o bom vinho Dão da região.No que respeita ao artesanato merecem especial destaque os trabalhos de tecelagem manuais, as camisas e casacos de pastor, os chinelos e mantas de trapos, as botas cardadas, a olaria e tanoaria tradicionais.

O Concelho de Gouveia, tem uma oferta diversificada de locais onde se pode desfrutar de esplêndidos sabores e aromas da gastronomia da Serra da Estrela.


Verde Água / Parque de Nossa Senhora dos Verdes / 6290 Rio Torto

ABM / Estrada Nacional 232 / 6290 - 414 S. Paio

O Júlio / Rua do Loureiro, 11 A / 6290 – Gouveia

O Flôr / Rua Cardeal Mendes Belo / 6290 - Gouveia

O Albertino / Largo da Igreja , 5 / 6290 - 081 Folgosinho

O Mocas / Rua do Oitão, nº 8 / 6290 - 081 Folgosinho

Sabores da Serra / Hotel Eurosol / Av. 1º. de Maio / 6290 - Gouveia

A Brasa / Rua Casimiro de Andrade, 14 r/c Esq. / 6290 - 320 Gouveia

Cunha / Rua Dr. Carlos A. Ferreira / 6290 - Vila Nova de Tazem

Fonte dos Namorados / Bairro Fonte dos Namorados / 6290 - 121 Melo

O Parrô / Zona Industrial de Gouveia / 6290 Gouveia

O Túnel / Escadinhas da Misericórdia / 6290 - Gouveia

Quinta das Cegonhas / Nabaínhos – Melo / 6290 - 122 Gouveia

Quinta do Adamastor / Rua do Hospital, nº 215 / 6290 - 071 Figueiró da Serra

Ponte dos Cavaleiros / Bairro da Serrã / 6290 - 051 Arcozelo da Serra

Parques, pernoita e campismo

… Sugiro para os itinerantes, estacionar e pernoitar, os centros das aldeias e seus adros, para os campistas, deixo estes exemplares.


Parque de Campismo do Curral do Negro
Curral do Negro
6290 - Gouveia

Telefones: 238491008
Fax:
Web:
e-mail: curral.negro@fcmportugal.com


Quinta das Cegonhas
Nabainhos
6290 - 122 Melo
(campismo, quartos, apartamento - todo o ano)
Telefones: 238745886
Fax:
Web: http://www.cegonhas.com/
e-mail: cegonhas@cegonhas.com


Parque de Campismo do Vale do Rossim
Vale do Rossim
6290 - Gouveia

Telefones: 275336679
Fax:
Web:
e-mail: atorre@iol.pt

Consulte e descubra mais aqui: http://www.cm-gouveia.pt/
… Espero que se divirtam e desfrutem da melhor maneira, se ficaram apaixonados e quiserem radicar-se nesta zona, é dirigirem-se à “Serrana” Imobiliária ou Predimarvão, digam ao meu irmão que vão da minha parte; E SEJAM FELIZES !!! …

Eugénio Santos

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pelas fraldas da Serra da Estrela: Gouveia

… Cá estou eu a “dizer presente” ao desafio, em boa hora lançado pela Tribuna Autocaravanista, e mostrar, um pouco (queriam tudo?), das minhas raízes o meu “berço”.

- Em tempos num Fórum, abordei o assunto telegraficamente, desta vez pretendo mostrar algo mais elaborado, mostrar “caminhos”, quer viários, de cultura, lazer ou gastronómicos, (os bailes e bailaricos deixo que os adeptos os descubram) … interessa-me “levar” o Autocaravanista Itinerante, a debruçar-se, com outros olhos, pelo lado Ocidental da Serra da Estrela, mais concretamente GOUVEIA e RIO-TORTO, a sede do concelho e uma das suas freguesias, por sinal a “MINHA”, viajando e itinerando num todo, pois no meu conceito, “viajar itinerando” é fotografar com os olhos, não fossemos nós os lobos dos Montes Hermínios.


… Com este pensamento; vamos rolar:

A cidade de Gouveia, sede concelhia, encontra-se situada a cerca de setecentos metros de altitude. Edificada na encosta ocidental da Serra da Estrela, subindo a estrada N232 – Gouveia - Vale do Rossim (Mondeguinho, nascente do Rio Mondego) – Manteigas, o melhor acesso à Serra da Estrela para autocaravanas, subida mais suave, o panorama que dali se desfruta com paisagens a “perder de vista” são das mais belas do país.

Desconhece-se a época da sua fundação, possivelmente ao domínio romano da península ibérica. Velhas crónicas afirmam ter sido povoada pelos Túrdulos, 500 anos antes da era cristã os quais lhe teriam dado o nome de Gouvé. “ Aparentemente Gouveia ficava num cruzamento de vias romanas”.

Em 1083 D. Fernando I, Magno, (Rei de Leão e Castela), integrado no movimento da Reconquista Cristã retomou Gaudela aos Mouros. O primeiro foral de Gouveia foi concedido no ano de 1186 por El-rei D. Sancho I e confirmado por D. Afonso II em Coimbra a 11 de Novembro de 1217. Diz-se que D. Manuel concedeu novo foral “em 1 de Julho de 1510”.Também em Gouveia a família judaica teve acentuada influência, exemplo disso é uma judiaria no bairro da Biqueira, que dão testemunho vários edifícios, entre os quais a capela de Santa Cruz.

Dos Bairros de Gouveia, destaco dois, pelas marcas que ajudam a definir a cidade:

Bairro do Castelo

Considerado o berço de Gouveia, o denso casario é entrecortado por ruas estreitas e tortuosas que conduzem à Igreja paroquial de S. Julião, edifício barroco de traçado simples, onde sobressai a torre sineira única. No interior encontram-se sete retábulos de talha que foram transladados da Igreja do Convento de S. Francisco. Encontra-se aqui a Biblioteca Vergílio Ferreira.



Biblioteca Municipal - Vergílio Ferreira
O Solar dos Serpa Pimentel é um edifício setecentista, com capela provada dedicada à invocação de Santa Eufémia. Destacam-se as suas marcas barrocas e o brasão esquartelado e trabalhado em granito, na janela central da fachada principal. Após as obras de restauro foi aqui instalada a Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira. Natural do concelho de Gouveia (freguesia de Melo), Vergílio Ferreira notabilizou-se como romancista e ensaísta.

Bairro do Toural

Ainda na freguesia de S. Pedro, o Bairro do Toural e a sua Rua Direita, via sinuosa onde se situa a Fonte do Assento e a Igreja Matriz. No seu seguimento pode apreciar-se a Casa da Torre, com a sua janela manuelina classificada como monumento nacional em 1928 e o Museu Abel Manta.

Casa da Torre - janela manuelina

Museu de Arte Moderna Abel Manta
O museu Municipal Abel Manta (1888 – 1982), instalado no antigo Solar dos Condes de Vinhó e Almedina. Este edifício setecentista foi recuperado com o propósito de ali acolher parte do espólio do ilustre pintor gouveense, Abel Manta. O museu, para além desta riqueza artística, encontra-se valorizado com esculturas, gravuras e pinturas gentilmente doadas pelo seu filho, arquitecto João Abel Manta.


Praça de S. Pedro
Situada no coração da cidade, podem admirar-se aqui alguns testemunhos importantes da riqueza do seu património, como a Igreja de S. Pedro, a Igreja da Misericórdia, o Solar dos Serpa Pimentel e a Fonte de S. Lázaro, datada, segundo a sua própria cronologia, de 1779. A Igreja de S. Pedro é a matriz. Trata-se de uma construção datada do século XVII que impressiona, no exterior, pela sua traça arquitectónica e no interior, pela beleza da talha dourada que ostenta. A Igreja da Misericórdia data do século XVIII e sobressai pelo barroquismo e pela aplicação dos azulejos que lhe cobrem a fachada.

Paços do Concelho - antigo Colégio da Santíssima Trindade

O edifício dos Paços do Concelho (antigo Colégio da Santíssima Trindade) data do século XVIII e foi mandado edificar, para o ensino de Latim e da Moral, tarefa de que foram incumbidos, até à sua expulsão em 1759, os Jesuítas. Durante as invasões francesas, em 1809, foi transformado em quartel, servindo também como hospital militar. Depois de 1839 serviu de instalações ao Tribunal da Comarca e da Cadeia Pública. Já no século XX, em 1964, o edifício foi objecto de obras de conservação e remodelação, preservando-se cuidadosamente os seus traços arquitectónicos dos quais cumpre destacar a fachada principal, com as armas nacionais, ao centro.

Monte do Calvário - Capela do Senhor do Calvário

Outrora conhecido como “Monte Ajax”, o Monte do Calvário constitui o local sagrado por excelência, de Gouveia. A importância deste lugar deve-se à iniciativa dos padres jesuítas do Colégio de Gouveia que ali mandaram edificar uma capela ao Senhor do Calvário, em reconhecimento da protecção divina quando do terramoto de 1755. Na escadaria que leva à capela, encontram-se duas capelinhas alusivas aos Passos da Paixão de Cristo: a Agonia de Jesus no Horto e o Beijo de Judas. As festas do Senhor do Calvário realizam-se todos os anos na primeira metade de Agosto e têm a duração de cinco dias. Trata-se da maior romaria anual da região beirã.


Dos restantes Bairros de Gouveia, deixo à descoberta, apenas deixo a dica:
Gouveia chegou a ser considerada “O tear da Beira” (...) Por volta de 1873 havia em todo o concelho 23 fábricas de tecidos, com 192 teares manuais. A base da indústria de lanifícios estava aliada à riqueza de pastagens que abundam em toda a serra e a prática do pastoreio que fornecia matéria-prima às fábricas de fiação tecidos e lacticínios por todo o concelho. O declínio da indústria têxtil obrigou a recentrar todo o tecido económico. Actualmente aposta no turismo como factor de desenvolvimento.

Amanhã será a vez da "minha aldeia”, Rio-Torto.

Eugénio Santos

terça-feira, 14 de abril de 2009

IV Gesto Eco-solidário

Realizou-se no último fim de semana de Março a 4ª edição do Gesto Eco-solidário, onde mais uma vez se constata o mau serviço dos meios de comunicação social. Apenas os media regionais noticiaram esta boa iniciativa. O relato seguinte é do ViseuMais.com :


S. Pedro do Sul inaugura Zona de Abastecimento para Autocaravanas

O concelho de S. Pedro do Sul acolheu no passado fim-de-semana, de 27 a 29 de Março, mais um Gesto Eco Solidário dos Autocaravanistas. “Entre a magia das águas e o Maciço da Gralheira” foi o lema da iniciativa organizada pelo quarto ano consecutivo pela Câmara Municipal de S. Pedro do Sul.

Com a participação de cerca de 150 autocaravanistas, o principal objectivo do evento foi fazer a ponte entre as Termas (a magia das águas) e a Serra (o Maciço da Gralheira), apresentando aos visitantes dois dos sítios mais emblemáticos do concelho de S. Pedro do Sul.

Um dos momentos mais significativos do encontro foi a inauguração, durante a tarde de sábado (dia 28 de Março), de uma Zona de Abastecimento para Autocaravanas situada em frente à Escola do 1º Ciclo das Termas. Uma nova infra-estrutura que a autarquia de S. Pedro do Sul colocou ao dispor de quem nos visita.


O novo equipamento está preparado, apenas, para abastecimento de água potável e zona de despejos das águas residuais das caravanas, sendo proibida qualquer outra utilidade do espaço.

De assinalar também no programa dos três dias o plantio simbólico de árvores no Alto do S. Macário, que se realizou durante a manhã de domingo, dia 29 de Março, como um gesto ecológico e solidário dos autocaravanistas que passaram por S. Pedro do Sul.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Soito da Ruiva, ou o reencontro com as nossas raízes?

Soito da Ruiva é uma pequena aldeia a que restam 19 habitantes, em contraste com as 3 centenas que em tempos já teve. Localizada na Serra do Açor, concelho de Arganil, Soito da Ruiva fica perto de Piódão, paredes meias com as minas da Panasqueira e com a encosta da Serra da Estrela.


A história desta aldeia é-nos contada numa página Web de excelente recorte, onde cada um dos seus habitantes se converte em protagonista. Juntando suporte fotográfico, áudio, vídeo e texto, os actuais habitantes desfilam pelo site partilhando connosco os seus percursos de vida e as suas memórias.
Em boa hora o fazem, pois desta forma legam-nos um testemunho autêntico que nos permite ir ao encontro das nossas raízes e da nossa identidade rural. Pena é que não haja no site informação sobre os responsáveis por tão inovadora e meritória iniciativa, bem como algo mais que nos ajudasse a percepcionar os seus objectivos mobilizando-nos para a sua causa.
Registo também a ausência de informação de suporte ao usufruto turístico desta aldeia do Portugal profundo, mas tal não invalida que seja um bom local de destino para os autocaravanistas. No largo da aldeia existem boas condições de estacionamento para uma mão cheia de autocaravanas, e visitar Soito da Ruiva será certamente uma oportunidade de mergulhar na história da nossa identidade, recordando lendas, tradições, usos costumes e vivências colectivas de tempos perdidos que a memória desta gente generosa vai partilhando connosco.
Visitem o site, e estou certo de que depois disso não deixarão de agendar uma visita a Soito da Ruiva: http://www.soitodaruiva.com/
Para saber mais: soitodaruiva@gmail.com



Raul Lopes