Aproveitamos a oportunidade para desejar uma boa Páscoa a todos os nossos leitores, de preferência com utilização da autocaravana. Deixamo-vos com o "nosso" ovo da Páscoa, com a participação especial do coelhinho da Páscoa:
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
Boa Páscoa
Faz hoje 4 meses que iniciámos os nossos comentários na Tribuna.
Ao longo destes 120 dias foram publicadas mais de 100 mensagens e 4 dezenas de comentários dos nossos leitores, que nos fizeram quase 13000 visitas.
São números que nos deixam orgulhosos mas de igual forma responsabilizados para continuar a nossa caminhada e continuar a merecer a visita que diariamente mais de uma centena de pessoas faz à TAC.
Aproveitamos a oportunidade para desejar uma boa Páscoa a todos os nossos leitores, de preferência com utilização da autocaravana. Deixamo-vos com o "nosso" ovo da Páscoa, com a participação especial do coelhinho da Páscoa:
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quarta-feira, 4 de março de 2009
EM DEFESA DA LIBERDADE EM AUTOCARAVANA
Muito se vem escrevendo e discutindo sobre Autocaravanismo. Como turista itinerante, proprietário de uma AC, quero-vos transmitir o meu apego profundo à liberdade “on the road” e a minha rejeição do “escutismo autocaravanista”.
Foi por “perseguir” essa liberdade de poder viajar (quase) sem limites, sem hora nem lugar marcado, ao sabor do “sonho” e da “aventura” e da vontade da ocasião, que troquei, nas minhas viagens, uma viatura ligeira (e tenda ou caravana), por outra viatura “completa”, mas ainda assim, no mesmo escalão rodoviário, isto é, uma viatura ligeira, com os mesmos direitos e deveres face à lei.
Como cidadão responsável, com suficiente educação cívica, social e ambientalmente interessado e respeitador, tenho sabido usar a minha “casinha itinerante” com base nos pressupostos legais existentes e, sem qualquer problema com as autoridades, tenho até agora usufruído dessa vivência extraordinária que se consubstancia no estilo de vida “autocaravanista”.
Não compreendo, por isso, a “fobia” em legislar sobre a prática, porquanto, todas as situações que se relatam de donos de autocaravanas com práticas “estranhas” à modalidade e que envergonham o “movimento” têm na lei vigente forma de serem devida e correctamente punidos.
O “campismo selvagem”, os atentados ambientais resultantes do lixo, despejos, ocupação da via pública, e outros comportamentos ilegais, estão todos devidamente assinalados na Lei, sendo passíveis de punição.
Se as autoridades cumprissem o seu papel fiscalizador correctamente, todos os prevaricadores seriam penalizados, sem haver necessidade de legislação específica, qual obsessão “colectiva” que se instalou no meio autocaravanista.
Por outro lado, algumas autarquias vêm praticando “abusos de poder” face à legislação existente em matéria de trânsito, a única que do meu ponto de vista pode ser aplicada ao veículo “autocaravana”. Esses actos, ao contrário do que seria de esperar dos “nossos representantes”, nunca foram contestados até à última etapa - nos tribunais - como bem aconteceu em França, onde diversos episódios idênticos resultaram na condenação e anulação de “despachos” municipais.
Aqui, por terras lusas, assistimos à “bajulação” do poder, às romarias à AR, aos salamaleques a deputados, numa autêntica “feira de vaidades”, jogos de influência e pedantismo, numa espiral de exibicionismo lamentável.
A falta de discernimento quanto aos verdadeiros interesses do “turismo itinerante” em autocaravana, agora pomposamente chamado de “touring”, para lhe dar um ar de “finess”, é confrangedora por parte de muitos autocaravanistas.
Não nos espanta que haja entidades comerciais ou mesmo associativas interessadas em legislação e sinalização “amigavelmente” castradora, para melhor promoverem os seus interesses em nos “acantonar”, seja em campings, áreas especiais para autocaravanas ou afins, querendo limitar a nossa liberdade de estacionar, usando todas as faculdades que uma autocaravana nos disponibiliza (comer, dormir, etc.).
Se dormirmos num automóvel, alguém se interessa? Se comermos num carro alguém se preocupa? Se estacionamos a nossa “berlina” num parque de estacionamento à beira-mar, alguém se incomoda? Se um camião estaciona numa área pública e nele dorme o seu condutor, só ou acompanhado, alguém o vai incomodar?
Todos eles podem andar a fazer “turismo itinerante” sem que legislação especial seja necessária.
As leis que existem são suficientes e condenam os abusos e atentados que possam ser perpetrados pelas pessoas, seja qual for o veículo utilizado. Os actos ilegais são praticados pelas pessoas, não pelo veículo que utilizam.
O que pedimos, e nisso, infelizmente, os nossos “iluminados” representantes, com maior, menor ou mesmo nenhuma representatividade não entendem, ou não querem entender, é que “actividade autocaravanista” deve permanecer livre e não condicionada à prática campista ou de alguma forma com ela confundida.
Uma autocaravana pode ser um veículo adequado à utilização num parque de campismo, mas está a “anos-luz” de ser um mero meio de fazer campismo. Uma autocaravana é um veículo (ligeiro ou pesado) sujeito às leis do trânsito e tão só isso.
Assim sendo não precisamos que se defenda o Direito ao Autocaravanismo (utilização de autocaravana), esse não está, nem pode nunca estar em causa numa sociedade democrática. Precisamos sim de ver consagrado em Lei o Direito do Autocaravanismo, que no caso o mesmo é dizer, os Direitos dos Autocaravanistas, reforçando a ideia da igualdade no tratamento geral rodoviário e na criação das melhores condições para podermos abastecer e fazer despejos em condições de salubridade e dignidade.
Precisamos fazer entender à sociedade que se formos bem recebidos, se nos forem dadas as melhores condições para a utilização das nossas autocaravanas, poderemos corresponder, visitando as localidades, frequentando o seu comércio, os seus museus, restaurantes, etc. e dessa forma contribuir para economia local, regional e nacional de que Portugal tanto necessita.
Precisamos de ver reconhecido e “acarinhado” o nosso contributo positivo com iniciativas que visem criar as melhores condições de uma utilização livre da autocaravana e não de acções destinadas a castrar essa liberdade.
Para me obrigarem a parquear e a dormir onde bem querem, fico em casa. O que me fez escolher uma autocaravana foi precisamente a liberdade que ela me proporciona.
Se todos meditarmos nisto, podemos compreender que qualquer tentativa “legisladora” não reflectida pode resultar numa castração da nossa liberdade que, com responsabilidade, todos os verdadeiros autocaravanistas sabem e querem continuar a usufruir.
Não podemos deixar-nos iludir com a ideia de que uma legislação específica nos vem favorecer. Desiludam-se disso. Não precisamos que nos regulem. Precisamos que nos criem as condições adequadas, proliferando as áreas de serviço, bastando para tanto, as de tipologia utilizada no “projecto CPA”, ou até de tipo mais simples.
Dispensamos que nos limitem o espaço, para além do que já existe em matéria viária, ambiental e de ordenamento do território, sem descriminações, sob pena de perdermos aquilo com que sonhámos ao adquirir as nossas autocaravanas.
Não vos deixeis, por isso, ir atrás dos “falsos profetas” do paraíso, que apenas procuram com as suas acções “mostrar serviço” e melhor defenderem os seus lugares e, quiçá, os seus interesses escondidos.
O nosso “movimento” representa um “apetitoso mercado”, mas cabe-nos a nós escolher livremente a quem e onde queremos “comprar”.
Estejamos alerta e livres para pensar e agir.
Laurindo Correia
Foi por “perseguir” essa liberdade de poder viajar (quase) sem limites, sem hora nem lugar marcado, ao sabor do “sonho” e da “aventura” e da vontade da ocasião, que troquei, nas minhas viagens, uma viatura ligeira (e tenda ou caravana), por outra viatura “completa”, mas ainda assim, no mesmo escalão rodoviário, isto é, uma viatura ligeira, com os mesmos direitos e deveres face à lei.
Como cidadão responsável, com suficiente educação cívica, social e ambientalmente interessado e respeitador, tenho sabido usar a minha “casinha itinerante” com base nos pressupostos legais existentes e, sem qualquer problema com as autoridades, tenho até agora usufruído dessa vivência extraordinária que se consubstancia no estilo de vida “autocaravanista”.
Não compreendo, por isso, a “fobia” em legislar sobre a prática, porquanto, todas as situações que se relatam de donos de autocaravanas com práticas “estranhas” à modalidade e que envergonham o “movimento” têm na lei vigente forma de serem devida e correctamente punidos.
O “campismo selvagem”, os atentados ambientais resultantes do lixo, despejos, ocupação da via pública, e outros comportamentos ilegais, estão todos devidamente assinalados na Lei, sendo passíveis de punição.
Se as autoridades cumprissem o seu papel fiscalizador correctamente, todos os prevaricadores seriam penalizados, sem haver necessidade de legislação específica, qual obsessão “colectiva” que se instalou no meio autocaravanista.
Por outro lado, algumas autarquias vêm praticando “abusos de poder” face à legislação existente em matéria de trânsito, a única que do meu ponto de vista pode ser aplicada ao veículo “autocaravana”. Esses actos, ao contrário do que seria de esperar dos “nossos representantes”, nunca foram contestados até à última etapa - nos tribunais - como bem aconteceu em França, onde diversos episódios idênticos resultaram na condenação e anulação de “despachos” municipais.
Aqui, por terras lusas, assistimos à “bajulação” do poder, às romarias à AR, aos salamaleques a deputados, numa autêntica “feira de vaidades”, jogos de influência e pedantismo, numa espiral de exibicionismo lamentável.
A falta de discernimento quanto aos verdadeiros interesses do “turismo itinerante” em autocaravana, agora pomposamente chamado de “touring”, para lhe dar um ar de “finess”, é confrangedora por parte de muitos autocaravanistas.
Não nos espanta que haja entidades comerciais ou mesmo associativas interessadas em legislação e sinalização “amigavelmente” castradora, para melhor promoverem os seus interesses em nos “acantonar”, seja em campings, áreas especiais para autocaravanas ou afins, querendo limitar a nossa liberdade de estacionar, usando todas as faculdades que uma autocaravana nos disponibiliza (comer, dormir, etc.).
Se dormirmos num automóvel, alguém se interessa? Se comermos num carro alguém se preocupa? Se estacionamos a nossa “berlina” num parque de estacionamento à beira-mar, alguém se incomoda? Se um camião estaciona numa área pública e nele dorme o seu condutor, só ou acompanhado, alguém o vai incomodar?
Todos eles podem andar a fazer “turismo itinerante” sem que legislação especial seja necessária.
As leis que existem são suficientes e condenam os abusos e atentados que possam ser perpetrados pelas pessoas, seja qual for o veículo utilizado. Os actos ilegais são praticados pelas pessoas, não pelo veículo que utilizam.
O que pedimos, e nisso, infelizmente, os nossos “iluminados” representantes, com maior, menor ou mesmo nenhuma representatividade não entendem, ou não querem entender, é que “actividade autocaravanista” deve permanecer livre e não condicionada à prática campista ou de alguma forma com ela confundida.
Uma autocaravana pode ser um veículo adequado à utilização num parque de campismo, mas está a “anos-luz” de ser um mero meio de fazer campismo. Uma autocaravana é um veículo (ligeiro ou pesado) sujeito às leis do trânsito e tão só isso.
Assim sendo não precisamos que se defenda o Direito ao Autocaravanismo (utilização de autocaravana), esse não está, nem pode nunca estar em causa numa sociedade democrática. Precisamos sim de ver consagrado em Lei o Direito do Autocaravanismo, que no caso o mesmo é dizer, os Direitos dos Autocaravanistas, reforçando a ideia da igualdade no tratamento geral rodoviário e na criação das melhores condições para podermos abastecer e fazer despejos em condições de salubridade e dignidade.
Precisamos fazer entender à sociedade que se formos bem recebidos, se nos forem dadas as melhores condições para a utilização das nossas autocaravanas, poderemos corresponder, visitando as localidades, frequentando o seu comércio, os seus museus, restaurantes, etc. e dessa forma contribuir para economia local, regional e nacional de que Portugal tanto necessita.
Precisamos de ver reconhecido e “acarinhado” o nosso contributo positivo com iniciativas que visem criar as melhores condições de uma utilização livre da autocaravana e não de acções destinadas a castrar essa liberdade.
Para me obrigarem a parquear e a dormir onde bem querem, fico em casa. O que me fez escolher uma autocaravana foi precisamente a liberdade que ela me proporciona.
Se todos meditarmos nisto, podemos compreender que qualquer tentativa “legisladora” não reflectida pode resultar numa castração da nossa liberdade que, com responsabilidade, todos os verdadeiros autocaravanistas sabem e querem continuar a usufruir.
Não podemos deixar-nos iludir com a ideia de que uma legislação específica nos vem favorecer. Desiludam-se disso. Não precisamos que nos regulem. Precisamos que nos criem as condições adequadas, proliferando as áreas de serviço, bastando para tanto, as de tipologia utilizada no “projecto CPA”, ou até de tipo mais simples.
Dispensamos que nos limitem o espaço, para além do que já existe em matéria viária, ambiental e de ordenamento do território, sem descriminações, sob pena de perdermos aquilo com que sonhámos ao adquirir as nossas autocaravanas.
Não vos deixeis, por isso, ir atrás dos “falsos profetas” do paraíso, que apenas procuram com as suas acções “mostrar serviço” e melhor defenderem os seus lugares e, quiçá, os seus interesses escondidos.
O nosso “movimento” representa um “apetitoso mercado”, mas cabe-nos a nós escolher livremente a quem e onde queremos “comprar”.
Estejamos alerta e livres para pensar e agir.
Laurindo Correia
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Em 2009 a TAC conta convosco, podem contar connosco
Caros companheiros autocaravanistas
Esta é a 1ª mensagem que vos deixamos neste novo ano de 2009. Nesta Tribuna Autocaravanista, iniciada há poucas semanas, pudémos dar começo a um novo “ciclo” de intervenção, que conta já com muitos interessados a segui-la.
A Tribuna Autocaravanista, TAC, procura dar expressão, de forma livre e participada, ao sentimento que nos sobressaltou e, acreditamos, sobressalta um largo expectro de companheiros autocaravanistas, quando nos fomos deparando com diferentes e pouco claras movimentações de pretensos defensores do nosso “estilo de vida itinerante”.
Em 2008, assistimos ao desenrolar de um conjunto de declarações, estudos, portarias e regulamentos de entidades com responsabilidades federativas e institucionais, politico-administrativas, que nos deixaram preocupações redobradas quanto ao futuro do autocaravanismo livre em Portugal.
A juntar a isso, pudémos assistir ao desenvolvimento, pelo menos virtual, de uma diversificada “oferta” de movimentos, circulos, clubes e outros que, de tão repetivos nos seus argumentos e escolhas, mais parecem uma “amálgama” de umas poucas cabeças, mas ainda de menos sentenças.
Essa “amálgada” arranjada à pressa, não como expressão livre de diferentes sensibilidades existentes no seio do nosso movimento, mas antes como braços de um mesmo “polvo”, procurou confundir-nos como uma pseudo e diversificada oferta.
Visando uma hipotética unidade do movimento em torno de objectivos “federativos” e até “confederativos”, já que procura mesmo “catalizar” interesses diversos, mas contraditórios entre si, mais não nos levaria do que a uma espécie de “subserviência”, através da qual “mendigaríamos” o nosso reconhecimento.
Para adensar este quadro, assistimos ao amorfismo do CPA, o único clube de expressão nacional que podia ser motor da afirmação do autocaravanismo no nosso país. Bastas vezes, assistimos o CPA a ser “rebocado” pelas circunstâncias, deixando a liderança da agenda à mercê dos acontecimentos.
Continuando como mero repositório de uma sensibilidade restrita, basicamente, ao conceito de autocaravanismo campista, pese embora mitigadas declarações de intenção, a direcção do CPA esgotou-se na de organizador de Encontros e Passeios, consumindo as suas energias no “dejá vu” do regresso ao passado e pouco mais.
É por isso que o ano de 2009 aparece num quadro de crise de identidade e institucional que importa modificar com vista a um futuro, realmente, mais digno e, por isso, mais livre, para a modalidade de turismo itinerante que nos apaixona.
A TAC aposta nessa via e conta convosco para continuar a marcar posição firme em 2009. Estamos certos que é essa a vontade de muitos autocaravanistas e que só a nossa convicção em torno de ideias e ideais concretos e transparentes, se poderá cimentar qualquer caminho conjunto a percorrer.
Terminamos, deixando a todos os nossos leitores autocaravanistas, a certeza de que só com a nossa intervenção cívica conjunta se produzirão frutos, e desejando a todos, os melhores votos de Feliz e Próspero Ano Novo. Oxalá que possam vir a desfrutar com Liberdade, Segurança e Dignidade as vossas autocaravanas em 2009 e no futuro.
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Boas Festas
Caros amigos
Neste dia tão especial, queremos partilhar com todos os turistas itinerantes os presentes que gostaríamos de receber do Pai Natal:
Será que 2009 nos trará algumas destas tão desejadas prendas???
Se cada um de nós der o seu contributo... podemos pelo menos continuar a sonhar!
Neste dia tão especial, queremos partilhar com todos os turistas itinerantes os presentes que gostaríamos de receber do Pai Natal:
Gostávamos que a comunicação social e os agentes institucionais compreendessem que o Autocaravanismo é muito diferente de campismo.
Gostávamos que os utilizadores de autocaravanas entendessem que o único local indicado para fazer campismo são os parques de campismo.
Gostávamos que o CPA saísse do seu estado letárgico e re-assumisse o seu papel institucional de representante dos autocaravanistas.
Gostávamos que os nossos autarcas compreendessem as potencialidades do autocaravanismo para a dinamização do turismo e do desenvolvimento económico local.
Gostávamos que os nossos governantes fossem sensíveis à necessidade de se criar legislação justa e equilibrada sobre o autocaravanismo, entendendo-o como turismo itinerante que é.
Gostávamos que todos os intervenientes contribuíssem para a dignificação da imagem social dos autocaravanistas.
Será que 2009 nos trará algumas destas tão desejadas prendas???
Se cada um de nós der o seu contributo... podemos pelo menos continuar a sonhar!
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Autocaravanismo: uma miríade de sensibilidades...
Todos estaremos de acordo que o Autocaravanismo, hoje, transcende larga e decisivamente a “sensibilidade campista” que, podemos admitir, terá sido, pelo menos em Portugal, a “corrente” que terá iniciado a utilização da autocaravana, então como mais um “equipamento de campismo”.
Creio que todos os possuidores de autocaravana, independentemente da sua “sensibilidade”, poderão, hoje, concordar que o equipamento de que são possuidores lhes permite ir muito além do campismo, mesmo que a este se queiram restringir. Falo, em concreto, e apenas, do campismo “legal”, praticado nos espaços a ele destinados, e não do chamado “campismo selvagem” que todos os autocaravanistas social e ambientalmente conscientes - campistas ou não - rejeitarão em absoluto.
No entanto, a FCMP, entidade que se afirma tuteladora (também), do autocaravanismo, (chegando ao ponto de registar sinalização cuja propriedade intelectual duvido que seja de sua autoria), tem tido um comportamento, público e activo, em completa dissonância com a apreciação que, estou certo, de forma esmagadora, podemos fazer da realidade autocaravanista, seja em Portugal ou noutro qualquer país, assumindo-se mais como um adversário do que como parceiro do nosso movimento.
Também, alguns Clubes de Campismo, com ou sem secções específicas, têm sido tentados a ver o Movimento Autocaravanista apenas como mais uma versão de campismo, engrossando a tendência para o acantonamento das autocaravanas nos campings.
Até o ACP que, pelo menos, deveria entender a autocaravana como um veículo com direitos iguais aos demais, parece afinar pelo mesmo diapasão ao “recriar” a sua “secção de campismo” com particular interesse pelas autocaravanas (que não pelo autocaravanismo), tendo em conta algumas notícias surgidas em blogues.
Finalmente, e não menos gravoso, através da Portaria 1320 de 2008, ficámos a saber que o legislador “foi levado” a regulamentar sobre AS - áreas de serviço para autocaravanas, inseridas numa portaria regulamentadora de campismo. Isto com o aparente aplauso (só?) de algumas “sensibilidades” autocaravanistas.
Serão estes casos, entre outros, obras da falta de informação e compreensão do “fenómeno” autocaravanista? Não creio. Acredito antes que fazem parte de um todo que visa “orientar” o nosso Movimento e limitá-lo na sua “mobilidade”. Sob a capa da criação de melhores condições, mascara-se a apetência económica que o “fenómeno” desperta e a vontade de nos “encaminhar”, de forma clara ou encapotada, para a vertente “campista” e as suas limitações implícitas.
É nisto que, definitiva e objectivamente, não poderemos consensualizar.
Nesta base, todos os entendimentos estarão, à partida, votados ao fracasso ou feitos apenas com uma parte do nosso movimento.
Não estamos contra a possibilidade da iniciativa privada ou mesmo pública, via autarquias p.e., quer em campings ou, preferencialmente, fora deles, se criarem AS devidamente equipadas e, eventualmente pagas, mas antes, que se limite a estes espaços a utilização das autocaravanas e que, mais uma vez, se enquadre o autocaravanismo naquilo que, hoje, maioritária e definitivamente já não é - um “movimento campista”.
Sabendo da apetência persecutória que alguns agentes da nossa vida político-administrativa têm pelo “fenómeno” autocaravanista, qualquer brecha deixada na Lei, constitui-se como uma verdadeira auto-estrada para a “marginalização” e o “acantonamento”.
Porventura ainda haverá entre nós algum autocaravanista, mesmo que “campista”, que não partilhe da ideia que uma autocaravana tem o direito de livremente circular e parquear em condições idênticas aos outros veículos e, tendo como têm, um acréscimo de “competências”, na capacidade e condições higiénicas e ambientais adequadas para uma “vida” a bordo, se possa fazer dela a nossa “casinha itinerante”, em qualquer lugar?
A todos, e particularmente a cada um de nós, que investimos numa autocaravana, como meio preferencial de podermos viajar e conhecer novas terras, novas gentes, novas culturas, impõem-se várias reflexões e para as quais é preciso encontrar as respostas e, sobretudo, uma forte determinação de agir, conjuntamente, para defender a nossa liberdade, a nossa dignidade e os nossos direitos cívicos.
O actual momento do autocaravanismo em Portugal é muito crítico. Apesar da grande proliferação de notícias, blogues, portais, círculos, clubes, etc., não lhes consigo encontrar uma verdadeira linha condutora. Por isso, não acredito que esta situação seja um sinal de vitalidade e maturidade e, muito menos, de “união”.
A unidade constrói-se enraizada em ideias chave e não numa amálgama de pessoas, às vezes com interesses e sensibilidades distantes e, quiçá, antagónicas.
Enquanto não “exorcizarmos” fantasmas, clarificando de vez, cada uma das nossas identidades, jamais arranjaremos o denominador comum do querer colectivo e estaremos fragilizados face à sociedade em geral, aos diversos interesses instalados e aos próprios poderes públicos instituídos.
Não acreditamos na unidade do silêncio e da concordância cega, do “nacional-porreirismo”, dos “encontros, festas e romarias” que, tendo o seu lugar próprio nas horas de lazer, não dispensam, e muito menos devem ofuscar, a seriedade que deve ser posta na clarificação da nossa identidade.
Queremos a unidade construída no apuramento da nossa consciência de cidadãos e autocaravanistas, só possível num quadro de uma discussão desapaixonada e arredada de personificação, e antes direccionada para a definição clara e objectiva do que é ser, hoje, autocaravanista. Este é um ponto de partida que considero essencial.
Forçar a “união”, sem a imprescindível clareza de identidades, seria uma espécie de "alquimia milagrosa".
Não se unificam sensibilidades diversas sem se entender cada uma delas e sem definir o ponto (ou pontos) de união. Primeiro, clarificam-se cada uma delas e, mais tarde, procuram-se as eventuais convergências, essenciais à formação de parcerias e colaborações.
Há um caminho sério e mutuamente respeitador a percorrer entre os autocaravanistas e as suas diferentes sensibilidades.
Encontrado cada ponto de partida e definido um ponto convergente de chegada, o Movimento (plural) poderá, então, avançar fortalecido para enfrentar o desafio comum da dignificação e da plena cidadania.
Indo, por hora, ao “ponto de partida”, permitia-me desafiar a audiência, para já, na resposta a duas questões:
- Haverá uma identidade comum, num quadro realista de diversidade de sensibilidades?
- O que podemos esperar (ou exigir) do CPA, clube referencial no movimento, e dos outros intervenientes?
Fico na expectativa dos vossos contributos, permitindo-me sugerir serenas reflexões, sem abdicação de elevada exigência e rigor nas respostas. Só assim, creio, poderemos encontrar os caminhos que melhor podem melhor servir o nosso “movimento”.
Cordialmente,
Laucorreia
Creio que todos os possuidores de autocaravana, independentemente da sua “sensibilidade”, poderão, hoje, concordar que o equipamento de que são possuidores lhes permite ir muito além do campismo, mesmo que a este se queiram restringir. Falo, em concreto, e apenas, do campismo “legal”, praticado nos espaços a ele destinados, e não do chamado “campismo selvagem” que todos os autocaravanistas social e ambientalmente conscientes - campistas ou não - rejeitarão em absoluto.
No entanto, a FCMP, entidade que se afirma tuteladora (também), do autocaravanismo, (chegando ao ponto de registar sinalização cuja propriedade intelectual duvido que seja de sua autoria), tem tido um comportamento, público e activo, em completa dissonância com a apreciação que, estou certo, de forma esmagadora, podemos fazer da realidade autocaravanista, seja em Portugal ou noutro qualquer país, assumindo-se mais como um adversário do que como parceiro do nosso movimento.
Também, alguns Clubes de Campismo, com ou sem secções específicas, têm sido tentados a ver o Movimento Autocaravanista apenas como mais uma versão de campismo, engrossando a tendência para o acantonamento das autocaravanas nos campings.
Até o ACP que, pelo menos, deveria entender a autocaravana como um veículo com direitos iguais aos demais, parece afinar pelo mesmo diapasão ao “recriar” a sua “secção de campismo” com particular interesse pelas autocaravanas (que não pelo autocaravanismo), tendo em conta algumas notícias surgidas em blogues.
Finalmente, e não menos gravoso, através da Portaria 1320 de 2008, ficámos a saber que o legislador “foi levado” a regulamentar sobre AS - áreas de serviço para autocaravanas, inseridas numa portaria regulamentadora de campismo. Isto com o aparente aplauso (só?) de algumas “sensibilidades” autocaravanistas.
Serão estes casos, entre outros, obras da falta de informação e compreensão do “fenómeno” autocaravanista? Não creio. Acredito antes que fazem parte de um todo que visa “orientar” o nosso Movimento e limitá-lo na sua “mobilidade”. Sob a capa da criação de melhores condições, mascara-se a apetência económica que o “fenómeno” desperta e a vontade de nos “encaminhar”, de forma clara ou encapotada, para a vertente “campista” e as suas limitações implícitas.
É nisto que, definitiva e objectivamente, não poderemos consensualizar.
Nesta base, todos os entendimentos estarão, à partida, votados ao fracasso ou feitos apenas com uma parte do nosso movimento.
Não estamos contra a possibilidade da iniciativa privada ou mesmo pública, via autarquias p.e., quer em campings ou, preferencialmente, fora deles, se criarem AS devidamente equipadas e, eventualmente pagas, mas antes, que se limite a estes espaços a utilização das autocaravanas e que, mais uma vez, se enquadre o autocaravanismo naquilo que, hoje, maioritária e definitivamente já não é - um “movimento campista”.
Sabendo da apetência persecutória que alguns agentes da nossa vida político-administrativa têm pelo “fenómeno” autocaravanista, qualquer brecha deixada na Lei, constitui-se como uma verdadeira auto-estrada para a “marginalização” e o “acantonamento”.
Porventura ainda haverá entre nós algum autocaravanista, mesmo que “campista”, que não partilhe da ideia que uma autocaravana tem o direito de livremente circular e parquear em condições idênticas aos outros veículos e, tendo como têm, um acréscimo de “competências”, na capacidade e condições higiénicas e ambientais adequadas para uma “vida” a bordo, se possa fazer dela a nossa “casinha itinerante”, em qualquer lugar?
A todos, e particularmente a cada um de nós, que investimos numa autocaravana, como meio preferencial de podermos viajar e conhecer novas terras, novas gentes, novas culturas, impõem-se várias reflexões e para as quais é preciso encontrar as respostas e, sobretudo, uma forte determinação de agir, conjuntamente, para defender a nossa liberdade, a nossa dignidade e os nossos direitos cívicos.
O actual momento do autocaravanismo em Portugal é muito crítico. Apesar da grande proliferação de notícias, blogues, portais, círculos, clubes, etc., não lhes consigo encontrar uma verdadeira linha condutora. Por isso, não acredito que esta situação seja um sinal de vitalidade e maturidade e, muito menos, de “união”.
A unidade constrói-se enraizada em ideias chave e não numa amálgama de pessoas, às vezes com interesses e sensibilidades distantes e, quiçá, antagónicas.
Enquanto não “exorcizarmos” fantasmas, clarificando de vez, cada uma das nossas identidades, jamais arranjaremos o denominador comum do querer colectivo e estaremos fragilizados face à sociedade em geral, aos diversos interesses instalados e aos próprios poderes públicos instituídos.
Não acreditamos na unidade do silêncio e da concordância cega, do “nacional-porreirismo”, dos “encontros, festas e romarias” que, tendo o seu lugar próprio nas horas de lazer, não dispensam, e muito menos devem ofuscar, a seriedade que deve ser posta na clarificação da nossa identidade.
Queremos a unidade construída no apuramento da nossa consciência de cidadãos e autocaravanistas, só possível num quadro de uma discussão desapaixonada e arredada de personificação, e antes direccionada para a definição clara e objectiva do que é ser, hoje, autocaravanista. Este é um ponto de partida que considero essencial.
Forçar a “união”, sem a imprescindível clareza de identidades, seria uma espécie de "alquimia milagrosa".
Não se unificam sensibilidades diversas sem se entender cada uma delas e sem definir o ponto (ou pontos) de união. Primeiro, clarificam-se cada uma delas e, mais tarde, procuram-se as eventuais convergências, essenciais à formação de parcerias e colaborações.
Há um caminho sério e mutuamente respeitador a percorrer entre os autocaravanistas e as suas diferentes sensibilidades.
Encontrado cada ponto de partida e definido um ponto convergente de chegada, o Movimento (plural) poderá, então, avançar fortalecido para enfrentar o desafio comum da dignificação e da plena cidadania.
Indo, por hora, ao “ponto de partida”, permitia-me desafiar a audiência, para já, na resposta a duas questões:
- Haverá uma identidade comum, num quadro realista de diversidade de sensibilidades?
- O que podemos esperar (ou exigir) do CPA, clube referencial no movimento, e dos outros intervenientes?
Fico na expectativa dos vossos contributos, permitindo-me sugerir serenas reflexões, sem abdicação de elevada exigência e rigor nas respostas. Só assim, creio, poderemos encontrar os caminhos que melhor podem melhor servir o nosso “movimento”.
Cordialmente,
Laucorreia
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
1 semana de tribuna
A Tribuna Autocaravanista cumpre hoje a primeira semana de vida. Com mais de 1600 visitas, várias dezenas de subscritores das actualizações e 12 seguidores que nos honram como Leitores Fiéis, as nossas previsões iniciais foram largamente superadas.
Queremos agradecer aos visitantes que nos deixaram comentários quer no blog, quer atráves do email da tribuna (tribuna.autocaravanista@gmail.com). As mensagens de incentivo são certamente um estímulo muito importante para continuarmos.
Mas como não gostamos de falsas unanimidades, desafiamos os nossos leitores a colaborarem connosco e a fazerem deste espaço uma verdadeira referência para o autocaravanismo em Portugal. Esta colaboração poderá ser feita de 2 formas. Via comentários no blog ou, preferencialmente, via email com autorização para publicarmos na Tribuna as vossas opiniões. Neste caso, só poderemos publicar textos que nos sejam enviados de forma devidamente identificada. Aqui reafirmamos que a Tribuna Autocaravanista é um espaço de livre debate e que todas as opiniões, mesmo que contrárias às publicamente já manifestadas pelos tribunos, terão o mesmo tratamento imparcial que as opiniões que corraborem as ideias aqui expressas.
Façam deste o vosso próprio espaço de liberdade criativa em defesa do autocaravanismo.
A todos vós os Tribunos desejam publicamente agradecer as diversas formas de incentivo que nos têm transmitido. Bem hajam!
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Quem somos nós?
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Sem nada a esconder: quem sou eu, Raul Lopes?
Sou mais pessoa de fazer do que de prometer, mas desta vez vou iniciar a minha participação neste Blog com uma promessa: sempre que as circunstâncias o justifiquem, aqui estarei a partilhar convosco as minhas reflexões sobre o movimento autocaravanista. Aplaudirei as boas ideias e as pessoas que as anunciem; criticarei sem papas na língua as ideias, decisões e comportamentos que se me afigurem despropositadas e nefastas à dignificação da imagem e dos interesses colectivos dos autocaravanistas (mesmo correndo o risco de haver quem confunda a crítica às ideias com o ataque ao carácter moral da pessoa em causa). Como ninguém está obrigado a ler o que aqui se escreve, quem não gostar do que digo tem uma boa solução: ignorar-me. Aqueles que quiserem aproveitar-se do que aqui escrevo para tentarem denegrir o meu bom nome... façam favor, já estou habituado e de há muito que aprendi a distinguir quem me critica com a razão e a quem tem como única razão a (má)intenção com que o faz.
Como por definição um Blog é (embora nem sempre assim utilizado) um espaço de comunicação em registo unilateral mas intimista, agora que subo pela primeira vez a esta Tribuna não posso deixar de o fazer para me mostrar perante vós, tal qual sou, pois que nada tenho a esconder.
Os cabelos que me restam aos 48 anos vão ficando brancos, e a velocidade a que os filhos de 15 e 18 anos vão crescendo e encontrando os seus próprios caminhos transmite-me essa contraditória sensação de estar a ficar velho, mas também a sensação de regozijo por ter sido o arquitecto das obras que dia-a-dia vou vendo brotar.
Economista de formação, Professor de profissão, continuo a sentir o prazer de ensinar quem quer aprender, e porque partilhar conhecimento não empobrece, sinto-me mais rico e mais completo quando encontro alguém a quem o meu modesto conhecimento enriqueceu. Tenho tido esta postura na vida, e no autocaravanismo também. Ainda que nem sempre correspondido.
Socialmente tive o privilégio de viver intensamente esse inigualável processo de redescoberta colectiva que foram os anos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974. Desses tempos em que acreditava ser possível mudar o mundo com um sopro e muito querer, resta-me agora uma mão cheia de gratas memórias e outra de grandes amigos. Não obstante, por razões várias, a minha militância do passado foi dando lugar ao observador crítico cada vez mais distante dos protagonistas em palco.
A minha paixão pelo autocaravanismo contrasta com o desconforto que sinto quando confrontado com a imagem social dos autocaravanistas. Foi precisamente isso o que me levou a envolver no associativismo autocaravanistas, como Vice-Presidente do CPA, clube a quem dei o meu melhor contributo nos anos de 2006 e 2007. Mas o meu protagonismo no autocaravanismo também me levou a enfrentar os maiores atentados de toda a minha vida ao meu carácter moral e ao meu bom-nome. No CPA a palavra ingratidão assumiu para mim um sentido bem concreto e definido a que nem sequer faltaram rostos. Compreenderão pois que me tenha declarado reformado do associativismo.
Claro que intelectualmente não consigo deixar de reflectir sobre o que se vai passando à minha volta, e o autocaravanismo também me deu coisas sem igual: o grato prazer de conhecer pessoas extraordinárias, como aquelas que contracenam comigo nesta Tribuna.
Aos que a partir de agora passam a adoptar esta Tribuna como a sua referência de opinião, quero antecipadamente agradecer. Obrigado Companheiros por me escutarem, obrigado por me incentivarem e aplaudirem, mas sobretudo bem-hajam por dignificarem o autocaravanismo com o vosso exemplo, com a vossa maneira de estar na vida, e a vossa disponibilidade para permanentemente renovarem o autocaravanismo com as vossas reflexões críticas. Justamente o contrário daqueles que se refugiam no patético discurso (porque vazio de conteúdo programático) do apelo à unidade de tudo e de todos.
Vamo-nos encontrando por aqui,... naturalmente. Até já, companheiros!
Quando viajo de autocaravana o Jimmy é meu companheiro inseparável. Parece-me pois de elementar justiça que ele também figure nesta apresentação. Afinal ele é um autocaravanista itinerante. Nas palavras do M Alegre: é um cão como nós!
Os cabelos que me restam aos 48 anos vão ficando brancos, e a velocidade a que os filhos de 15 e 18 anos vão crescendo e encontrando os seus próprios caminhos transmite-me essa contraditória sensação de estar a ficar velho, mas também a sensação de regozijo por ter sido o arquitecto das obras que dia-a-dia vou vendo brotar.
Economista de formação, Professor de profissão, continuo a sentir o prazer de ensinar quem quer aprender, e porque partilhar conhecimento não empobrece, sinto-me mais rico e mais completo quando encontro alguém a quem o meu modesto conhecimento enriqueceu. Tenho tido esta postura na vida, e no autocaravanismo também. Ainda que nem sempre correspondido.
Socialmente tive o privilégio de viver intensamente esse inigualável processo de redescoberta colectiva que foram os anos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974. Desses tempos em que acreditava ser possível mudar o mundo com um sopro e muito querer, resta-me agora uma mão cheia de gratas memórias e outra de grandes amigos. Não obstante, por razões várias, a minha militância do passado foi dando lugar ao observador crítico cada vez mais distante dos protagonistas em palco.
A minha paixão pelo autocaravanismo contrasta com o desconforto que sinto quando confrontado com a imagem social dos autocaravanistas. Foi precisamente isso o que me levou a envolver no associativismo autocaravanistas, como Vice-Presidente do CPA, clube a quem dei o meu melhor contributo nos anos de 2006 e 2007. Mas o meu protagonismo no autocaravanismo também me levou a enfrentar os maiores atentados de toda a minha vida ao meu carácter moral e ao meu bom-nome. No CPA a palavra ingratidão assumiu para mim um sentido bem concreto e definido a que nem sequer faltaram rostos. Compreenderão pois que me tenha declarado reformado do associativismo.
Claro que intelectualmente não consigo deixar de reflectir sobre o que se vai passando à minha volta, e o autocaravanismo também me deu coisas sem igual: o grato prazer de conhecer pessoas extraordinárias, como aquelas que contracenam comigo nesta Tribuna.
Aos que a partir de agora passam a adoptar esta Tribuna como a sua referência de opinião, quero antecipadamente agradecer. Obrigado Companheiros por me escutarem, obrigado por me incentivarem e aplaudirem, mas sobretudo bem-hajam por dignificarem o autocaravanismo com o vosso exemplo, com a vossa maneira de estar na vida, e a vossa disponibilidade para permanentemente renovarem o autocaravanismo com as vossas reflexões críticas. Justamente o contrário daqueles que se refugiam no patético discurso (porque vazio de conteúdo programático) do apelo à unidade de tudo e de todos.
Vamo-nos encontrando por aqui,... naturalmente. Até já, companheiros!
Quando viajo de autocaravana o Jimmy é meu companheiro inseparável. Parece-me pois de elementar justiça que ele também figure nesta apresentação. Afinal ele é um autocaravanista itinerante. Nas palavras do M Alegre: é um cão como nós!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
A minha apresentação
Falar de nós é sempre ingrato e algo complicado. Mais difícil ainda se torna quando o temos que fazer após a rica (quer na forma, mas sobretudo no conteúdo) e elegante apresentação do Lau. Assim espero não baixar muito a “bitola”.
Desde sempre sou campista. É certo que os mais puritanos preferem chamar-me de parquista, mas campista é o que realmente me considero. A primeira vez que entrei no Parque de Campismo da Saúde do Clube de Campismo do Concelho de Almada na Costa da Caparica, ainda ia na barriga da minha mãe… Até aos 18-19 anos foi aqui que passei a quase totalidade dos meus verões. E que grandes recordações e algumas saudades dos 3 curtos meses de férias…
Foi aqui também que me iniciei nas lides associativas. Fiz parte de 3 direcções do CCCA, perfazendo um total de 9 anos como dirigente. Aqui conheci e privei de perto com quase toda a actual direcção da FCMP!!!
O autocaravanismo surgiu como o natural evoluir do campismo, aparecendo mais como uma "necessidade" do que por um "espiríto itinerante". Em virtude de outra das minhas paixões ser a orientação, faz com que utilize os parques de campismo junto às provas que ocorrem praticamente todos os fins de semana em várias partes do País. Com uma filha acabada de nascer era complicado fazê-lo como até aí no normal iglo e portanto no último trimestre de 2005, chega a ac.....
É por esta altura, Novembro ou mesmo Dezembro de 2005, que tenho o primeiro contacto com o CPA, mais concretamente com o seu Fórum. Para ser franco a principal razão da então minha adesão a associado foi para ter um seguro mais vantajoso... Com as primeiras leituras e opiniões partilhadas no fórum criei uma certa empatia com um tal de Raul Lopes. No início de Janeiro de 2006 recebi um telefonema de um tal Ruy Figueiredo, a convidar-me para estar presente no aniversário do clube a realizar daí a uns dias na nova sede no Bairro dos Alfinetes. Assim acabei por conhecer o Raul, o Ruy, a Decas e a Dª Amélia entre outros. Da conversa tida com o Ruy e com o Raul, entendi que havia ali um projecto bastante interessante para o CPA e mais importante ainda para o autocaravanismo. Assim facilmente fui "convencido" a embarcar na aventura que foram os dois anos de mandato no CPA.
Está a fazer agora um ano que a direcção que integrei no CPA saiu e muito se passou entretanto. Infelizmente, na minha opinião, o autocaravanismo regrediu e está neste momento a um passo de se tornar efectivamente naquilo que para mim o autocaravanismo representa. Apenas mais uma forma de se fazer campismo. Contudo, o autocaravanismo é muito mais do que isso, existindo outro conceito muito diferente, mas igualmente válido que é o turismo itinerante. Espero que este espaço ajude e contribua para que as pessoas não-autocaravanistas consigam perceber a enorme diferença que pode haver entre campismo e autocaravanismo.
Para último fica a "contabilidade", tenho 34 anos, sou casado e tenho uma filha de 3 anos. Tenho o privilégio de residir dentro de uma área protegida, onde "a prática de campismo ou caravanismo,excepto nas áreas destinadas para o efeito" estão proibidos. Com o desenrolar deste blog terei certamente a oportunidade de vos mostrar que não é bem assim.....
Por último, uma palavra para os meus 2 companheiros de blog: É uma honra poder partilhar este espaço com vocês.
Nuno Ribeiro
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Laucorreia: apresentação pessoal
Caros companheiros autocaravanistas
Estou nesta Tribuna Autocaravanista motivado pela vontade de, através dela, poder dar a minha opinião sobre o autocaravanismo, num humilde contributo para a reflexão sobre os problemas e desafios que sentimos como cidadãos conscientes e responsáveis e como amantes da liberdade que “a estrada fora” nos proporciona.
Sou autocaravanista desde Outubro de 1996, ano em que adquiri a minha primeira “casinha rolante” e com ela, no Verão do ano seguinte, realizei um dos mais ambicionados “sonhos” de viajante: desloquei-me, então, ao Cabo Norte, referenciado como o ponto mais setentrional do continente europeu, realizando, então, mais de 14.500 km e apercebendo-me bem do significado de ser “autocaravanista”.
Sempre apreciei o “turismo itenerante” - a liberdade de estar hoje aqui, amanhã ali, sem condicionalismos de “tempo e espaço” - e o autocaravanismo surge, assim, como a opção mais racional e, simultaneamente, “emocional”.
Tal como vejo noutros “movimentos” (motards, 4x4, etc.), vi no “autocaravanismo” a “razão do coração”, a “partilha de sentimentos” e um certo “estilo de vida” com milhares de praticantes em todo o mundo.
Ser nómada, (que não “errante”) - pelos caminhos que nos levam a conhecer novas paragens, novas gentes, novas culturas e descubrir um “universo” de diversidade, tão complexo e rico e reflectido em tudo o que vive e existe no nosso belo planeta - é e será a minha maior felicidade, para além, naturalmente, daquela que partilho, itensamente, com a minha vida em família.
Com 51 anos, envolvi-me, desde jovem, em muitas e diversificadas formas de associativismo, tendo nelas tido alguma responsabilidade, que aceitei num quadro de “serviço à comunidade”. Sou casado desde 1979 com a Maria José, mãe dos meus dois filhos, Ricardo de 23 anos, lincenciado e mestre em Biologia da Conservação pela FCUL e Renato, de 19 anos, estudante de Gestão no ISCTE.
Com eles vivi muitas das mais belas “baladas” da minha vida como “nómada” e espero, ainda, poder partilhar outras tantas.
De uma forma mais alargada, julguei poder “partilhar” esta “paixão e razão”. Associei-me ao CPA – Clube Português de Autocaravanas em 1997 e sempre fui mantendo essa relação até hoje.
Inicialmente pensei que a “família autocaravanista” tivesse uma forte identidade, até pela forma - que sempre considerei “fantástica” - como, então, se cumprimentavam “on the road”.
Um pouco mais tarde, compreendi que o CPA era um clube de “afectos” (e desafectos) entre um grupo relativamente restrito de “iniciados” na modalidade, sem grande consciência dos desafios do futuro que se adivinhava já avassalador em termos de crescimento.
Como autocaravanista “livre”, confesso que esperava do CPA mais do que “encontros” (em circuíto fechado). Ano após ano adiei a minha participação mais activa no Clube. Mas não foi por isso que desisti da minha condição de sócio.
Quando surge a Direcção de Ruy Figueiredo e de Raul Lopes, presidente e vice-presidente, respectivamente, a “chama” inicial renasceu. O Clube apresentou, então, uma dinâmica institucional de verdadeira representatividade da modalidade.
Acreditei que essa mudança era irreversível e que o futuro passava pelo CPA e pela sua evolução natural e racional para uma Federação, modelo já desenvolvido nos países onde o nosso Movimento atingiu já uma grande maturidade.
Ao cabo de um mandato, e “impossibilitada” a sua reeleição, foi triste constatar que estamos agora, e novamente, mais longe da “maioridade” cívica no autocaravanismo em Portugal.
Triste é verificar que o caminho percorrido nos últimos tempos corresponde ao retrocesso no CPA e à entrega da “agenda” e da “liderança” institucional a um prolífero, mas virtual, “grupinho” de autocaravanistas que se desmultiplicam em iniciativas, numa aparente ânsia de protagonismo que não augura qualquer consistência séria. Oxalá me engane.
O CPA podia e deveria ter liderado a sua própria “desmultiplicação” de forma organizada e estrategicamente estudada. Em nome de uma pseudo unidade, impediu-se a racional evolução, abrindo a porta a um sem número de atropelos e acções desgarradas, onde não aparece o valor colectivo e institucional do Clube, mas antes sobressai o oportunismo individual, típico da menoridade que trespassa o associativismo português.
Embora não me mova qualquer “ambição”, mantenho a minha consciência crítica e o direito de cidadania activos e, por isso, resolvi dar, a partir daqui, com outros dois companheiros - mais habilitados do que eu, diga-se em abono da verdade - um contributo para a reflexão pública possível. Se ela será ou não útil, o futuro o dirá. A minha convicção é que, se todos soubermos reflectir, serena e racionalmente, em conjunto, o autocaravanismo só terá a ganhar.
Cordialmente,
Laucorreia
Estou nesta Tribuna Autocaravanista motivado pela vontade de, através dela, poder dar a minha opinião sobre o autocaravanismo, num humilde contributo para a reflexão sobre os problemas e desafios que sentimos como cidadãos conscientes e responsáveis e como amantes da liberdade que “a estrada fora” nos proporciona.
Sou autocaravanista desde Outubro de 1996, ano em que adquiri a minha primeira “casinha rolante” e com ela, no Verão do ano seguinte, realizei um dos mais ambicionados “sonhos” de viajante: desloquei-me, então, ao Cabo Norte, referenciado como o ponto mais setentrional do continente europeu, realizando, então, mais de 14.500 km e apercebendo-me bem do significado de ser “autocaravanista”.
Sempre apreciei o “turismo itenerante” - a liberdade de estar hoje aqui, amanhã ali, sem condicionalismos de “tempo e espaço” - e o autocaravanismo surge, assim, como a opção mais racional e, simultaneamente, “emocional”.
Tal como vejo noutros “movimentos” (motards, 4x4, etc.), vi no “autocaravanismo” a “razão do coração”, a “partilha de sentimentos” e um certo “estilo de vida” com milhares de praticantes em todo o mundo.
Ser nómada, (que não “errante”) - pelos caminhos que nos levam a conhecer novas paragens, novas gentes, novas culturas e descubrir um “universo” de diversidade, tão complexo e rico e reflectido em tudo o que vive e existe no nosso belo planeta - é e será a minha maior felicidade, para além, naturalmente, daquela que partilho, itensamente, com a minha vida em família.
Com 51 anos, envolvi-me, desde jovem, em muitas e diversificadas formas de associativismo, tendo nelas tido alguma responsabilidade, que aceitei num quadro de “serviço à comunidade”. Sou casado desde 1979 com a Maria José, mãe dos meus dois filhos, Ricardo de 23 anos, lincenciado e mestre em Biologia da Conservação pela FCUL e Renato, de 19 anos, estudante de Gestão no ISCTE.
Com eles vivi muitas das mais belas “baladas” da minha vida como “nómada” e espero, ainda, poder partilhar outras tantas.
De uma forma mais alargada, julguei poder “partilhar” esta “paixão e razão”. Associei-me ao CPA – Clube Português de Autocaravanas em 1997 e sempre fui mantendo essa relação até hoje.
Inicialmente pensei que a “família autocaravanista” tivesse uma forte identidade, até pela forma - que sempre considerei “fantástica” - como, então, se cumprimentavam “on the road”.
Um pouco mais tarde, compreendi que o CPA era um clube de “afectos” (e desafectos) entre um grupo relativamente restrito de “iniciados” na modalidade, sem grande consciência dos desafios do futuro que se adivinhava já avassalador em termos de crescimento.
Como autocaravanista “livre”, confesso que esperava do CPA mais do que “encontros” (em circuíto fechado). Ano após ano adiei a minha participação mais activa no Clube. Mas não foi por isso que desisti da minha condição de sócio.
Quando surge a Direcção de Ruy Figueiredo e de Raul Lopes, presidente e vice-presidente, respectivamente, a “chama” inicial renasceu. O Clube apresentou, então, uma dinâmica institucional de verdadeira representatividade da modalidade.
Acreditei que essa mudança era irreversível e que o futuro passava pelo CPA e pela sua evolução natural e racional para uma Federação, modelo já desenvolvido nos países onde o nosso Movimento atingiu já uma grande maturidade.
Ao cabo de um mandato, e “impossibilitada” a sua reeleição, foi triste constatar que estamos agora, e novamente, mais longe da “maioridade” cívica no autocaravanismo em Portugal.
Triste é verificar que o caminho percorrido nos últimos tempos corresponde ao retrocesso no CPA e à entrega da “agenda” e da “liderança” institucional a um prolífero, mas virtual, “grupinho” de autocaravanistas que se desmultiplicam em iniciativas, numa aparente ânsia de protagonismo que não augura qualquer consistência séria. Oxalá me engane.
O CPA podia e deveria ter liderado a sua própria “desmultiplicação” de forma organizada e estrategicamente estudada. Em nome de uma pseudo unidade, impediu-se a racional evolução, abrindo a porta a um sem número de atropelos e acções desgarradas, onde não aparece o valor colectivo e institucional do Clube, mas antes sobressai o oportunismo individual, típico da menoridade que trespassa o associativismo português.
Embora não me mova qualquer “ambição”, mantenho a minha consciência crítica e o direito de cidadania activos e, por isso, resolvi dar, a partir daqui, com outros dois companheiros - mais habilitados do que eu, diga-se em abono da verdade - um contributo para a reflexão pública possível. Se ela será ou não útil, o futuro o dirá. A minha convicção é que, se todos soubermos reflectir, serena e racionalmente, em conjunto, o autocaravanismo só terá a ganhar.
Cordialmente,
Laucorreia
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Quem somos nós?
Porque não há machado que corte a raiz ao pensamento...a Tribuna segue os trilhos dos autocaravanistas itinerantes que buscam a liberdade alicerçada na razão crítica e na dignidade social.
Afinal quem somos e o que queremos nós ao envolver-nos na criação desta Tribuna Autocaravanista?
Bom, em face do que se tem visto por aí nos últimos tempos, o melhor é começar por esclarecer o que não somos: não somos o embrião de nenhum clube; não somos obreiros de nenhum círculo, nem triângulo, nem sequer um quadrado ou um losango.
Somos simplesmente autocaravanistas com o saber acumulado pela vida e pela experiência enquanto dirigentes associativos. Somos autocaravanistas que seguem com apreensão o rumo que o autocaravanismo vem seguindo em Portugal. Somos autocaravanistas que cultivam a liberdade alicerçada na responsabilidade, e que não hipotecam a consciência ao jogo oportunista do discurso politicamente correcto.
Por isso resistimos ao conforto de meter a cabeça na areia alheando-nos dos desafios que se perspectivam para o autocaravanismo. Por tudo isto, sem sermos candidatos a nada, mas tão só imbuídos do espírito de serviço público que sempre presidiu ao nosso envolvimento colectivo, aqui estamos a dar o nosso humilde contributo para que o autocaravanismo se não atole definitivamente no lodo pantanoso para onde vem sendo empurrado.
Afinal quem somos e o que queremos nós ao envolver-nos na criação desta Tribuna Autocaravanista?
Bom, em face do que se tem visto por aí nos últimos tempos, o melhor é começar por esclarecer o que não somos: não somos o embrião de nenhum clube; não somos obreiros de nenhum círculo, nem triângulo, nem sequer um quadrado ou um losango.
Somos simplesmente autocaravanistas com o saber acumulado pela vida e pela experiência enquanto dirigentes associativos. Somos autocaravanistas que seguem com apreensão o rumo que o autocaravanismo vem seguindo em Portugal. Somos autocaravanistas que cultivam a liberdade alicerçada na responsabilidade, e que não hipotecam a consciência ao jogo oportunista do discurso politicamente correcto.
Por isso resistimos ao conforto de meter a cabeça na areia alheando-nos dos desafios que se perspectivam para o autocaravanismo. Por tudo isto, sem sermos candidatos a nada, mas tão só imbuídos do espírito de serviço público que sempre presidiu ao nosso envolvimento colectivo, aqui estamos a dar o nosso humilde contributo para que o autocaravanismo se não atole definitivamente no lodo pantanoso para onde vem sendo empurrado.
- Do alto desta Tribuna vamos falar claro, pois aqui não há polícias de ideias a patrocinarem o que podemos e não podemos dizer.
- Desta Tribuna vamos alertar consciências, apontar caminhos e mobilizar vontades para enfrentar com sucesso os desafios que o autocaravanismo enfrenta.
- Humildemente, sem frenesins, mas com determinação, vamos fazer desta Tribuna um espaço de liberdade, um púlpito aberto aos autocaravanistas que queiram partilhar as suas ideias e reflexões com todos aqueles que irão passar a seguir o que aqui se diz.
- Em síntese, com esta Tribuna vamos dar o nosso contributo para a dignificação social da imagem dos autocaravanistas.
Mais especificamente vamos usar esta Tribuna para fazer ouvir a nossa voz, nomeadamente em 4 tipos de intervenção:
1. para divulgar o nosso pensamento sobre os temas fundamentais do autocaravanismo: terminologia conceptual; enquadramento legislativo; movimento associativo, etc.
2. para reflectir e divulgar documentos e opiniões de outros que consideremos relevantes para o autocaravanismo.
3. para comentar criticamente as incidências correntes do autocaravanismo, especialmente aquelas que mais concorram para a imagem pública dos autocaravanistas e para a dinâmica institucional do autocaravanismo.
Porque qualquer dos animadores deste projecto tem passado no autocaravanismo (de que nos orgulhamos), este Blog servirá também para preservar um BAÚ DA MEMÓRIA que será preenchido com uma selecção de textos e documentos de que somos autores ou co-autores.4. para divulgar testemunhos de autocaravanistas: viagens e vivências a bordo de autocaravanas, etc.
De resto esta Tribuna está longe de ser um projecto acabado. Move-nos a vontade de lhe dar vida, mas também a flexibilidade para moldar o seu crescimento em função da vontade dos autocaravanistas. Afinal, vocês são a única razão de ser desta nossa iniciativa, pelo que o futuro da Tribuna será aquele que os autocaravanistas colectivamente lhe quiserem reservar.
Publicada por
Tribuna Autocaravanista
à(s)
16:29
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