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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Projecto-Lei Nº 778/X do PSD é uma armadilha para o autocaravanismo

Mendes Bota e Nuno da Câmara Pereira subscrevem uma proposta de Projecto-Lei que tem como propósito regulamentar o autocaravanismo. Pelas considerações do preâmbulo, pesem embora algumas confusões conceptuais de que não serão os principais responsáveis, somos levados a crer que estes dois deputados do Grupo Parlamentar do PSD estão genuinamente convencidos da bondade do Projecto que subscrevem.

Infelizmente, os senhores deputados foram enganados pelas mesmas pessoas que têm vindo a enganar os autocaravanistas.

O que está em cima da mesa não é um diploma para salvaguardar a liberdade do autocaravanismo. Isto é um articulado deliberadamente enganador, é uma artimanha que entre os autocaravanistas só podia ser gerada pela mente perversa do manipulador DeAlém. Aliás, ele não perdeu tempo a vir a público reclamar os louros da coautoria do Projecto-Lei. Esse senhor, não satisfeito com o uso da internet para manipular e descredibilizar o autocaravanismo, permitiu-se agora envolver no seu jogo os srs deputados (cuja boa fé não questionamos).

Depois dos (poucos e hesitantes) aplausos que já se ouviram por aí, como se a existência de uma iniciativa legislativa fosse por si só uma boa notícia, estas nossas palavras podem parecer despropositadas. A quem assim pense sugerimos que leia com atenção o texto do Projecto-Lei e que com ele na mão coteje os seguintes comentários.

  1. Na ordem jurídico-constitucional portuguesa é aos Municípios que compete regulamentar a utilização do espaço público, nomeadamente quanto às condições de circulação e estacionamento dos veículos automóveis. A competência regulamentar dos Municípios está sujeita aos limites da lei superior, estando-lhes vedada a capacidade jurídica para, por exemplo, criar sinais de trânsito.

  2. De entre todos os problemas dos autocaravanistas, o que ressalta como principal quer no momento actual quer no futuro previsível, é a utilização de Regulamentos Municipais e de sinalização avulsa para, de forma indiscriminada, negar aos autocaravanistas o legítimo direito de estacionar as autocaravanas em condições que respeitam escrupulosamente o estabelecido no Código da Estrada.

  3. O corolário dos dois factos anteriores é imediato, a salvaguarda dos legítimos direitos dos autocaravanistas só pode passar por dois caminhos: ou pela contestação casuística da discriminação aos autocaravanistas, em sede de Tribunal Administrativo, ou por um diploma legal de ordem superior que ponha fim às práticas regulamentares persecutórias dos autocaravanistas.

  4. O Projecto-Lei em apreço salvaguarda os autocaravanistas da perseguição de que vêm sendo vítimas? Manifestamente NÃO. Pior do que isso, não só não impede a continuação dos actos persecutórios, como barra o caminho de afirmação dos nossos direitos por via judicial. Ou seja, deixa-nos completamente indefesos.

  5. Com efeito, o que o Projecto-lei faz é legalizar a perseguição. Mas fá-lo de forma ardilosa, dando a entender que está a consagrar direitos aos autocaravanistas. De entre as 14 páginas do Projecto-Lei o que releva juridicamente são os artigos 2º, 3º, 4º, 5º e 14º, sobretudo estes dois últimos. O resto é retórica. Veja-se o que aí se estabelece.

  6. O artigo 14º vem abrir a porta à criação de sinais de trânsito que tornem legal a proibição do estacionamento das autocaravanas, mesmo que respeitando as actuais normas do Código da Estrada. Desde a primeira hora que denunciámos como disparatada a ideia de pretender ver alterado o Código da Estrada. Por exemplo, actualmente o Código da Estrada tem um sinal com uma caravana, cuja existência se justificaria para sinalizar a localização de parques de campismo. Percorrendo o país, quantas vezes vemos esse sinal usado com essa finalidade? Ele é usado simplesmente para de forma abusiva (e por enquanto ilegal) proibir o estacionamento às autocaravanas. É fácil de ver o que acontecerá se no Código da Estrada for introduzido um sinal que permita discriminar as autocaravanas. De resto, se temos contestado a discriminação, que legitimidade têm agora os autocaravanistas para reclamar uma situação de privilégio para as autocaravanas relativamente aos restantes veículos automóveis? Está bem de ver que não é essa a finalidade deste anunciado sinal de trânsito. Isto é uma casca de banana!

  7. O artigo 5º é, de entre todos os outros, o mais ardiloso. O nº 1 do artigo 5º parece generoso: autoriza o estacionamento em locais “de estacionamento exclusivo de autocaravanas” durante 48 horas. Isto é uma dádiva aos autocaravanistas? Não, é uma limitação dos direitos que decorrem do Código da Estrada, conforme resulta da articulação do artigo 5º com a alínea g) do artigo 2º. Em último caso este texto serviria para autorizar o estacionamento nos espaços de acolhimento às autocaravanas, como as áreas de serviço. Mas quem nos nega tal direito? E se ninguém o nega, para que precisamos nós de uma Lei a dizer que o temos? Simplesmente porque esta anunciada lei não está a dar, está a tirar. O que o nº 1 do artigo 5º se propõe conceder por 48 horas já o Código da Estrada autoriza por 30 dias.

  8. O nº 2 do referido artigo 5º também não dá nenhuns direitos aos autocaravanistas, pelo contrário, retira-lhes o direito que o Código da Estrada nos dá de estacionar na via pública em condições de igualdade com os outros veículos ligeiros. Mais, obrigará os autocaravanistas a retirar do espaço público as suas autocaravanas quando não estão a viajar, pois em caso algum poderão estar estacionados no mesmo local por mais de 48 horas. Estacionar a autocaravana à porta de casa passará a ser proibido, bastará que um vizinho desejoso do espaço para estacionar o seu carro telefone para a polícia.

  9. A conjugação do artigo 4º com os nºs 1 e 2 do artigo 5º resulta simplesmente nisto: bastará a qualquer Câmara reservar um terreiro de 100m2 a que chame “área de acolhimento de autocaravanas” para que por Regulamento (agora tornado legal) possa proibir o estacionamento de autocaravanas em todo o Concelho, sinalizando (agora legalmente) tal proibição com os sinais introduzidos pelo artigo 14º. Esta é rebuscada, é de Gra(nde)Mestre. Bem pode Nandin de Carvalho vangloriar-se de ter levado a sua carta a Garcia. Com efeito... só nos resta dar-lhe os parabéns: está quase a conseguir os seus intentos.

  10. O artigo 4º só está no diploma justamente para permitir que o artigo 5º, sem o afirmar, legitime as práticas de acantonamento das autocaravanas nas cercas agora designadas de áreas de acolhimento (mistificando aquilo que os autocaravanistas designam por tal). Note-se que nestas ditas “áreas de acolhimento” não se aplica o limite de 48 horas de estacionamento, nem lhe é exigido que disponham de área de serviço. Porquê? Porque o que se está aqui a regulamentar não é o autocaravanismo mas sim os espaços de armazenamento das autocaravanas que o artigo 5º impede que fiquem estacionadas na via pública. O que se está aqui a regulamentar é a utilização dos parques de campismo falidos como espaços de acantonamento das autocaravanas. Na região de Lisboa, que dispõe de cerca de 4 mil autocaravanas, possuir um terreiro para encher de autocaravanas é muito mais rentável do que ter um camping. Um camping obriga a que se tenham equipamentos de qualidade e tem custos de funcionamento, converter um camping sem clientes num amontoado de autocaravanas fica muito mais barato e dá mais dinheiro. Não é Dr. Nandin de Carvalho? Destes negócios percebe o senhor, parabéns! Isto é muito mais inteligente do que inventar o conceito de praia no deserto de Alenquer. Afinal um mercado de 5 milhões de euros/ano, só na Região de Lisboa, desperta a imaginação e é motivação bastante para "levar a carta a Garcia", não é verdade?

  11. O artigo 3º também só está no diploma para em articulação com o artigo 5º, beneficiando da confusão de conceitos estabelecida no artigo 2º, criar procura suficiente para rentabilizar os espaços de acantonamento das autocaravanas. De outra forma o ACP, por exemplo, não se interessaria pelo negócio de criar uma rede nacional de “áreas de acolhimento de autocaravanas” (de resto já anunciada como o grande contributo do ACP para o autocaravanismo). Se o que se pretendesse fosse combater o campismo selvagem não se precisava de recorrer a estes articulados rebuscados, nem se teria redigido nos termos em que está a alínea c) do artigo 6º. Cuidado, quando saírem não levem o periquito na autocaravana, se ele cantar isso é razão legal para a polícia vos negar o direito a estar estacionados na via pública. Se o cão ladrar ao ver a polícia aproximar-se da autocaravanas, imaginem só o que acontece.

  12. Por força do estabelecido neste Projecto-Lei passará a ser possível (e legal!) ,por simples Regulamento municipal, proibir o estacionamento das autocaravanas fora das áreas de acantonamento, mesmo no curto período de tempo em que vamos ao restaurante, ao supermercado ou ao cinema. É este o preço que os autocaravanistas se arriscam a pagar em consequência de terem permitido ao manipulador DeAlém andar a divertir-se à sua custa.

  13. As trapalhadas DeAlém não ficam por aqui. Por exemplo, quando no artigo 2º se introduz a definição de autocaravanista que lá está (como se disso precisássemos!), o que se está fazer é a tornar os autocaravanistas numa categoria diferente dos normais condutores. Ou seja, está-se a retirar-nos os direitos que o Código da Estrada nos concede enquanto condutores. Está-se a abrir o caminho para que em sede de regulamento "desta" Lei se obrigue os autocaravanistas a disporem de uma licença especial para conduzir a autocaravana. Como acontece no Brasil, por exemplo. Claro que a concessão dessa licença pode vir a ser autorgada ao ACP, que assim passa a ter mais um interesse em envolver-se no negócio do autocaravanismo. Por isso Nandin de Carvalho não perdeu tempo a propor que o ACP tenha um "parque de instrução" para autocaravanistas. Alguma razão o ACP precisava de ter para se empenhar na legitimação da fantochada que permitirá ao manipulador DeAlém continuar a sua obra: o designado Observatório Não Governamental do Autocaravanismo (presidido pelo ACP tendo como Secretário-Geral autonomeado o interessado Luís Nandin de Carvalho).

  14. Ah, por certo já você estava a pensar: então e o nº 3 do artigo 5º não é muito bom para os autocaravanistas? Assim parece, mas também aqui o que parece não é. O problema com os POOC (Planos de ordenamento da orla Costeira) é o seu normativo impedir as autocaravanas de pernoitarem nos parques de estacionamento das praias. Mas actualmente nada impede os autocaravanistas de passarem o dia na praia deixando a autocaravana estacionada no respectivo parque, só têm que chegar antes dos outros condutores que aí desejem estacionar. Assim sendo, reservar um ou dois lugares do parque aos autocaravanistas não parece que seja grande compensação para a liberdade de ser autocaravanista que este Projecto-Lei nos retira.

O Problema dos autocaravanistas não é a falta de lugares para estacionar, o nosso problema é defrontarmo-nos com posturas municipais que nos proíbem de estacionar onde aos outros veículos é autorizado.

Em síntese, nenhuma das ideias consagradas neste Projecto-Lei é nova, nem uma boa notícia para os autocaravanistas. É fácil reconhecer a sua autoria, como fácil é fazerem-nos a justiça de reconhecer que há meses que na Tribuna Autocaravanista se tem vindo a denunciar esta cavalgada de instrumentalização do movimento associativo para fazer a coisa mais perversa que uma mente sã pode imaginar: acantonar as autocaravanas em cercas com a legitimação do próprio movimento associativo dos autocaravanistas (ainda que para tal seja necessário multiplicar organizações virtuais, obviamente sem qualquer tipo de legitimidade representativa).

Com este projecto o manipulador DeAlém deixou cair a máscara. Isto é uma traição aos autocaravanistas!

Quem duvidou da razão de ser de Luís Nandin de Carvalho andar num frenesim a criar organizações virtuais como o MIDAP, o CAB e o dito Observatório do autocaravanismo, tem agora perante os olhos a resposta. Só não vê mesmo quem não quer ver.

Bem que nós alertámos para o perigo de deixar andar o manipulador DeAlém à solta (sabíamos bem do que falávamos, pois durante dois anos mantivê-mo-lo de rédea-curta) . Perverso como é, em vez de abrir portas para passarmos com as autocaravanas, tenta derrubar as muralhas que nos protegem das investidas inimigas. Está profundamente enganado quem pense que Nandin de Carvalho pode abrir alguma porta por onde passe a defesa dos interesses dos autocaravanistas.

Tudo o que precisávamos era de uma Lei que impedisse a continuação de práticas municipais de perseguição às autocaravanas estacionadas na via pública, no respeito pelo estabelecido pelo Código da Estrada (que compete às Autarquias Locais respeitar). Afinal precisávamos, simplesmente, que a Lei existente fosse respeitada pelas autoridades oficiais. Em vez disso o que fez Nandin de Carvalho? Empenhou-se na legalização da perseguição aos autocaravanistas, cuidando de pelo caminho arranjar motivos de interesse para que outros parceiros se interessassem pelo negócio associado ao autocaravanismo. É vergonhoso de verificar que esta tentativa de acantonar os autocaravanistas está a ser executada pela mão de quem se diz autocaravanista, mas não o é menos verificar que tal tem vindo a ser legitimado pela acção (e pela omissão) daqueles que no movimento associativo têm a responsabilidade de dar voz ao interesse dos autocaravanistas. Isso é uma traição!

O autocaravanismo está pois à beira de resvalar para o abismo, e os responsáveis são todos aqueles que ignorando as sucessivas denúncias que fomos fazendo, legitimaram a farsa, especialmente aqueles que se permitiram surgir na Assembleia da República como representantes dos autocaravanistas portugueses. A todos esses, sem excepção, apontamos o dedo.

Como é fácil de ver estamos perante uma armadilha para o autocaravanismo. Uma traição! Não adianta ter a ilusão de que o problema se resolve com “sugestões de alteração” (que de resto nos não compete fazer).
A única maneira de evitar que sejamos todos presa fácil desta manobra ardilosa é impedir a aprovação deste Projecto-Lei. E só há uma maneira de o fazer: apelar ao Grupo Parlamentar do PS para que inviabilize esta iniciativa legislativa.

Enquanto os nossos dirigentes associativos se ocupam da organização de arraiais, aqui ficam alguns contactos que podem ser usados por aqueles que se não resignam e pretendam sensibilizar os deputados do PS para o problema:


Grupo Parlamentar PS: gp_ps@ps.parlamento.pt

Deputados do PS na Sub-Comissão de Turismo:

hortensemartins@ps.parlamento.pt

davidmartins@ps.parlamento.pt


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Companheiros, ACORDAI... enquanto é tempo

"Podem pois calar-se os profetas da desgraça que, por despeito e incapacidade, procuram denegrir o autocaravanismo e que apoucam estas iniciativas registadas desde há um ano com a fundação do MIDAP e que agora chegam com sucesso ao seu termo com o Seminario de Cascais."

DeCarvalho, in Newsletter


Não somos profetas da desgraça, mas honramo-nos de desde a primeira hora ter denunciado a falsa generosidade de propósitos do salvador do autocaravanismo.

Agora que o seu jogo de mistificação conceptual e de manipulação atinge o auge, decidimos fazer uma interrupção silenciosa. Não por despeito, nem por incapacidade, mas como forma de protesto por esta ardilosa tentativa de legalizar o acantonamento das autocaravanas em cercas a que querem chamar “áreas de acolhimento de autocaravanas”.

Por vontade de muito poucos, as "áreas de acantonamento das autocaravanas" passarão a ser o único sítio onde o estacionamento de autocaravanas será autorizado por mais de 48 horas, retirando-nos os direitos que o actual Código da Estrada nos consagra.

Os espaços de recolha de autocaravanas vão florescer pelo país fora, tal como os campings floresceram com a instalação permanente de caravanas.

O momento é pois da maior gravidade para o autocaravanismo. Cansados de gritar, remetemo-nos agora a 7 dias de silêncio, esperando desta forma contribuir para ajudar à reflexão daqueles que têm a obrigação de fazer ouvir a sua voz.

Com o nosso silêncio dos próximos dias também queremos partilhar a tristeza dos milhares de autocaravanistas que, ignorando o que se está a passar ou sentindo-se impotentes para travar mais esta trapalhada, virão a ser as vítimas dos gestos irreflectidos de meia dúzia de pessoas que têm vindo a arrastar o autocaravanismo por caminhos pantanosos e que agora se preparam para o projectar no abismo.

Aqueles que com a sua cumplicidade têm incentivado e conferido uma pseudo legitimidade às iniciativas errantes e sem nenhuma representatividade, têm agora a oportunidade de se redimir, fazendo ouvir a sua voz em defesa dos autocaravanistas exigindo ampla discussão e não coloquiais discursos de puro exibicionismo, vazios de debate e do contraditório, e realizados nas costas dos principais interessados.

Se não conseguis ouvir as vozes de protesto que se vão levantando, ouvi pelo menos o ensurdecedor silêncio que deixou confrangedoramente a falar sozinho o dito jurisconsulto que se apresenta como salvador do autocaravanismo.

Pensem: quantas vozes se levantaram em defesa desta iniciativa disparatada?

O vosso silêncio só vos compromente ainda mais com esta traição ao autocaravanismo. Mais vale falar tarde do que nunca!

Acordai... enquanto é tempo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Com papas e bolos se enganam os tolos

Afinal companheiros, o que nos trás o “iluminado” projecto de lei do autocaravanismo apresentado pelos deputados do PSD(eCarvalho) e a fobia legisladora de uma minoria?
Que mais valia nos trás o referido projecto? Sejamos frios na análise!

Genericamente promove mais regras, minorando os nossos direitos. Exige um maior policiamento, logo mais “perseguição”. Traz-nos o “acantonamento” forçado, logo maior discriminação. E finalmente, obriga-nos ao contra-relógio, ou melhor, oferece-nos uma bomba-relógio, já que se nos atrasamos, pode “rebentar-nos” na mão uma coima que nos deixará umas semanas com a AC na garagem… (para os que a têm).

Quando formos passar um fim de semana fora, a qualquer lado, (e não pode ser daqueles prolongados ou com “ponte”), não se esqueçam do cronómetro em casa, pois o vosso tempo de lazer será contabilizado ao minuto. Não se descuidem no café, na cervejaria, no museu, na praia, no restaurante, na loja de artesanato, pois a factura pode crescer muito... em pouco tempo!

Em algumas artérias de cidades e vilas é comum o parquímetro, naturalmente fixo. Com esta lei, as nossas autocaravanas passarão a ser, elas próprias, uns parquímetros móveis!

Qual “cinderela” em conto de fadas, o autocaravanista tem que se precaver quanto à possibilidade do súbito fim do “sonho de liberdade” que pensou realizar quando comprou uma autocaravana. Se o tempo passar para além da hora marcada, o sonho virará um pesadelo!
Por isso não adormeça. Ponha o despertador a tempo. A sesta terá que ficar para a próxima paragem.

Com as papas do reconhecimento do interesse económico do Autocaravanismo (como “enchemos” o nosso ego com tão pouco!) e os bolos das ESA – Estações de Serviço para Autocaravanas em Bombas de Combustível (quase só as das auto-estradas, porque as outras ficam dentro das localidades e foram excluídas!), este projecto é, sobretudo, um atropelo ao livre estacionamento a que temos já direito por via do Código da Estrada.

Senão, pergunta-se:

- Para que existam hoje - embora em número ainda insuficiente - umas quantas áreas de serviço e “acolhimento” para as AC’s (Abrantes, Batalha, Aldeia da Luz, S. Pedro do Sul, Vermoil, Aveiro, Izeda, Castro Marim, Vila N. Gaia, Estarreja, Valhelhas, Terrugem, Moncorvo, Lorvão, Freixo Numão, etc., etc.) foi necessária alguma lei? Não!
Estas resultaram da iniciativa e da conjugação de esforços de pessoas individuais ou entidades associativas e afins, e de compromissos e interesses livremente assumidos por parte de autarquias.

- Para que em França, Itália, Alemanha, etc. existam “centenas e centenas” de “áreas de acolhimento” ou áreas de serviço e pernoita, foi necessária a existência de uma Lei das respectivas Assembleias Legislativas? Não!
Estas resultaram do interesse do poder local e da “sedução” que o movimento associativo exerceu junto delas.

- Para que sejam devidamente penalizados os procedimentos negativos, para a sociedade e o ambiente, que alguns proprietários de autocaravanas têm na sua passagem/estadia por esse país fora é necessária uma nova Lei? Não!
Já existem regulamentos e leis que proíbem e reprimem quem prevarica. Basta fazê-los cumprir!

- Naqueles países, para que fossem corrigidas algumas discriminações e perseguições injustas aos autocaravanistas foi preciso uma Lei? Não!
Bastou a actuação do movimento associativo junto da Justiça para que as leis gerais que existem, - tanto lá, como cá - repusessem a legalidade.

Então para que nos serve esta projectada Lei?

- Esta projectada lei, ardilosamente elaborada, parece querer dar-nos algo de substancial, quando na verdade nos tira muito mais do que o que nos dá.
Vemos várias alíneas de (correctos) deveres, inspirados, aliás, no que o Movimento há muito assumiu como seus, mas quanto a direitos... estamos conversados! - passaremos a andar a “toque de caixa”, de terra em terra à procura de uma vaga numa, ainda imaginária, Área de Acolhimento a Autocaravanas ou, naturalmente, num camping, para podermos descansar um pouco mais. De contrário, seremos forçados, de 48 em 48 horas a fugirmos à polícia.

Se há um ano tínhamos uma mão vazia e outra cheia de nada, amanhã teremos uma vazia e outra acorrentada.

Foi este o serviço público prestado aos autocaravanistas pelo frenético, mas insignificante e sem legitimidade representativa, grupo de protagonistas transversais que surgiu entre nós nos últimos meses. Os mesmos que ainda há pouco nos garantiam que a GNR lhes tinha assegurado que não havia nenhum problema legal com o estacionamento das autocaravanas. Se então falaram verdade aos autocaravanistas, como se justifica agora este Projecto-Lei para regulamentar o estacionamento das autocaravanas?

Para pior já basta assim!



Laucorreia

terça-feira, 19 de maio de 2009

Alerta: a miragem do “éden” ou o lobo com pele de cordeiro?

A todos os companheiros autocaravanistas descomprometidos

Há muito que venho escrevendo sobre a liberdade do autocaravanismo. Quer eu, quer os restantes integrantes desta Tribuna, temos chamado a atenção para as diferentes iniciativas e as diferentes formas com que alguns pretensos amigos e defensores da modalidade procuram camuflar os seus potenciais intentos.

Apresenta-se-nos agora uma nova etapa tão difícil como perigosa. Difícil de interpretar e perigosa na sua formulação já que é susceptível de induzir em erro qualquer incauto bem intencionado. Refiro-me ao pré-projecto apresentado ou a apresentar por 2 deputados em sede da AR.

O que para já sugiro a todos, sem querer emitir juízos de valor, é que parem para pensar em profundidade e dêem à vossa mente a liberdade para seguir todos os percursos, nomeadamente em matéria de contraditório. Pensem no que têm e no que verdadeiramente pode resultar de valor acrescentado, se esse projecto vier a ver a luz do dia, ou se pelo contrário, ele nos vai limitar mais do que aquilo que, pontualmente, já nos acontece.

Procurem questionar-se sem preconceitos, assumam sem receios ou pruridos as dúvidas, todas elas, mesmo que vos pareça injusto questionar a boa fé dos 2 deputados, que julgo não estar em causa mas, ainda assim, ousem interrogar-se.

Lembro-vos, tão só, que em países europeus bem mais avançados - nesta e noutras matérias - e onde o nosso estilo de vida “carrega” mais anos e muitos mais praticantes do que entre nós, não existe nenhuma lei específica e, no entanto, é um prazer sempre renovado, podermo-nos movimentar livremente neles, como a França, apenas para dar um (bom) exemplo.

A finalizar, sugiro-vos que releiam o que escrevi aqui em:
http://tribuna-autocaravanista.blogspot.com/2009/04/de-autocaravana-pela-estrada-da.html

Até breve!
Laucorreia

segunda-feira, 11 de maio de 2009

MANIFesta… mente inconcebível!

Nesta tribuna, e muito justamente, aqui divulgámos, o texto de Vítor Andrade sobre o MANIFesta 09 a ter lugar em Peniche nos dias 21 a 24 de Maio.

Fizemo-lo, naturalmente, “sem nada pedirmos em troca”, ou sequer reivindicar qualquer protagonismo ou reclamar qualquer “parceria”.

O evento, fruto da iniciativa da ANIMAR e da conjunção de vontades da Câmara Municipal de Peniche e da ADEPE, tem uma componente apelativa para o Autocaravanismo, resultante do trabalho e da forte motivação do companheiro Vítor Andrade, do qual já vimos bons resultados em S. Pedro do Sul, aquando da realização das várias edições do Gesto Eco-Solidário.

É, por isso, confrangedor verificar como se “acotevelam” e se “põem em bicos de pés” algumas das entidades de quem se esperaria uma postura séria, contributiva sim, mas humilde e reconhecedora de méritos terceiros.

Ao visitarmos os fóruns quer do CPA, quer do CCP, constatamos a fobia de protagonismo, em ambos os casos, por parte dos respectivos responsáveis e da “forçada” (e forçosa, diremos nós) “emenda” ensaiada pelo moderador do CampingCarPortugal.

Senão vejamos:

Companheiros O CPA numa acção conjunta com o Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos e o CampingCar Portugal convida os seus associados a estarem presentes na MANIFesta de 21 a 24 de Maio.

InfoCPA (in forum CPA )

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Companheiros, Numa acção conjunta entre o Portal CampingCar Portugal, o Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos e o CPA, convidamos todos os autocaravanistas, que possam estar presentes, a comparecerem na MANIFesta de 21 a 24 de Maio, em Peniche. Esta participação é livre de qualquer inscrição ou pagamento, estando previstos estacionamentos dedicados às autocaravanas.
… … …
Paulo moderador (In forum CCP)
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Bom dia companheiro Paulo! Pode-nos esclarecer em que consiste a acção conjunta do CCP,CCCB e CPA para a Manifesta em Peniche?

DeMatos (In forum CCP)

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Caro amigo
Dematos, A iniciativa de ter os autocaravanistas na MANIFesta é exclusiva do companheiro Vitor Andrade, dada a sua proximidade à ANIMAR e às ADL. É uma ideia antiga e que nos foi ventilada após o Verão de 2008 (não nasceu agora!). O Portal CampingCar, o CPA e CCCB foram convidados pelo referido companheiro para a criação desta "acção conjunta" (reforço: o CampingCar é só e apenas convidado!).

A referida "acção" é, só e exclusivamente, de divulgação deste evento.

Paulo moderador (In forum CCP)

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É verdadeiramente lamentável o espectáculo “mediático” e triste a que se prestam tão ilustres defensores do Movimento Autocaravanista.

O CPA, que deveria ser o Clube de referência do Autocaravanismo em Portugal, depois de ter falhado essa missão, e de continuar a falhar, por evidente vazio de ideias, a organização coerente e objectiva dos colóquios ocorridos em Abrantes e na FIL durante a Nauticampo, parece cada vez mais orientado para a sua vocação de nascença: as festas e romarias. Basta atendermos às notícias veiculadas na imprensa sobre o Encontro de Abrantes e à total ausência de repercussão que esses eventos tiveram - até no respectivo fórum - para a clarificação da modalidade. Já todos perceberam que existem muitas autocaravanas, já todos perceberam que os autocaravanistas são potenciais turistas itinerantes e que apreciam a natureza, as cidades, os monumentos, a gastronomia, as manifestações culturais, etc.
Mas falta o essencial – a dura batalha pela não discriminação e pela criação das condições essenciais ao usufruto deste tipo de veículo/equipamento com dignidade e liberdade.

É por isso que qualquer companheiro insuspeito, como o é Vítor Andrade, seja forçado a referir, nos dois respectivos fóruns, o seguinte:

….....
Durante este tempo tenho sentido, como ninguém, o quanto falta faz uma instituição que represente e onde os ACs se sintam representados. Mas como sou uma pessoa persistente, não tendo cão caço com o gato.
….....

É claro que estas palavras se fossem ditas pelos subscritores desta Tribuna, não passariam de mais uma crítica infundada, feita de má vontade, por pessoas mal intencionadas e “intelectualóides”!
Não faltaria uma chuva de comentários azedos em fóruns, blogues, esferas e outras geometrias feitas a esquadro e compasso dos que à crítica fundamentada nas ideias e na razão, respondem com a calúnia.

Mas como somos, também, persistentes, manteremos vivo o nosso olhar crítico, verdadeiramente independente e livre.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Boa Páscoa

Faz hoje 4 meses que iniciámos os nossos comentários na Tribuna.
Ao longo destes 120 dias foram publicadas mais de 100 mensagens e 4 dezenas de comentários dos nossos leitores, que nos fizeram quase 13000 visitas.
São números que nos deixam orgulhosos mas de igual forma responsabilizados para continuar a nossa caminhada e continuar a merecer a visita que diariamente mais de uma centena de pessoas faz à TAC.

Aproveitamos a oportunidade para desejar uma boa Páscoa a todos os nossos leitores, de preferência com utilização da autocaravana. Deixamo-vos com o "nosso" ovo da Páscoa, com a participação especial do coelhinho da Páscoa:




terça-feira, 24 de março de 2009

Vamos divulgar as nossas terras?


Todos nós temos “a nossa terra”. Por vezes até temos mais do que uma. Ora porque é onde vivemos, ora porque foi lá que nascemos, ora porque gostamos tanto do sítio que o adoptamos como a “nossa terra”.
Pois bem, o desafio da TAC é este: vamos juntar o útil ao agradável. Para o desenvolvimento local é útil que os autocaravanistas contribuam para o desenvolvimento turístico das nossas terras, visitando-as; para os autocaravanistas é agradável sentirem-se em casa quando visitam um certo local, sabendo exactamente o que visitar, onde comer, onde dormir, etc..
Podemos juntar as duas coisas. Basta que cada um de vós se disponha a escrever um pequeno texto em jeito de quem diz aos autocaravanistas: Venham visitar a minha terra, ... são meus convidados.
Com base no conhecimento que dispõem das vossas terras (cidade, concelho, região) imaginem o trajecto que fariam em autocaravana se andassem a mostrar a terra a uns amigos autocaravanistas. Sublinhem o que não devem deixar de ver em cada local, e acrescentem-lhe aquelas dicas que todos nós sentimos muito úteis quando viajamos. Por exemplo:
[*] Onde estacionar-pernoitar;
[*] Tascas e petiscos regionais a não perder;
[*] Artesãos.... e outros testemunhos da cultura local;
[*] Festividades e eventos culturais a ter em conta;
[*] Percursos de interesse a fazer pela região;
[*] Sites e outras fontes de informação de utilidade turística;
[*] Etc.
Ainda está ai? Mas de que está à espera para começar a escrever?
A Tribuna Autocaravanista é o espaço da internet mais lido pelos autocaravanistas portugueses. Vamos usar esta montra para ajudar os autocaravanistas a usufruírem das suas viagens, ao mesmo tempo que promovemos o desenvolvimento das nossas terras. O sucesso da iniciativa só depende de si companheiro(a). Venham de lá esses textos!
Contamos consigo, envie os seus contributos para este e-mail: tribuna.autocaravanista@gmail.com

quinta-feira, 12 de março de 2009

Correio da Tribuna: vamos criar um novo Clube?

A propósito da nossa mensagem "Abriu a época de caça às autocaravanas no Algarve" publicada ontem, o companheiro Vitor Viegas (que não temos o prazer de conhecer) fez-nos o seguinte comentário:

Tenho seguido atentamente os artigos publicados na TAC.
De um modo geral estou em total sintonia com as opiniões e críticas manifestadas.
No fim da leitura de cada manifesto, fico sempre em mente, com a ideia da criação de um novo clube, com base na TAC. E aqui fica uma pergunta. Ainda não há condições para tal? Ainda falta muito?
Um abraço autocaravanista.
Vitor Viegas
Porque a pergunta é pertinente, não podíamos ficar-lhe indiferentes, apesar de sabermos que era mais cómodo ficar calados, evitando assim as críticas. Quem nos conhece sabe que somos pessoas frontais e transparentes, gostamos de falar claro, pelo que aqui fica a resposta à questão colocada.


Estimado companheiro Vítor. Obrigado pelo estímulo das suas palavras.
Compreendemos bem o seu estado de espírito. Temos, aliás, razões para pensar que são cada vez mais os autocaravanistas a comungar do mesmo sentimento. Em todo o caso, desde o primeiro momento, assumimos com os nossos leitores o compromisso de não contribuir para aumentar a descredibilização do movimento autocaravanista criando mais um "clubezeco". Continuaremos firmes no apontar de caminhos e soluções, mas não nos cabe (pensamos nós) a iniciativa de um processo do tipo daquele que sugere.

De resto, apesar dos tiros no pé que o CPA vem dando e as trapalhadas que o circulo do MIDAP vem protagonizando, pensamos que não há condições para que, actualmente, se pense numa iniciativa séria e verdadeiramente mobilizadora dos autocaravanistas esclarecidos. Pelo menos nos termos em que pensamos que ela faz falta em Portugal.

Mas sobre isso quem tem a palavra são os autocaravanistas, na certeza de que se tal consciência colectiva se manifestar terá nesta Tribuna uma trombeta.

terça-feira, 10 de março de 2009

O Autocaravanismo no Brasil

Iniciamos aqui um conjunto de artigos sobre o autocaravanismo no Brasil, um destino pouco explorado pelos autocaravanistas europeus apesar das suas esplendorosas paisagens naturais.
Luiz Tostes é um dos mais activos dirigentes da ABRACAMPING, Associação Brasileira de Campismo. Neste momento esta associação está a trabalhar com o Ministério do Turismo Brasileiro no desenvolvimento de legislação sobre o campismo e o caravanismo e é com satisfação que registamos que as opiniões veiculadas na Tribuna Autocaravanista sobre a legislação portuguesa têm sido levadas em conta como suporte à elaboração de uma proposta de enquadramento legislativo no Brasil. Agradecemos ao companheiro Luiz Tostes a colaboração na divulgação em Portugal do que se passa com o autocaravanismo no Brasil.


Caravanismo no Brasil

Com satisfação recebi da “Tribuna auto-caravanista”, um convite para enviar matéria sobre o caravanismo no Brasil. É uma oportunidade para iniciarmos um intercâmbio necessário entre caravanistas do Brasil e Portugal.
Em vista das diferenças nos termos utilizados nas línguas dos dois países, no que se refere ao caravanismo, vamos apresentar a terminologia que utilizamos no Brasil.
Embora com origem na língua inglesa, o Código de Trânsito Brasileiro adota a denominação “Trailers” para definir os reboques turísticos, conhecidos como “Caravanas” em Portugal. O mesmo nome é utilizado por usuários e fabricantes no Brasil .
O Código define como “Motorcasas” o que os portugueses conhecem como “Autocaravanas”. O usual entre nós é a denominação “Motorhome”, utilizada inclusive nos anúncios dos fabricantes desses veículos.

Cenário do caravanismo no Brasil

A frota de motorhomes está estimada em aproximadamente 5.000 veículos, e a de trailers em 6.000. Esses dados se baseiam na produção dos fabricantes e em estimativas.

Em relação a outros países é um paradoxo. Constatamos internacionalmente, que a quantidade de trailers é sempre bem maior do que a de motorhomes. No Brasil essa proporção não está ocorrendo, em função de uma limitação criada pelo Código de Trânsito Brasileiro para motoristas de motorhomes e de veículos que tracionam trailers de turismo.

O Código exigiu uma habilitação “profissional” para motoristas de motorhomes e de veículos que tracionam trailers, não permitindo a licença de “amador”.
A conseqüência dessa legislação foi a limitação do mercado com paralisação da fabricação de trailers. Poucos estão trafegando; a maioria está estacionada em campings funcionando como “casas de campo”.
Não existem locadoras de motorhomes, pois dificilmente um turista estrangeiro terá a habilitação exigida. Projeto de lei tramitando no Congresso Nacional corrigirá essa distorção.

Brasil, o país das grandes distâncias

Os motorhomes que circulam no país são todos produzidos em fábricas brasileiras. O alto valor dos impostos limita a importação desses veículos .
O nível de conforto, qualidade e segurança dos motorhomes brasileiros é de padrão internacional.
A paisagem no Brasil é bem variada. Um extenso litoral com praias para todos os gostos, várias ainda pouco ocupadas; serras nas regiões Sul, com cidades típicas de colonização européia, e Sudeste onde se situam as antigas vilas da era de mineração do ouro. No Sudoeste impressionam as imponentes Cataratas do Iguaçu.
Com essa diversificação de atrativos turísticos e a extensão do país as viagens são sempre longas, e o motorhome é o veículo ideal.
No Brasil, “abençoado por Deus e bonito por natureza”, segundo um popular samba, as distâncias são muito grandes – 1.200 km entre Brasília e Rio de Janeiro ou São Paulo, 1.600 km do Rio de Janeiro a Porto Alegre, no Sul do país, ou 1.700 km até Salvador, na Bahia.
O maior número de campings situa-se nas regiões Sudeste e Sul. Nas estradas é freqüente pernoitar nos postos de combustível, durante a viagem.
Em pontos de interesse turístico onde não existem campings, busca-se estacionar junto a restaurantes, pousadas e em estacionamentos públicos, sempre locais seguros, que tenham ligações de água e eletricidade.
Por essa razão, os motorhomes são equipados com geladeira de padrão doméstico, fogão, banheiro completo, forno de micro-ondas, ar refrigerado, caixa de água potável de 200 a 400 litros e, com frequencia, gerador. Essa configuração proporciona conforto e autonomia de viagem.
São comuns viagens de 6 a 8 mil km. No início de 2008 viajei aproximadamente 6 mil km por toda a região sul, partindo de Brasília, onde moro.
A maioria dos motorhomes tem um comprimento entre 8 e 10 metros e, alguns, até 14 metros. A montagem daqueles de tamanho médio é em chassis de caminhão Volkswagen ou Mercedes, os mais populares no país.
Os chassis de 13 e 14 metros são das marcas Volvo e Scania. Um motorhome desse comprimento equivale a um ônibus rodoviário.
Mas estão se tornando cada vez mais populares veículos de 6.30 a 8 metros montados nos chassis da Mercedes Sprinter e Fiat Iveco com capacidade de 4 a 6.000 kg, e adaptações em furgões Renault Master e Iveco.
Como ocorre nos Estados Unidos, os proprietários de veículos maiores viajam sempre rebocando um automóvel ou jeep. Alguns levam motocicletas.
No próximo artigo informaremos sobre as fabricas de motorhomes com a apresentação de fotos dos vários modelos.

Luiz Edgar Tostes
Brasília, Brasil
Fevereiro 2009
Para “Tribuna Autocaravanista” - Portugal

quinta-feira, 5 de março de 2009

Tribuna dos Leitores

Várias vezes temos recebido dos nossos leitores feed-back às nossas opiniões e ideias. Por vezes achamos importante divulgar o teor desses contactos. É o que fazemos desta vez ao email recebido ontem por ocasião da mensagem sobre EM DEFESA DA LIBERDADE EM AUTOCARAVANA . O remetente foi o nosso leitor e companheiro Raul de Almeida que nos escreveu desde o Canadá e para o qual enviamos um fraterno abraço.

Laurindo Correia e demais

Apesar da imensa pôça que nos separa, pois vivo no Canada, partilho completamente a sua maneira de pensar do autocaravanismo em geral, que desde à 20 anos venho também defendendo nesse mesmo sentido.

No entanto, acho que a sua mensagem, pelo campo estrito desta tribuna, «é, não portadora às massas», e muito ganharia que, tal como ela está redigida, alcançasse uma difusâo muito mais alargada.
Estou convencido que quaisquer que sejam os meios idealisados para tal, (sem ir até à greve da fome), poderâo ser de grande proveito geral.

Deixo pois à vossa imaginaçâo «de generais», a incrementaçâo dos meios a conceber para o alcançar.

Obrigado por esta luta apreciada e necessária

Raul de Almeida

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Convite para a NAUTICAMPO 2009

Da organização da Nauticampo, recebemos a seguinte informação sobre a disponibilidade de Convites para esta Exposição. Para o fazer basta aceder ao endereço que indicamos no final desta mensagem e registar-se. Basta colocar o nome, a entidade(que pode ser a referência à TAC) e o endereço electrónico para o qual será remetido o convite.



Exmos. Senhores,
Com o objectivo de potenciar todos os canais de promoção NAUTICAMPO 2009 e de chegar à totalidade dos interessados do sector, foi especialmente criado para o efeito, um Convite Electrónico que enviamos em anexo, solicitando a Vossa colaboração através da sua divulgação e reencaminhamento para o vosso universo de contactos.
Agradecendo antecipadamente toda a colaboração, continuamos à vossa inteira disposição








Endereço para registo de visitantes: http://newsletter.fil.pt/nauticampo/convitestopfil09/convite.html

Relembramos que o horário da exposição aos fins de semana é das 10h00 às 20h00 e aos dias da semana das 15H00às 23h00.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Informação

Na Tribuna Autocaravanista cultiva-se a liberdade de expressão, mas também a selectividade responsável sem a qual a liberdade perde o sentido.

Por isso informamos que não publicamos "comentários" que nada tenham a ver com a mensagem respectiva, e/ou que contenham links promocionais para outras páginas web.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Tribuna dos Leitores

Sobre o texto publicado pela Tribuna na sexta-feira 9 de Janeiro com o título de: Autocaravanismo outro tipo de turismo, da autoria do companheiro espanhol Jose Pedro Coruso Presa, concordo e aplaudo o texto na integra, salientando alguns pontos de maior relevância para todos os interessados.

Escreve o autor:
Queremos chamar a atenção dos comerciantes, principalmente dos que se dedicam ao turismo, e das autoridades turísticas e dos políticos em geral: no nosso país existem múltiplos problemas para conseguir locais específicos onde se possa simplesmente parar, locais como os que existem por toda a Europa (só em França quase 5.000, como se pode comprovar na Internet http://www.eurocampingcar.com/es.htm), ainda que ultimamente haja cidades espanholas que tenham criado áreas específicas para autocaravanas, como La Coruña, Lugo, Victória, Bilbao , Valladolid, Cáceres e outras mais. Trata-se unicamente de ter uma zona de estacionamento, bem situada (refiro-me a estar bem conectada com os transportes públicos), dotada de água e grelha de descarga específica, ligada à rede de esgotos, com uma limitação de tempo de permanência (24-48 horas), para se poder visitar a zona e, evidentemente, nela gastar os euros.
Este é efectivamente um excelente exemplo que deveria ser implementado em Portugal, é efectivamente um bom exemplo para os decisores, nomeadamente para os Senhores autarcas e companhia governamental, antes de regulamentarem o que quer que seja, deveriam isso sim, dentro dos parques de estacionamento para todas as viaturas existentes por todo o Pais, deveriam delimitar pequenos espaços restritos só para Acs, como têm os camiões, Automoveis as bicicletas as motas, só os aviões não têm porque não cabem lá, eu já tive oportunidade de estar e parquear a minha Ac no parqueamento reservado a Autocaravanas inserido num enorme estacionamento para as restantes viaturas em la Coruna, situado numa área previligiada e muito próximo do centro da cidade, que efectivamente têm uma torneira de água, e sitio para despejos de águas residuais e wc. E isto meus caros completamente gratuito e com placas indicadoras de cidade amiga das autocaravanas, e respectiva indicação da direcção do parque em todas as entradas da cidade. Mas como penso que, quem não sente não é filho de boa... , talvez os " legítimos representantes desta classe de viaturas" ou os ditos clubes representativos dos associados Autocaravanistas, que tenham a cota dos associados em dia devessem adoptar como um ponto importante a seguir em Portugal.

Concordo e aplaudo na integra a descrição do Autor que passo a citar
Sem dúvida, também à que dizer que existe uma certa perseguição de muitos municípios às autocaravanas, que não nos permitem nem estacionar nos parques de estacionamento que cumprem os requisitos legais para veículos semelhantes aos nossos (pequenos camiões ou furgonetas). Dadas as circunstâncias actuais, e as ajudas do governo aos municípios, não seria má ideia da parte destes estudarem a possibilidade de realizar uma área deste tipo: é barato e a curto-médio prazo rentável para muitos comerciantes, o que beneficia toda a cidade.

Também esta descrição deveria ser tomada em conta pelas entidades ditas representativas dos Autocaravanistas, começar por verificar quais os decisores que são filhos de boa ..., e quais os "cegos ditadorezinhos" que insistem em ver os nossos pequenos camions ou furgonetas como uma tenda de campismo ambulante e que põem pura e simplesmente de lado os interesses dos condutores de Autocaravanas contribuintes também das verbas que as respectivas autarquias recebem do governo, tomarem as devidas providências jurídicas na tentativa de fazer ver aos cegos que as nossas furgonetas ou ou pequenos camiões intituladas de Autocaravanas não são efectivamente nenhumas tendas ambulantes. São simplesmente viaturas cujos ocupantes têm os direitos a parqueamento que deveriam ser semelhantes aos direitos dos restantes automobilistas.

As medidas expostas em Portugal pelos diferentes movimentos associativos ficam na minha modesta opinião muito aquém dos objectivos aqui descritos e que também na minha modesta opinião seriam os mais favoráveis a todos nós. deveria existir um movimento pela manutenção e melhoria dos locais de estacionamento que já existem, chamando á atenção das autoridades competentes para a criação dos respectivos espaços de parqueamento similar para todos os tipos de viaturas sem restrição por todo o território nacional, evitando assim o hastear da bandeira de organizações campistas nas tais areas de serviço independentes para autocaravanas onde pelo que se diz "irá ser possível e "permitido" aos autocaravanistas fazer campismo, que na minha modesta opinião tais organizações campistas deveriam era de se preocupar com os parcos serviços que efectivamente prestam aos seus utentes nomeadamente em alguns condomínios de barracas com a mesma designação de parque de campismo onde já não é possível a utilização da tradicional tenda, e onde a fiscalização da ASAE se têm "esquecido" de fazer a sua intervenção para beneficio de todos os campistas.

Esta é a opinião de um sempre simples viajante.

Autocaravana Adventure

sábado, 10 de janeiro de 2009

Tribuna dos Leitores

Na mensagem que abriu a Tribuna, e que constitui o nosso editorial, anunciámos o propósito de fazer deste Blog um espaço de liberdade de expressão em diálogo com os nossos leitores autocaravanistas.

Humildemente, sem frenesins, mas com determinação, vamos fazer desta Tribuna um espaço de liberdade, um púlpito aberto aos autocaravanistas que queiram partilhar as suas ideias e reflexões com todos aqueles que irão passar a seguir o que aqui se diz.

Fiéis ao nosso compromisso, temos mantido as mais diversas formas de diálogo com os leitores: trocas de emails, publicação de comentários às nossas mensagens, publicação de textos da autoria de autocaravanistas-leitores, mas também formas inovadoras de dar voz aos leitores como seja o barómetro de opinião sobre das mensagens publicadas ou a iniciativa que ontem iniciámos (e que nos sentimos estimulados a continuar), da realização de sessões da Tribuna ao Vivo: um espaço onde os tribunos entram em diálogo aberto com os leitores, em que através de chat (por escrito e com transmissão de voz e imagem) ouvimos, vemos e falamos com os nossos leitores e lhes permitimos que entrem em diálogo entre si e/ou que frontalmente nos questionem.

Fiéis ao nosso compromisso continuamos a reservar o espaço de publicação dos fins de semana para os nossos leitores.

Assim, amanhã publicaremos mais dois textos de companheiros que nos honram com a sua atenção:

  • publicamos com o destaque que merece, como mensagem principal, um comentário do companheiro Basílio Adventure feito a uma das mensagens que aqui publicámos;

  • publicamos um testemunho do nosso "Repórter" australiano, o companheiro José Rebelo, que nos brinda com o relato de uma experiência familiar a bordo de uma autocaravana, lá pela terra dos cangurus. Mais um exemplo do que é Ser e Sentir-se Autocaravanista.

Quando nos dá a honra de publicarmos um contributo seu?

Voltamos a referir que estamos receptivos à colaboração dos nossos leitores. Bastará para isso enviarem-nos as vossas contribuições ou sugestões para o email da tribuna: tribuna.autocaravanista@gmail.com


Esta é a Tribuna dos leitores autocaravanistas!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Tribuna ao Vivo

Caros amigos

Faz hoje um mês que colocamos o nosso primeiro comentário online. Desde então tivemos mais de 4200 visitas, o que perfaz uma média da ordem das 150 visitas diárias, (apesar de ser período de férias). Para além destas visitas diárias temos quase uma centena de leitores divididos entre os que nos seguem como "leitores fiéis" e os que subscreveram as actualizações do blog por email. São números que muito nos honram e estimulam, pois traduzem o interesse com que os autocaravanistas portugueses seguem o que vamos dizendo na Tribuna.
Também gostamos de saber que quem mais se sente incomodado com o que dizemos não resiste a ser nosso leitor, mesmo tentando escondê-lo. A forma desesperada e biliosa como manifestam o seu desacordo, seja no que escrevem, seja "votando" cegamente no barómetro da TAC, é para nós, obviamente, um incentivo. É a melhor prova de que as palavras emitidas desta Tribuna estão a fazer o seu caminho.

Para comemorar a efeméride do primeiro mês da TAC os tribunos decidiram estar disponíveis para conversar com quem poder e estiver interessado em falar sobre autocaravanismo de uma forma livre e sem preconceitos, hoje à noite entre as 22h e as 23h. Esta Tribuna ao Vivo pode ser acompanhada de diversas formas. Escrita, falada e/ou visual.
E é tão fácil, no lado direito do nosso blog imediatamente a seguir ao nosso e-mail está a secção Em Directo com a Tribuna .


Aí deverá colocar no último rectângulo (edit nickname) o seu nome. As suas mensagens podem ser colocadas no rectângulo do meio. Se o seu computador possuir uma placa de som, poderá em vez de escrever falar connosco e se tiver uma câmara poderá inclusíve ver-nos e ser visto. Para isso só terá que clicar no link que lhe enviaremos e que aparecerá no rectângulo maior. Não custa nada e vai ver que é extremamente fácil.
Qualquer dúvida poderá ser colocada para o nosso email (tribuna.autocaravanista@gmail.com) ou durante o horário da Tribuna ao Vivo colocar a dúvida directamente no rectângulo das mensagens.


Logo cá os esperamos.