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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Projecto de Lei Chumbado!!!

O plenário da AR chumbou hoje o Projecto-Lei apresentado pelo PSD, que formalmente visava regulamentar o estacionamento das Autocaravanas, mas, como oportunamente aqui denunciámos, na realidade o único efeito prático que teria era o de conduzir ao acantonamento dos autocaravanistas.

OBRIGADO senhores Deputados do Partido Socialista, do Partido Comunista, do Partido Ecológico “Os Verdes” e do Bloco de Esquerda!

Apesar do ruído, da manipulação e da tentativa de usurpação da legitimidade representativa dos autocaravanistas a que temos vindo a assistir entre a comunidade autocaravanista, os deputados do PS, CDU e BE souberam interpretar devidamente o ensurdecedor silêncio dos autocaravanistas portugueses como um grito de protesto.

É bom saber que entre os nossos legítimos e democráticos representantes na AR há quem tenha sabido ouvir a voz e os argumentos da razão. Tanto mais que para isso não foi preciso nenhum frenesim de diálogos mistificadores de um homem só a falar sozinho, como o triste espectáculo a que temos vindo a assistir nos Fóruns e Blogs de autocaravanismo.

BEM HAJAM, senhores Deputados!

BEM HAJAM aos vários autocaravanistas que se manifestaram junto do GP do PS contra este PL.

LauCorreia
Nuno Ribeiro
Raul Lopes

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mais uma vez, o CPA vai apanhar as canas dos foguetes do Boaventura

De cada vez que aqui me refiro ao CPA há por aí uns sendeiros de hálito salazarento que sobem ao castelo de Abrantes a urrar. Clamam pela unidade dos Cruzados DeAlém e de Aquém para silenciar esta Tribuna, perigoso reduto de infiéis ao bem-comum, “totalitários” “intelectualóides” e doidos varridos a precisar de urgente internamento psiquiátrico (entre outros “mimos”). Coitados, faz pena vê-los esgrimir tanto ódio e tanta tentativa reles de assassinato de carácter.

Exibindo a sua falta de educação e a sua diminuta capacidade intelectual (que a miude os impede mesmo de perceber o que aqui escrevemos), tentam atingir-nos com as suas atordoadas, não compreendendo que o insulto só a si próprios denigre, pois que sendo incapazes de discutir civilizadamente uma só ideia que seja, o que resulta das suas palavras é simplesmente um hino de louvor à ignorância. Tal como Salazar, sentem-se incomodados pelo facto de haver quem tenha craveira intelectual reconhecida. Por haver quem se atreva a pensar autocaravanismo e ouse dizer em público o que pensa.

Apetece-me fazer-lhes a vontade. Não por tais criaturas, mas por mim próprio que já estou farto de escrever sobre as derivas errantes do CPA e do MIDAP-Dc . Mas de cada vez que digo a mim mesmo que não vou escrever sobre coisas patéticas, logo os protagonistas do costume me obrigam a reconsiderar, pois há coisas que não podemos ignorar. Há coisas que é preciso denunciar!

Já há dias o companheiro Eugénio nos transmitiu o seu grito de indignação:

... já que se fala em ridículo, junto este também ... o Boaventura, sim o tal que em Abrantes gritou alto e bom som, "acabar com as ervas daninhas"; "correr com o professor" e outras coisas similares, é o mesmo que a "mando" do Ruy Figueiredo, segundo ele diz: "lhe deu os contactos, nº tlm e emails" anda a angariar autocaravanistas pra irem a Almeida, "a mais um arraial" com José Cid, Malhoa e afins, há e tudo grátis!!
... valhe-me Sto Ambrósio; o Ruy que sempre ignorou os sócios, que nunca respondeu no Fórum CPA quando foi interpelado pelos mesmos, agora delega nos seus "acólitos" a angariação pra arraiais... não há pachorra! ...

A situação a que se refere o companheiro Eugénio é grave de mais para poder ser ignorada por quem quer que esteja preocupado com o futuro do autocaravanismo em Portugal. Desta vez, para não variar, a Direcção do CPA voltou a esquecer a responsabilidade institucional do Clube e continua a permitir-se usar os sócios para apanhar as canas dos foguetes que o Boaventura lançou. Ora veja-se esta amostra do desnorte que grassa no CPA.

· A 14 de Dezembro, o vendedor Boaventura usa o Fórum do CPA para anunciar que 3 meses depois iria ser inaugurada uma Área de Serviço “no Parque Fluvial a borda da Ribeira de Meimôa na Freguesia de Benquerença”. Para que não houvesse dúvidas de quem era o mordomo da festa, Boaventura acrescenta: “Foi-me prometido pelo Srº Presidente da junta que haverá uma pequena supresa e animação”. (no lugar de "supresa" deve ler-se comezaina à borla).

· A 5 de Fevereiro “o CPA” vem de mansinho anunciar a AS como se de obra sua se tratasse:
"Companheiros
Nova Área em Benquerença
Esta nova Área será inaugurada no fim de semana de 13 a 15 de Março.
Mais informações sobre a inauguração serão fornecidas brevemente
."

· Mas, um mês depois é de novo Boaventura quem vem a terreiro:
comunico-vos que a data de 13/14 de Março prevista para a inauguraçãoda A/S em Benquerença fica adiada por motivos alheios á nossa vontade

· Em Abril, 2 dias depois da AG (onde não consta que o anúncio tenha sido feito), ficamos a saber que:
O CPA vai realizar o seu 40º encontro de 29 a 31 de Maio de 2009, integrando no programa a inauguração da àrea de Serviço de Bemquerença”.

· Só que, dias depois, quando nada o faria supor, o CPA vem dizer que:
O 40º Encontro anunciado é adiado devido ao convite feito pela Cãmara de Almeida aos autocaravanistas através do CPA, para a 3ª Edição da Feira das Artes e da Cultura e Festa do Bacalhau, nos dia 29, 30 e 31 de Maio.”

Que falta de profissionalismo!!!!

Desde o dia 1 de Abril que a Feira de Almeida estava anunciada. Agora é que a Câmara de Almeida convida “através do CPA”? O que se passou que justifique a anulação do Encontro em Benquerença?

O que aconteceu, simplesmente, foi que o Sr. Boaventura (que não tem qualquer cargo dirigente no Clube) já se tinha comprometido a levar “muitas autocaravanas” para a patuscada do bacalhau, pomposamente designada por “Encontro luso-francês de autocaravanistas em ambiente cultural”. Ou seja, o arraial do Boaventura et ses amis. A prova de que tal evento nada tem a ver com o CPA é que o Clube disse aos sócios esta coisa extraordinária: “os interessados devem contactar o companheiro Cândido Boaventura para: candidoemilia@iol.pt “.

Será que o CPA deixou de ter sede, telefones, funcionária e email? Ou esta é mais uma forma de tentar justificar o injustificável: como é que o sr. Boaventura dispõe da lista de contactos telefónicos de todos os sócios do Clube?

Como é possível que o CPA deixe de acarinhar a inauguração de uma área de serviço, anulando mesmo um Encontro do Clube já anunciado, para ir atrás dos foguetes do Boaventura? Será que para o CPA uma patuscada vale mais do que uma Área de Serviço?
Como pode um Clube com o historial do CPA deixar-se instrumentalizar pelos interessesinhos do amigo do presidente Ruy Figueiredo? Afinal quem manda no CPA? Como pode a vontade do Boaventura sobrepor-se a uma decisão da Direcção?

Com estas trapalhadas o CPA está a prestar um péssimo serviço à imagem do autocaravanismo português. Um clube que assim se comporta não pode esperar ser levado a sério pelas instituições públicas, nem sequer pelos autocaravanistas que não sejam afectados pela gula de alarves provincianos.


E não se pense que isto é uma estratégia para criar mais uma AS. Há 3 anos aconteceu exactamente a mesma coisa, e já então se disse que a razão de ser da patuscada em Almeida era a criação de uma área de serviço. Já então houve quem tentasse manipular e servir-se do CPA para fins de promoção pessoal. Por isso a Direcção de então decidiu que não se associaria ao evento. Mas já há 3 anos, mesmo contrariando a decisão da Direcção a que presidia, Ruy Figueiredo decidiu ir “a título pessoal” à patuscada do seu amigo Boaventura. E este retribuiu-lhe o apoio com a deselegância de falar aos jornalistas na qualidade de representante dos autocaravanistas portugueses, tudo tendo feito para que a presença do presidente do CPA no local fosse ignorada. Tanto assim que até houve quem viesse a público afirmar que o mérito das 6 dezenas de autocaravanas presentes se devia ao esforço de mobilização dos dirigentes de outro clube.


Enfim, há 3 anos, como agora, parece que Ruy Figueiredo não aprendeu a lição. Por isso companheiro Haddock se o espectáculo do Ruy Figueiredo e do seu tradutor Boaventura em Abrantes foi fonte de inspiração para a sua rábula dos gauleses, recomendo-lhe vivamente que não perca a parte II em Almeida, onde le moussier Boneventure exibirá perante ses amis francius os seus predicados. Os franceses retribuirão com um convite para outra patuscada em terras gaulesas, a que não faltarão les 2 amis portugas. Os francius não têm bacalhau, mas têm bom vinho! Ah... e oferecem medalhas de "mérito" a quem lhes serve de guia em Portugal e os leva a degustar umas patuscadas, de preferência pagas pelas Autarquias Locais.

Assim vai o autocaravanismo português... Até quando vamos continuar a confundir responsabilidades institucionais com interesses e caprichos de vaidade pessoal?
Como disse o Eugénio: ... não há pachorra!


Raul Lopes

terça-feira, 21 de abril de 2009

O mau comportamento de alguns legitima a perseguição de todos os autocaravanistas


El Egido, na Província de Almeria, sul de Espanha, era tido como um paraíso selvagem para os autocaravanistas, já que as praias e o tempo ameno convidavam a ir até lá, e uma vez lá, “ninguém chateava”.
Não custa admitir o que por lá se foi passando, e as queixas de residentes não tardaram. No Verão passado um habitante fotografou um autocaravanista a despejar a sanita na sarjeta e com essa ilustração apresentou queixa no Município local.
A 3 de Dezembro último a Autarquia aprovou um regulamento que no seu artigo 26 estabelece:
No están permitidos los siguientes usos impropios de los espacios públicos y de sus elementos: acampar en las vías y los espacios públicos, acción que incluye la instalación estable en estos espacios públicos o sus elementos o mobiliario en ellos instalados, de tiendas de campaña o tinglados similares, así como la permanencia de autocaravanas o caravanas, salvo autorizaciones para lugares concretos. De incumplir esta norma de conducta, el Ayuntamiento podría sancionar al infractor con multas que oscilarían entre los 0,60 y los 300 euros.

Por agora a Polícia Local limita-se a dar um ultimato de 72 horas para os autocaravanistas retirarem, sob pena de serem rebocados. No Verão logo se verá o que acontece.
Uma coisa é clara desde já: esta é mais uma situação onde o mau comportamento de alguns legitima a perseguição de todos os autocaravanistas.
Definitivamente precisamos todos de compreender que pernoitar em autocaravana não pode confundir-se com acampar na via pública. Mais, se queremos ter legitimidade para reclamar os nossos direitos de turistas itinerantes, então temos que aceitar que o preço a pagar é impormos a nós mesmos um comportamento irrepreensível. De contrário continuaremos a ser vistos simplesmente como selvagens, seja pelas populações locais, seja pelos seus representantes institucionais.
Pior do que o efeito ambiental destas práticas é o efeito perante a opinião pública. Pensem nisso!

Raul Lopes
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terça-feira, 7 de abril de 2009

Comportamentos erróneos no estacionamento de autocaravanas

No dia 30 de Março, o nosso amigo e companheiro Rui Cruz publicou no fórum do CPA a mensagem que a seguir reproduzimos. O texto traduz muito bem o nosso sentimento sobre este tipo de comportamentos e a problemática em que pode estar envolvido o futuro do autocaravanismo se eles persistirem. Na TAC aproveitamos assim para nos juntarmos ao grito de protesto do Rui na repúdia por este tipo de comportamentos.

Rui, no autocaravanismo como na vida, não deixes que o cansaço se apodere de ti, continua a erguer a tua voz e a remar contra a maré.

Olá a todos os Companheiros(as)

Há imenso tempo que não venho ao forum por razões que agora não interessam mas, depois de ver o que vi ontem, não poderia deixar de vir aqui relatar o que presenciei na Praia da Figueirinha em Setúbal em pleno Parque Natural da Arrábida e do Estuário do Sado. Nesta praia há alguns anos a esta parte que, aos fins de semana se juntam algumas AC para beneficiar da paisagem extraordinária e da praia sossegada, embora de água geralmente fria.

Julgo que até ao momento nunca houve qualquer problema de segurança e, muito menos com as autoridades a incomodarem quem quer que fosse por ali estar. Verdade seja dita que das vezes que ali fiquei também nunca vi ninguém prevaricar e/ou desrespeitar o código de boa conduta que é apanágio dos verdadeiros autocaravanistas mas, ao longo dos primeiros meses deste ano, servindo aquele local como ponto obrigatório na voltinha de fim de semana (sem AC) por lá tenho passado variadas vezes e o que tenho visto, e que teve o seu auge ontem não me pode deixar indiferente.

No estacionamento do lado Este do restaurante, do lado do molhe e do Forte de Outão, encontravam-se ontem cerca de doze AC, algumas estrangeiras e outras nacionais que se encontravam estacionadas paralelamente à praia e não na perpendicular como seria de esperar. Resultado, metade daquele estacionamento estava ocupado pelas AC retirando, assim, imensos lugares de estacionamento aos restantes veículos.

Felizmente que o tempo ventoso não era propicio à deslocação de muita gente à praia senão não faltariam os reparos e os protestos contra tal situação.É inconcebivel que se continuem a adoptar tais comportamentos em que quem pode desenrasca-se sem se importar com os outros. É o perfeito apanágio do "salve-se quem puder" em que até estes senhores estrangeiros vêm fazer no nosso Pais o que, certamente, não podem fazer nos países deles agravado pelo facto de que os portuguêses em vez de os corrigirem e chamarem cortezmente à atenção não, adoptam o mesmo comportamento e fazem com que todos sejam considerados "farinha do mesmo saco".

Não nos admiremos, portanto, se nos próximos meses, antes do inicio do período balnear, por lá aparecerem alguns sinais a pôr fim não só aquela imoralidade mas, e acima de tudo, a pôr fim ao estacionamento e a qualquer permanência de AC naquele local. É por tudo isto que cada vez há mais pessoas a olhar-nos como "saltimbancos" de casa às costas, usurpadores e desrespeitadores de locais, gentes e meios envolventes.

Por estas e por outras o Movimento Autocaravanista está como está. Dedicamo-nos a discutir o acessório e nunca nos preocupámos seriamente com o essencial. Cada um tem o que merece.

Obrigado.

Rui Cruz

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Homenagem ao generoso inventor do touring

Directamente da cidade Luz, recebemos este naco de fina literatura que não resistimos a partilhar com os nossos leitores:

"À entrada do camping... Ainda espreitei pelo canto dos olhos para ver se estava por ali algum dos escorrimentos rancorosos e ressabiados, da bancada do bota-abaixo do movimento dos autocaravanistas. Mas não, ficaram a falar sozinhos na berma da estrada da internet, a olharem para os egos mal contidos pelos espelhos em que se remiram, babados na auto contemplação doentia. Ninguém à vista! E entrámos, suspeitando porém de uns feios bichos anões, um falcão, um lacrau, uma caracoleta e um tartarugo aluados e ranhosos, com ares de xerifes frustrados."

Quem é o “iluminado” autor? Ora descubra lá... nós ajudamos: é um autocaravanista sério, de boa vontade que, com serenidade, tranquilidade e perseverança luta de forma desinteressada, altruísta e voluntária por uma nobre causa de turismo, lazer e cultura, que alguns saloios designam por “touring” por pensarem que é mais fino e distintivo.

Ainda não descobriu quem escreveu aquela frase única? Nós damos mais uma ajuda. Leia lá esta obra prima do mesmo autor d´O Direito ao Autocaravanismo:

"Quem de certeza não representa os Homens, nem tem qualquer representatividade para questionar, senão o próprio ego, são os miseráveis que desenvolvem comportamentos anti-sociais, e se excluem do convívio em sociedade, e que no seu bota-abaixo falam sozinhos como autistas, perante espelhos que lhe reproduzem os gestos inconsequentes.
O movimento autocaravanista tem vindo a conhecer cada vez mais evidências de tomada de consciência pelo autocaravanismo, não apenas sobre os veículos, a problemática das autocaravanas e os estacionamentos, nem sobre questiúnculas entre autocaravanistas provocadas por quem não cresceu até ser Homem. Assim, multiplicam-se construtivamente, os blogs, as iniciativas e as realizações quer por parte da sociedade civil, quer por parte das autoridades públicas. O movimento dos autocaravanistas atingiu a sua maioridade, está pois em marcha: ordeira, consciente, cooperante e sistemática. Sem papas, sem papões, sem papás.
"

Do alto desta Tribuna fazemos uma vénia ao nobre e distinto autor deste fel que a Bocage faria inveja.

Para quem tivesse dúvidas, aqui está a prova de que o culto e erudito Doutor Luís Nandin de Carvalho é um autocaravanista de bem, sério, bem formado... e sobretudo muito bem educado!

Isto sim, é mostra de classe e nobreza só ao alcance dos iniciados e dos escolhidos. Faz tempo que a ditosa Pátria nos não legava um tão distinto filho. Que privilégio o dos autocaravanistas em poderem contar com ele, não exactamente entre nós, mas bem acima de nós.

Pela proliferaria das suas inigualáveis ideias, pelo empenho que tem colocado na construção de castelos na areia, pela insuspeita postura que em público e em privado tem mantido, pela esmerada educação e fino trato que tem revelado, já era altura dos autocaravanistas se unirem para lhe erguerem uma estátua, senão igual à do Marquês de Pombal, pelo menos com o gabarito de um elefante com o tamanho dos que cresceram até à idade de caminharem para o cemitério pelo seu próprio pé.
Assim sendo, daqui se convocam todos os autocaravanistas de bem e se lhes ordena: FAÇA-SE, JÁ! Nem que para isso seja necessário derrubar todas as estátuas erigidas a Gil Vicente, Camões, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Saramago e outros que tais!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Quem anda a enganar quem no autocaravanismo?

Durante esta semana passámos aqui em revista algumas das trapalhadas e malabarismos com que o "movimento transversal" dos autocaravanistas nos tentou fazer crer que são os salvadores da pátria do autocaravanismo. Para finalizar a semana escolhemos o tema das reuniões entre o MIDAP e o Turismo de Portugal.

Em Dezembro último uma delegação dos “autocaravanistas sérios” reuniu-se com dois técnicos do Turismo de Portugal e descreveu assim a reunião:

"Neste contexto, foi sublinhado o entendimento aliás maioritário no sector, de que a recente legislação sobre turismo do espaço rural e a portaria sobre parques de campismo apenas se aplica as autocaravanas se e quando usadas como alojamento em campismo, e não em autocaravanismo itinerante.
Deste modo, a actividade do autocaravanismo que não implique a pratica de campismo continua, do ponto de vista oficial, livre e desregulamentada, sujeitando-se apenas à legislação genérica, designadamente ao código da estrada, e demais diplomas do domínio do ordenamento do território e ambiental e ainda às posturas municipais
."

Este arrasoado não faz sentido e é contraditório nos seus próprios termos. Para ver que assim é basta pegar no final da frase e lembrar que não faltam por ai “posturas municipais” que definem como sendo campismo a simples utilização da autocaravana no espaço público. Mas, ... fixemos a nossa atenção noutro aspecto: quem constitui o tal entendimento maioritário no sector? Será a AECAMP, a FCMP, o CPA, o CAB e o MIDAP??? Uma coisa é certa, o membro do Governo responsável pela publicação da Portaria não é certamente como no final poderemos constatar…

Mais recentemente e ainda segundo o MIDAP, graças aos “esforços desenvolvidos de forma desinteressada, e em regime de voluntariado dos seus colaboradores”, ficamos a saber que está em curso “pelo núcleo de apoio ao autocaravanismo criado neste departamento do Estado” (Turismo de Portugal) várias iniciativas que vão proporcionar melhores condições para a prática individual e em liberdade do autocaravanismo.

Em rigor podemos dizer que FINALMENTE concordamos em absoluto com o MIDAP. Realmente o “trabalho” aqui mencionado pelo MIDAP em conjunto com o Turismo de Portugal vai proporcionar melhores condições para a prática do autocaravanismo. Como todos sabemos dentro dos parques de campismo temos à nossa disposição energia eléctrica, água, casas de banho, lavandarias, e outras infra-estruturas que não encontramos num simples estacionamento de automóveis… Não pensem os nossos estimados leitores que estamos de algum modo a ser irónicos. É que a (triste) realidade é mesmo esta, as melhores condições que o Turismo de Portugal vai proporcionar (em colaboração com o MIDAP) é remeter as autocaravanas para os parques de campismo. Certamente que nos próximos dias teremos mais uma investida do MIDAP e respectivos voluntários colaboradores a tentar desviar a atenção dizendo que o assunto da Portaria 1320/2008 está já mais que esclarecido de que só se reporta ao autocaravanismo enquanto campismo e que todos os que não pensem assim estão a agir de má fé….

Pois bem, para além dos elementos da Tribuna, que não acham que esta portaria só regulamenta o autocaravanismo enquanto forma de campismo e que ela é altamente lesiva dos nossos interesses enquanto praticantes do turismo itinerante, existe pelo menos mais outra pessoa que (acreditando nas palavras do MIDAP) está a agir de má fé nesta questão. Essa pessoa é apenas o Secretário de Estado do Turismo (o membro do governo responsável pelo Turismo de Portugal e pela portaria 1320/2008), que nas sessões de esclarecimento sobre o Novo Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos claramente indica que uma das novas modalidades do novo regime será o Autocaravanismo, a que, finalmente, é dada a autonomização face ao campismo, através da portaria 1320/2008….

Curiosamente esta informação está disponível no site do…Turismo de Portugal!!! Para aceder clicar aqui e ver o slide 13, que seguidamente reproduzimos.


E agora, quem engana quem? Serão os elementos desta tribuna que desde sempre alertaram para os perigos que a publicação da portaria traria para o autocaravanismo enquanto turismo itinerante, ou serão, os elementos do MIDAP que desde o primeiro momento se congratularam por terem ajudado a alterar (em prejuízo da nossa liberdade) a portaria?
Será isto apenas o resultado da incompetência e das trapalhadas próprias de quem entrou em frenesim para “mostrar serviço” escondendo a sua incapacidade para reflectir sobre autocaravanismo, ou será que existem outras motivações para sistematicamente andarem,
“simplesmente”, a mistificar a realidade tentando iludir os autocaravanistas?

Sabemos que no jogo político a demagogia não é crime, mas há limites para tudo, até para a demagogia. Todos temos presente que a justificação dada para a criação atabalhoada do MIDAP foi para ir a tempo de intervir na discussão pública da Portaria sobre campismo. Entretanto fizeram-no, com os resultados que estão à vista de todos, mas não revelaram capacidade para fazer o que quer que fosse de positivo (tão pouco mostraram saber sobreviver sem a protecção tutelar do fundador). Esgotado que está o projecto do MIDAP, não seria altura de decidirem acabar com a palhaçada e extinguir aquilo que verdadeiramente nunca existiu?

Seguramente esse seria o melhor serviço que actualmente o MIDAP poderia prestar ao autocaravanismo português.

segunda-feira, 16 de março de 2009

A Tribuna Autocaravanista e o actual momento do Autocaravanismo em Portugal

Face ao aparecimento de alguns comentários em fóruns e blogs, inclusive na TAC, impõe-se fazer alguns públicos esclarecimentos.

A Tribuna Autocaravanista tem como único e central objectivo contribuir para o debate sobre a temática do autocaravanismo e as suas várias vertentes, com especial ênfase sobre o autocaravanismo enquanto turismo itinerante. Várias vezes nos últimos 3 meses de uma forma clara, directa e objectiva temos dado o nosso contributo através da publicação diária de sugestões, opiniões, comentários críticos e alertas sobre o actual momento que atravessa o autocaravanismo.

Se de alguma forma temos visado alguém ou algum grupo em particular isso deve-se, tão só, a uma análise crítica sobre o percurso por eles escolhido, que somos livres de considerar incorrecto. Vivemos em Democracia e sentimo-nos com iguais direitos de cidadania, que nos permitem comentar ou agir em função das nossas convicções. Se existem tantos “agentes” que se vêm arrogando como “nossos” defensores, sem que para isso lhes tenhamos passado qualquer credencial, porque razão haveríamos de ser cerceados de um Direito Constitucional – o da livre expressão e pensamento?

Sentimos que os caminhos percorridos são perigosos e que nos podem levar a perder o maior dos fundamentos de um autocaravanista – o da sua liberdade de viajar, usufruindo das potencialidades da viatura que adquiriu. Não procuramos atacar pessoas, mas criticamos acerrimamente as ideias que alguns procuram impor como “salvadoras”, quando delas abertamente discordamos ou sobre as quais temos fortes dúvidas.

Paralelamente, temos também sido contundentes com o CPA, pela forma como o maior e mais representativo clube de autocaravanismo português tem sido (mal) gerido, desbaratando um capital ganho no biénio 2006/07.

Nada nos move contra ninguém a título pessoal. Mais, não temos interesses particulares, económicos, políticos ou de qualquer outra espécie no meio autocaravanista. Se somos incómodos é porque não assobiamos para o lado ou voltamos a cara quando vemos que algo está mal ou do qual não concordamos. Não fazemos acusações gratuitas só porque existem pessoas com ideias diferentes daquelas que publicamente assumimos. Também ninguém nos viu fazer ameaças ou infundados assassinatos de carácter. O que nos move é o direito de opinião cimentado na defesa intransigente da nossa liberdade individual – um anseio colectivo - que não pode nem deve ser posta em causa por ninguém, mesmo que por mera ingenuidade, e muito menos por parte de quem tenha eventuais interesses particulares. O que lastimamos profundamente é a evidente e incompreensível situação penosa porque passa o maior clube português de autocaravanismo. A nossa actuação, a nossa crítica, não pode ser interpretada com o fundamento da “destruição” mas antes como um alerta à consciência dos seus associados para uma desejável reversão. Quem se calou ou, pior ainda, apoia a actual desgovernação do CPA, é que será responsabilizado pelas consequências negativas que esta gestão trará ao Clube e aos autocaravanistas num futuro próximo.
Como pode um clube com quase dois mil sócios ficar feliz com a unanimidade de uma AG onde apenas compareceram umas escassas dezenas de pessoas?
Melhor fora que aqueles que sem mostrar dispor de uma única ideia válida para o autocaravanismo apenas se preocupam em atingir o bom-nome dos autores deste Blog, se preocupassem antes em encontrar resposta para estas questões:
- O que pensarão do actual momento do CPA os mil e tal sócios que deveriam estar na AG e não estiveram?
- Porque será que cada dia que passa é menor a proporção de autocaravanistas que se revê no CPA?
- Porque foram criados no último ano 4 Clubes formados por autocaravanistas sem que o CPA revelasse qualquer capacidade de inverter este processo de fragmentação do movimento associativo?

Parece que anda por aí muita gente com medo de enfrentar a verdade dos factos!

Não dizemos mal só por dizer ou só para contrariar quem quer que seja. Demonstramos inequivocamente porque criticamos as opções que alguns insistem em seguir e apontamos soluções e possíveis caminhos que poderão ser seguidos em alternativa.

Não nos escondemos em pseudónimos ou em acrónimos. Damos o nome e a cara em defesa das nossas convicções, não porque somos melhores que os outros, mas porque assumimos a nossa discordância legitimados na saudável frontalidade que só dignifica quem se sente com direito e vontade de intervir.

Não somos, certamente, mais uns teóricos que do seu pedestal imaginário, vão mandado “bitaites” que apenas contribuem para o ruído de fundo que vai afastando aos poucos e poucos os autocaravanistas do associativismo. Temos provas dadas sobre o que fazer e da forma de proceder para atingir uma correcta dinâmica institucional do autocaravanismo e para a dignificação social da imagem dos autocaravanistas. Ao contrário de muitos, temos provas dadas e temos ainda bem presente na memória aquilo que foi possível atingir em tão pouco tempo.

Vamos continuar a mostrar como a demagogia, a hipocrisia e a manipulação tem sido usada e abusada pelos pseudo autocaravanistas “bem formados” que constituem um pretenso movimento representativo dos autocaravanistas portugueses.

Dito isto reafirmamos do alto desta Tribuna que não somos, nem ambicionamos ser, nenhum Clube mas que nada nos demoverá de prosseguir o caminho que anunciámos na primeira mensagem que aqui publicámos e que parcialmente recordamos:

Porque não há machado que corte a raiz ao pensamento...a Tribuna segue os trilhos dos autocaravanistas itinerantes que buscam a liberdade alicerçada na razão crítica e na dignidade social.

Afinal quem somos e o que queremos nós ao envolver-nos na criação desta Tribuna Autocaravanista?Bom, em face do que se tem visto por aí nos últimos tempos, o melhor é começar por esclarecer o que não somos: não somos o embrião de nenhum clube; não somos obreiros de nenhum círculo, nem triângulo, nem sequer um quadrado ou um losango. Somos simplesmente autocaravanistas com o saber acumulado pela vida e pela experiência enquanto dirigentes associativos. Somos autocaravanistas que seguem com apreensão o rumo que o autocaravanismo vem seguindo em Portugal. Somos autocaravanistas que cultivam a liberdade alicerçada na responsabilidade, e que não hipotecam a consciência ao jogo oportunista do discurso politicamente correcto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

TOLEDO: mais um gesto de perseguição aos autocaravanistas

Pela mão do companheiro Vicente, de Gijon (http://www.areasac.es/), tomei conhecimento de mais um gesto de perseguição (i)legal aos autocaravanistas.
Desta vez é em Toledo, onde o Município acaba de aprovar um Regulamento Municipal sobre a ocupação do espaço público. Para além de definir as condições de licenciamento de bares, esplanadas e quiosques, o Regulamento estabelece na secção 10, artigo 107, que é proibido:
“Acampar nas vias e espaços públicos, acção que inclui a instalação no espaço público ou nos seus elementos móveis de tendas, veículos, autocaravanas ou caravanas, salvo em lugares concretos autorizados. Também não é permitido dormir de dia ou de noite nesses espaços.”
Este é mais um exemplo do que pode vir a acontecer-nos em Portugal no futuro, até porque também cá a regulamentação do uso do espaço público é competência das Autarquias Locais. O artigo 29º da recente Portaria regulamentadora do campismo até já definiu quais são os “lugares concretos autorizados” para a pernoita das autocaravanas.... só não vê quem não quer ver.
Este é mais um exemplo que mostra como é importante os autocaravanistas organizarem-se, mobilizarem-se e lutarem pela defesa dos seus direitos. Para ser autocaravanista não basta ter uma autocaravana, temos que colectivamente criar condições para podermos desfrutar dela em liberdade.
Este é mais um exemplo que mostra o perigo que é os autocaravanistas deixarem-se conduzir por entidades a quem apenas interessa rentabilizar os Parques de Campismo.
Este é mais um exemplo que mostra como é um disparate querer alterar-se o Código da Estrada para criar um sinal de trânsito que permita a descriminação das autocaravanas. Já nos basta o sinal com a caravana que foi criado apenas para indicar a localização dos parques de campismo, mas agora só é usado para nos empurrar para lá.
Este é mais um exemplo que mostra como temos razão em criticar o rumo que o autocaravanismo vem seguindo em Portugal.
Este é mais um exemplo que mostra o baixo nível intelectual daqueles que nos acusam de fazer ataques pessoais quando nos limitamos a criticar ideias, daqueles que têm necessidade de permanentemente dizer que são sérios e bem intencionados (certamente por duvidarem de que o sejam), daqueles que perdendo a noção do ridículo nos chamam cobardes, daqueles que revelam a sua ordinarice ao socorrerem-se de ditados populares para chamarem aos autores desta Tribuna “cães” que rosnam e “burros” cujas vozes não chegam ao céu, etc... Assim se vê quem é que diz adoptar códigos comportamentais de RESPEITO mas passa a vida a fazer ataques pessoais do mais baixo nível, ataques que de tão ordinários não atingem ninguém apenas desqualificam quem os faz. É triste ver pessoas que são incapazes de contrariar um só dos nossos argumentos a reagirem desta forma.
Se não fosse tão pequena a capacidade intelectual dessas pessoas usariam antes aquele ditado que diz: se vires as barbas do vizinho a arder põe as tuas de molho.
Isso lhes permitiria perceber que aquilo que está a acontecer em Espanha nos pode acontecer a nós em qualquer momento e que, face a esta ameaça, muito do que os auto intitulados heróis do autocaravanismo português vêm fazendo não passa de uma sucessão de atitudes irreflectidas, de trapalhadas e asneiras pelas quais mais tarde ou mais cedo todos os autocaravanistas terão que pagar.
A informação que a TAC divulgou anteontem sobre o que já se está a passar no Algarve é bem clara. Só não vê quem teima em não querer ver.

Raul Lopes

quarta-feira, 11 de março de 2009

Abriu a época de caça às autocaravanas no Algarve

Mais cedo do que o habitual, este ano já abriu a época de caça às autocaravanas no Algarve.
No dia 17 de Janeiro alertámos aqui para uma operação da GNR em Armação de Pêra cujos fundamentos legais não foram devidamente explicados, nem quando nós próprios solicitamos explicações ao respectivo comando.
Um mês depois, a 16 de Fevereiro, também aqui na Tribuna, alertámos para o risco de se estar a preparar no Algarve a primeira aplicação do conceito de área de serviço criado pela Portaria 1320/2008, isto é, um Parque de Campismo exclusivo para autocaravanas, abrindo caminho para posteriores regulamentações que imponham estes espaços como os únicos onde se pode pernoitar.
Agora é o CCP que nos revela mais uma atordoada contra os autocaravanistas, vinda a público no jornal Postal do Algarve, que pode ser visto aqui (para ler basta fazer clique sobre a imagem) num recorte que acompanha a mensagem do fórum que revelou à comunidade autocaravanista a notícia.
Da jornalista (??) Joana Lança que assina a peça não há muito a dizer, pois, ignorando as mais elementares regras de imparcialidade a que o dever deontológico a obriga, limita-se a escrever aquilo que lhe segredaram ao ouvido, manifestamente sem perceber do que está a falar.
O que é extraordinário, mas não original, é o discurso do dono do Parque de Campismo de Cabanas de Tavira. Este senhor faz contas à vida e sonha com os 30 mil euros/mês que receberia se as autocaravanas que estão nesta altura estacionadas em Tavira estivessem no seu camping. Como tal não acontece e o Parque tem prejuízo, a culpa é dos autocaravanistas. Este discurso é absolutamente inaceitável por duas razões:
Primeira, numa economia de mercado os consumidores têm a liberdade de decidir comprar ou não os produtos-serviços que lhes são oferecidos. Ora, neste caso o que acontece é que os autocaravanistas não reconhecem como justo o preço que o camping lhes cobra pelos serviços prestados. Se eles se sentissem bem no Parque não se limitavam a passar lá uma noite para tratar da logística e higiene pessoal.

Segunda razão. É abusivo, e despropositado, pensar-se que se os autocaravanistas forem expulsos do local onde estão se irão instalar no Camping de Cabanas de Tavira. Os autocaravanistas têm um sentido muito apurado da injustiça persecutória, por isso quando são vítimas das autoridades são os primeiros a perceber que os mandantes são os donos dos campings e... simplesmente mudam-se para outras paragens.
Curiosa é a coincidência entre o argumento “do prejuízo que os autocaravanistas selvagens” estão a provocar ao parque de campismo e o argumento usado no Relatório da CCDR-Algarve que no Verão passado contestámos. Também aí se dizia que o facto dos autocaravanistas pernoitarem fora dos campings representava um prejuízo de 8 milhões de euros para a Região. Mais cedo do que esperávamos a realidade veio dar-nos razão.

Enquanto alguns se entretêm exibindo-se com espalhafato na Assembleia da República, no Instituto de Turismo e no comando da GNR alegando que “aquém e além” se faz a interpretação que lhes convém da Portaria 1320/2008, a realidade vai colocando os autocaravanistas cada vez mais próximos do momento em que serão empurrados para dentro dos campings. Deste modo os autocaravanistas estão a ser vítimas, em primeiro lugar, dos gestos irreflectidos de um minúsculo grupo que na ânsia de encontrar a legitimidade representativa que lhe falta se entrega a um desmedido frenesim para mostrar serviço. Trata-se de uma estratégia de fuga para a frente, saltando de trapalhada em trapalhada, tentando escamotear fracassos e erros com outros erros, quando o que se impunha era emendar a mão.

Duvida da análise que fazemos? Então atente nas palavras do Presidente da Câmara de Tavira, amigo e membro da mesma direcção distrital do partido a que pertence Mendes Botas (o PSD), presidente da sub-comissão de turismo que recebeu a auto-designada “delegação de qualificados autocaravanistas” na AR e que agora se diz estar a preparar uma iniciativa legislativa do grupo parlamentar do PSD.
O Presidente da Câmara, Macário Correia, diz sem margem para dúvidas o que pensa vir a fazer. Quando for “oportuno” ele vai “resolver” o problema das autocaravanas estacionadas em Tavira. Quando será isso?... quando o parque de campismo estiver licenciado.
De que licenciamento fala Macário Correia? Da conclusão do licenciamento do camping de Cabanas, ou estará a referir-se ao anunciado novo parque para autocaravanas licenciado a coberto do artigo 29º da Portaria regulamentadora do campismo? De que forma pensa ele vir a resolver o problema? Nós arriscamos responder: fazendo aprovar um Regulamento Municipal que proíba as autocaravanas de estacionarem fora dos locais definidos pela Portaria 1320/2008, sendo as autoridades policiais encarregues de “encaminhar os autocaravanistas para os locais adequados”, como se propôs no Relatório da CCDR-Algarve que nos valeu sermos atirados para a fogueira por então o termos criticado.

Os agricultores (excepto aqueles que são ignorantes de mais para serem agricultores não sabendo distinguir o trigo do joio) sabem que as ervas daninhas acabam por expulsar e aniquilar as boas colheitas.
Os estudantes de economia cedo aprendem que a moeda fraca (a má moeda) expulsa do mercado a moeda forte (a boa).
E toda a gente sabe que as más ideias, assim como as más notícias, são as que mais depressa se propagam.
Infelizmente, qualquer destas três regras tem aplicação no autocaravanismo em Portugal. Se continuarmos a assobiar para o ar enquanto uns poucos se vão divertindo, actuando de forma irreflectida e fazendo-o em nosso nome, mais tarde ou mais cedo todos iremos pagar por isso. Acumulam-se os sinais de que esse momento poderá estar mais próximo do que parece.
Curiosamente esta "notícia" sobre Tavira surge na mesma semana em que a Câmara de Loulé anunciou a construção de um novo Parque de Campismo em Quarteira: um parque de campismo de 4 ou 5 estrelas, diz a autarquia em comunicado, prevendo-se que "este parque contemple não só o campismo, como também o autocaravanismo como forma de resolver alguns problemas de abuso de utilização do espaço público na região”.
É assim tão difícil perceber como pensa a Câmara resolver os problemas de abuso de utilização do espaço público?
Ah, para quem pensa que as autarquias locais se conquistam com arraiais, lembramos que Quarteira é "o quintal" do sr. Cândido Boaventura, o sócio do CPA que se dedica à venda de máquinas para áreas de serviço, e que ainda recentemente o CPA realizou um Encontro precisamente em Quarteira, supostamente fazendo parte da estratégia para aqui instalar uma AS. Parece que valeu a pena...

sexta-feira, 6 de março de 2009

Ser dirigente é um prémio de reconhecimento ou uma responsabilidade?

Normalmente as colectividades debatem-se com a dificuldade de encontrar quem esteja disponível para assumir a sua liderança. Mas, paradoxalmente, não faltam nos clubes quem esteja desejoso de se exibir em palco. Resultado: muitas vezes colocam-se na Direcção dos clubes pessoas que não têm um mínimo de competência para o cargo, mas que estão desejosas de o ocupar. Mais, acham que têm direito a ocupá-lo, como compensação pela dedicação tributada ao Clube.

A meu ver, enquanto aceitarmos a lógica de usar os lugares nos cargos dos órgãos sociais dos clubes como prémio, como compensação, como “pagamento de favores”, etc. estamos a hipotecar o futuro esses clubes. Estamos a fazer definhar o espírito associativo.

O movimento associativo está cheio de situações que me contradizem, mas para mim ser dirigente é assumir uma responsabilidade, não é usufruir de um prémio de reconhecimento social pelos bons serviços antes prestados à colectividade a que se pertence. Para estas pessoas os Clubes devem dispor de uma Galeria dos Notáveis onde exibam as fotos emoldurada dos sócios que se distinguiram no passado do Clube. No presente o Clube , qualquer que ele seja, precisa de quem trabalhe, precisa de quem assuma a atitude inerente ao dever de serviço público, precisa de quem entenda que ser dirigente é carregar a responsabilidade de honrar o passado do Clube e de construir os alicerces do seu futuro.

Como pode alguém projectar o futuro de um clube se não tem qualquer Projecto, uma ideia coerente, um programa substantivo de política associativa que sirva de referência à actuação, que indique os objectivos do clube que se quer ter no futuro. Seguramente não é ficando sentados a olhar para o passado, por muito glorioso que ele seja.

Ser dirigente é (devia ser!) ter rasgo, ter ousadia, ter horizontes largos. Podemos fazer pequeno hoje pensando grande no futuro, mas seguramente que no futuro não haverá muito para recordar do que fazemos hoje se agora fazemos muitas coisas mas sem a capacidade para idealizar o futuro, se não formos capazes de sonhar com o futuro. É que o futuro começou ontem.

É por isso que digo: ser dirigente é assumir as responsabilidades do cargo, não pode ser entendido como um meio de satisfazer vaidades pessoais.
Raul Lopes

segunda-feira, 2 de março de 2009

Um ano de mandato de Ruy Figueiredo, balanço: sete erros capitais


Com a realização da primeira Assembleia Geral após as últimas eleições no CPA, cumpre-se um ano de mandato dos actuais órgãos sociais do clube. É pois tempo de balanço. Infelizmente salta à vista de todos que o CPA mergulhou numa profunda crise de amorfismo, quiçá mesmo de desagregação. E o primeiro grande responsável pelo actual estado do clube é o seu presidente Ruy Figueiredo. Não há como escondê-lo.

Em 2006 e 2007 o CPA rasgou horizontes, abriu-se ao mundo, promoveu uma outra imagem do autocaravanismo, definitivamente projectou a ideia de que o autocaravanismo é turismo itinerante e não campismo. Paralelamente o CPA foi o responsável pela dinâmica de criação das áreas de serviço que não tínhamos em Portugal. O CPA deixou de ser um clube de amigos que faziam uns passeios e tornou-se no legítimo representante dos autocaravanistas junto das autoridades oficiais e da comunicação social, tendo começado a granjear a credibilidade necessária para enfrentar os desafios institucionais que o autocaravanismo tem pela frente, nomeadamente os legislativos.
O que fez Ruy Figueiredo com esta herança? É simples, desbaratou-a numa sucessão de trapalhadas e erros capitais.

Ruy Figueiredo tornou-se refém de quem tinha minado o terreno

Contrariando aquilo com que se comprometera perante os seus pares de Direcção, Ruy Figueiredo apresentou-se na AG de Abrantes disposto a aceitar ser eleito presidente pela mão daqueles que nos bastidores mais tinham feito para diminuir, e até boicotar, o trabalho dos dois anos anteriores, e este foi seguramente o seu primeiro erro capital.

Ruy Figueiredo não se revelou digno da solidariedade, colaboração e herança recebida

Uma vez eleito, Ruy Figueiredo não soube assumir a herança da Direcção anterior e deixou-se arrastar pela vontade dos seus velhos (e dos novos) amigos preocupados sobretudo em fazer esquecer a passagem do Raul Lopes e do Nuno Ribeiro pela Direcção do CPA. Ruy Figueiredo não teve mão, ou não quis ter, nos seus amigos, deixou que eles tudo fizessem para denegrir a imagem e o bom-nome de quem mais tinha trabalhado pelo Clube e pelo seu próprio prestígio enquanto Presidente. Nesta fase valeu tudo, desde as tentativas de reescrever a história do Clube até ao alimentar à mão da falcoaria e outra bicharada da pradaria. Ruy Figueiredo não se revelou digno da solidariedade, colaboração e herança recebida, e este foi o seu segundo erro capital.

Ruy Figueiredo escancarou as portas do Clube aos oportunistas

Nos bastidores o presidente Ruy Figueiredo fez tudo para se afastar de nós, especialmente de mim, certamente achando que quanto mais mostrasse para o exterior que estava em rotura comigo mais apoios obteria da parte daqueles que outra coisa não tinham feito nos anos anteriores do que dizer o contrário das ideias que eu ia afirmando. Esta procura de novos parceiros alicerçada não em novas e válidas ideias para o autocaravanismo, mas simplesmente no desejo de vingança pessoal abriu a porta do CPA a toda a espécie de lambe-botas e oportunistas, e este foi o terceiro erro capital de Ruy Figueiredo.

Ruy Figueiredo foi coveiro do Fórum do Clube e praticou uma política de comunicação que revela desprezo pelo sócios

No anterior mandato eram mais os autocaravanistas que diariamente passavam pelo fórum para ver o que por lá se dizia do que o número de sócios que habitualmente comparece nos Encontros do Clube. Não obstante os velhos do Restelo, alguns ainda de tenra idade, desprezaram o fórum seja enquanto instrumento de afirmação do Clube, seja enquanto veículo de promoção do autocaravanismo, seja até enquanto instrumento de diálogo da Direcção com os sócios. É sintomático que os dedos de uma mão sejam suficientes para contar as mensagens escritas pelos membros da Direcção no fórum, e que tenham sido mais as vezes que o Presidente foi publicamente denunciado como estando por detrás de “fugas de informação” do que aquelas que veio ao Fórum do seu Clube dar explicações aos sócios. Paralelamente o Boletim do CPA regressou ao seu conteúdo e linha editorial do passado, só o aspecto impedindo que se volte a confundir com o jornal de qualquer agrupamento de escuteiros. Esta política de comunicação e de (ausência) de diálogo substantivo com os sócios, foi o quarto erro capital de Ruy Figueiredo.

Ruy Figueiredo permitiu a manipulação do CPA em função de interesses pessoais

Desbravadas as primeiras dificuldades, plantadas que estavam as sementes, este era o mandato para colher os frutos do trabalho feito com vista a criar uma rede de áreas de serviço para autocaravanas por todo o país. Em vez disso a actual Direcção ignorou umas mãos cheias de contactos com Autarquias Locais em curso, alguns em fase avançada de definição (chegando ao ponto de permitir que o CCP viesse reclamar louros de trabalho que tinha sido feito por mim em nome do CPA um ano antes). Nesta área de actuação tudo o que o CPA fez foi deixar-se usar como engodo para um vendedor de máquinas mais facilmente convencer algumas Câmaras a alimentarem-lhe o negócio: “se comprarem a máquina eu trago cá uma centena de autocaravanistas à inauguração”.
Todos sabemos que não é o Boaventura que leva os autocaravanistas mas sim o CPA e as patuscadas pagas pelas Autarquias. Ninguém se preocupa em avaliar da viabilidade futura da AS, ou mesmo de a divulgar. Uma vez inaugurada... todos viram as costas. O negócio está feito. Há quem esqueça que se um caso de sucesso alimenta e incentiva alguns seguidores, um caso de fracasso desmotiva muitos mais. Por tudo isto, ir atrás de todos os foguetes do Boaventura e permitir a manipulação do CPA em função de interesses pessoais (materiais e simbólicos), foi seguramente o quinto erro capital de Ruy Figueiredo.

Ruy Figueiredo hipotecou a credibilidade institucional do CPA

Em 2006 e 2007 o CPA acumulou um capital de credibilidade institucional que se esperava ver investido durante o actual mandato na construção das condições institucionais para a consequente defesa dos interesses dos autocaravanistas (com ou sem Federação de Autocaravanismo), em especial no que se refere ao enquadramento legal do autocaravanismo. Estranhamente, ou talvez não já que a única linha de rumo parece ser a de fazer o contrário do que sempre preconizei, o CPA abdicou desta pretensão e o seu Presidente arrastou o Clube para a mais completa situação de achincalhamento institucional. O cúmulo desta irreflectida actuação foi quando, com a sua adesão ao MIDAP, o presidente do CPA Ruy Figueiredo legitimou uma aventura institucional errante de um patético personagem que mais não faz do que construir castelos na areia, de tudo fazendo um jogo de diversão, ou melhor dito de manipulação.
O MIDAP falhou a sua abordagem à FCMP, à Associação dos proprietários de campings privados (AECAMP-Orbitur), ao ACP e à Associação dos vendedores de automóveis, com esses fracassos se tendo evaporado a ideia do Observatório do Autocaravanismo, agora resumido a Nandin de Carvalho e às suas múltiplas sombras.
O MIDAP falhou a aposta num Seminário fundador da Federação das trapalhadas DeAlém, onde o presidente do Observatório e director do Gabinete de Estudos do MIDAP se iria exibir ao seu melhor estilo contando fantasias sobre a legislação autocaravanista por si inventada.
O MIDAP falhou a abordagem à ANMP (Associação Nacional de Municípios) e às Autarquias Locais em geral. O MIDAP trouxe do Ministério da Economia, do Instituto de Turismo e da Assembleia da República uma fotografia e uma mão cheia de nada. Ou seja, ao fim destes meses de frenesim apenas sobram as trapalhadas e o contributo que o MIDAP reclama ter dado para que na legislação sobre campismo fosse aberta a porta legislativa a que as autocaravanas sejam acantonadas nos campings.
Perante este desaire do Movimento Inibidor do Autocaravanismo o que fez Ruy Figueiredo? Veio dar a mão ao MIDAP emprestando-lhe a credibilidade e legitimidade que não tem e... foi para a Assembleia da República sentar-se à mesa onde Nandin de Carvalho se exibia perante o deputado Mendes Bota, em jeito de quem diz: “vês velho correlegionário, olha como eu consigo manipular estes pacóvios autocaravanistas, simplesmente impressionando-os com as minhas fantasias”.
Três anos antes Ruy Figueiredo tinha estado a fazer o mesmo papel na AR, então sob a batuta do Presidente da FCMP (que nem sequer o apresentou como presidente do CPA). Também nessa altura o interlocutor foi o deputado Mendes Bota. Os resultados dessa visita à AR em 2006 estão à vista, basta ler o Relatório Mendes Bota, mas parece que o CPA e o seu Presidente não aprenderam nada com a experiência. Ruy Figueiredo não percebeu, ou não quis perceber, que o CPA não precisa de almas errantes para lhe abrir as portas das instituições públicas. O problema do CPA é não ter uma agenda própria nem propostas para fazer, o problema do CPA começa por ser o de não ter capacidade nem lucidez para identificar os seus parceiros estratégicos. deixando-se arrastar por más companhias. Ruy Figueiredo ao hipotecar a credibilidade institucional do CPA às almas errantes DeAlém cometeu o seu sexto erro capital, seguramente um dos mais graves pois causou danos dificilmente reparáveis na imagem do CPA.

Ruy Figueiredo não soube retirar consequências dos seus erros

Em síntese, um ano de mandato e o que tem Ruy Figueiredo para apresentar aos sócios? Apenas o desbaratar do capital associativo acumulado nos dois anos anteriores. Ao longo deste ano o CPA foi um clube sem rumo nem Direcção, um clube sem qualquer tipo de projecto colectivo nem mesmo de respeito pelos associados ou pela história do Clube. Foi apenas um clube que serviu de suporte à actuação errante e solitária do seu presidente, que foi colocando o clube à disposição dos apetites mais diversos, saltando do arraial do CampingCar para a mesa do Boaventura e desta para o terreiro DeAlém, de permeio foi correndo de romaria em romaria ao ritmo dos foguetes que ouvia sem cuidar de saber quem e porque os lançava. No final da festa regressa aos braços da Federação de Campismo.
Neste percurso de zigzags e fugas para o abismo por não saber o que fazer, Ruy Figueiredo cedeu à tentação narcisista do protagonismo fácil esquecendo-se das responsabilidades inerentes ao estatuto e ao cargo que ocupa. Mais do que a incompetência chama a atenção um tão grande número de erros para tão pouco tempo. Demasiados para se poderem desculpar.
Já não é possível continuar a tapar o sol com a peneira (embora Teresa Paiva se não canse de o tentar): a Direcção do CPA é um estado de espírito, ninguém mexe uma palha pelo Clube ou para dar cobertura às decisões do presidente. Ruy Figueiredo está notoriamente só, sem rumo nem estratégia e mal aconselhado pelos amigos que escolheu (e que mais não têm feito que não seja servirem-se dele e do CPA). Por isso o seu derradeiro erro foi ter desperdiçado a oportunidade de se demitir na AG deste fim de semana.
Não o fez, e com isso desperdiçou a última oportunidade de sair da Direcção do CPA sem ser enxovalhado, e sem afundar definitivamente o Clube no pantanal de areias movediças para onde o arrastou e de onde dificilmente sairá. Aquilo que Ruy Figueiredo no passado deu de si ao CPA merecia uma saída de cena com maior dignidade. Ao prosseguir nesta linha de desnorte está a arrastar-se a si e ao CPA para um buraco que nem o clube nem ele mereciam. Mas a verdade é que está a caminhar pelo caminho que construiu, por isso só pode queixar-se de si próprio... e dos seus amigos de ocasião.
Raul Lopes
Nota PS.
Há quem queira exibir o silêncio da AG como apoio unânime, dando mostras de uma cegueira sem igual.
Também não adianta diabolizar quem teima em pensar pela sua cabeça e exercer o direito à crítica. Acusar alguém de não ter coragem para ir à AG do CPA assumir as críticas que vem fazendo em público é simplesmente patético. Será que não percebem que são cada vez mais aqueles que acham que o Clube bateu tão fundo que já não há nada a fazer por ele? Ultimamente o que mais ouvi foi: "ir à AG do CPA, para quê?"
Ou seja, que adianta gritar perante um grupo de surdos?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Quem seguir na marcha do autocaravanismo?

Na vida os erros pagam-se caro. Quando nos aliamos aos perdedores, acabamos derrotados com eles. No autocaravanismo as coisas não são diferentes. Daí que precisemos escolher bem as nossas companhias, daí que seja importante saber reconhecer os vencidos e os vencedores. Hoje, Sexta-Feira dia 13, aqui ficam 13 contributos para identificar uns e outros no palco autocaravanista português.

  1. Um vencedor não teme o erro, pois sabe admiti-lo com humildade e está sempre pronto a corrigi-lo e a aprender com os seus erros. Um perdedor recusa-se a reconhecer que errou, e quando é obrigado a fazê-lo desculpa-se atribuindo a culpa a outros.
  2. Um vencedor enfrenta as críticas com lealdade e frontalidade. Um perdedor quando criticado vai a correr retocar o perfil, apressa-se a modificar ou mesmo a apagar o que antes escreveu de si mesmo, auto-elogia-se freneticamente para fazer esquecer as críticas que lhe são dirigidas.
  3. Um vencedor assume com humildade os seus actos, as suas vitórias e as suas derrotas. Um derrotado clama vitória antes de travar o combate e passa a vida a reescrever a história e a dizer que nunca disse o que disse, que nunca fez o que fez, que nunca esteve onde esteve.
  4. Um vencedor aprende com as críticas que lhe fazem e enfrenta as adversidades com redobrada energia. Um perdedor encara a crítica como um ataque pessoal sem quartel e refugia-se no discurso da vítima enraivecida a espumar de ódio.
  5. Um vencedor tem uma estratégia que prossegue com determinação e critério, enfrentando as dificuldades uma a uma. Um perdedor comporta-se como uma barata tonta vinda do além, mistura alhos com bugalhos, dispara em todas as direcções e não consegue acertar em nenhum alvo.
  6. Um vencedor é um guerreiro frontal e leal. Um perdedor é um cobarde que morde pela calada, que atira a pedra e esconde a mão.
  7. Um vencedor tem ideias próprias que não teme submeter ao escrutínio da crítica. Um perdedor refugia-se no discurso politicamente correcto para esconder a ausência de ideias ou fantasia e mistifica pois só sabe que tem que dizer o contrário do que os seus rivais dizem.
  8. Um vencedor é autoconfiante, consciente das suas capacidades, mas também das suas limitações, não dispensando a autocrítica. Um perdedor é um vaidoso convencido, alguém que passa a vida a tocar o seu umbigo enquanto olha para o espelho, alguém cuja motivação para o combate se esgota na inveja e na rivalidade mesquinha.
  9. Um vencedor compromete a sua palavra e tudo faz para a honrar. Um perdedor está sempre prenhe de ideias e de promessas mas é incapaz de as honrar ou mesmo de se empenhar na sua concretização.
  10. Um vencedor ouve o que os outros dizem, pondera os seus argumentos e pronuncia-se sem subterfúgios. Um perdedor não se ouve a si próprio, ignora os argumentos que lhe apresentam, mas tem sempre resposta para tudo, mesmo antes dos outros colocarem as questões.
  11. Um vencedor reconhece aqueles que sabem mais do que ele e procura aprender com eles. Um perdedor declara seu inimigo quem revelar sabedoria e concentra-se nos seus defeitos para tentar denegrir a sua imagem pública.
  12. Um vencedor arranja sempre maneira de ser parte da solução. Um perdedor não consegue evitar ser parte do problema.
  13. Um vencedor é um líder natural que não precisa de se impor para ser reconhecido entre os seus pares. Um perdedor é simplesmente um derrotado permanentemente em bicos de pés, alguém capaz de conduzir um exército para um abismo sem saída, alguém incapaz de perceber que o deixaram a falar sozinho (como é sina dos tolos).

De entre os actores que evoluem no palco do autocaravanismo em Portugal, pode não ser fácil identificar os vencedores, mas os perdedores só não os identifica aquele que é cego por não querer ver.

A si que me lê, cabe a responsabilidade de decidir se quer ser parte da solução ou do problema, se quer seguir ou barrar o caminho aos perdedores que inevitavelmente conduzirão o autocaravanismo para os terrenos pantanosos onde se vai afundando.

Raul Lopes

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Conflictos en el ámbito legal de la pernocta

Arsénio Gutiérrez é um nome maior do autocaravanismo em Espanha. Com longa experiência associativa e institucional, o companheiro Gutiérrez conquistou o respeito dos autocaravanistas (e não só dos espanhóis) pelas suas críticas acertivas, pela competência intelectual que emprega nas suas análises, enfim... porque sabe como poucos pensar autocaravanismo.
A Tribuna Autocaravanista orgulha-se de aqui poder partilhar com os nossos leitores esta excelente análise sobre a problemática legal da pernoita em autocarava em Espanha. Como é fácil de entender também em Portugal nos debatemos com os mesmos problemas.

Aproveitamos para gradecer publicamente ao Arsénio a sua prestável colaboração e a cedência do resumo em powerpoint que pode ser visto no final do texto. Gracias compañero!



Poco a poco vamos conociendo por donde nos aprieta el zapato. Durante mucho tiempo los autocaravanistas hemos tratado de convencernos de que el pernoctar en el interior de una autocaravana estacionada es una actividad legal.

Y eso es cierto a la luz de las leyes de Seguridad Vial, sin embargo, cuando se nos denuncia por acampar, no se nos aplica las leyes de tráfico sino las de acampada.

No se trata de un conflicto en la interpretación de una ley sino de la aplicación de un ámbito legal diferente a una misma actividad: el hecho de utilizar el interior de una autocaravana estacionada de acuerdo con las leyes de seguridad vial, sin que la actividad interior transcienda al exterior.

La causa de las denuncias por la presunta infracción de acampar no obedecen a una interpretación errónea de una ley que no existe, puesto que ningún texto legal recoge la definición que establece la diferencia entre el estacionamiento de un vehículo y su utilización como medio de acampada de sus ocupantes.

Cada situación del vehículo está definida en su propio ámbito legal, la de estacionamiento en las leyes de seguridad Vial, así lo certifica el Organismo Competente en su Instrucción 08/V-74: "De acuerdo con los artículos 90 al 94 del Reglamento General de Circulación y siendo irrelevante la actividad interior para la maniobra de estacionamiento si ésta no transciende al exterior".

Por otra parte, las leyes de acampada, cada una en su ámbito de aplicación, establecen que la acampada es la "instalación de una vivienda-móvil" o el "pernoctar en el interior de una vivienda móvil", equiparando la instalación al estacionamiento y una vivienda-móvil a una autocaravana.
Por el momento, no existe y es altamente improbable que exista en el futuro un texto legal o normativa que establezca claramente que una autocaravana que está legalmente estacionada no esté acampada o, que la normativa legal que se le puede aplicar exclusivamente a una autocaravana estacionada es la de Seguridad Vial.

Cada texto legal, por su parte, establece su propio ámbito de aplicación, de esta forma la Ley de Seguridad Vial, define en su artículo 2 que todo vehículo que circula, para o estaciona en la vía pública está sometido a su normativa.

Por otra parte, cada Ley que regula la acampada, establece que su aplicación en su propio ámbito territorial, somete a su criterio a todas las personas que utilizan un medio de acampada fuera de los lugares autorizados. Definiendo, entre los medios de acampada a las autocaravanas como un alojamiento móvil ya que dispone, según el Reglamento General de Vehículos de elementos apropiados para servir de vivienda provisional.

La cuestión que genera un conflicto que afecta gravemente a la movilidad de las autocaravanas es el criterio sobre qué ámbito legal se debe aplicar a una autocaravana correctamente estacionada en un lugar autorizado sin que la actividad interior transcienda al exterior.
La interpretación del mismo hecho que hacen los agentes de la autoridad denunciando la presencia nocturna de una autocaravana habitada en un estacionamiento en el dominio público es la de acampada porque lo hacen a la luz de las leyes de acampada. Sin embargo este mismo vehículo, en la misma situación de ocupación, en horario diurno, está estacionado para los mismos agentes.

Para un agente de tráfico esta autocaravana sería un vehículo estacionado a las tres de la tarde, a las tres de mañana, habitado o vacío, puesto que lo ven a luz de las leyes de Seguridad Vial.
Un mismo hecho no puede ser tratado por dos ámbitos legales a la vez y teniendo en cuenta que la autocaravana es al mismo tiempo e indistintamente un vehículo y una vivienda es necesario que se establezca definitivamente el ámbito legal a aplicar.

Una gran parte de los autocaravanistas hemos adquirido nuestro vehículo porque proporciona los dos medios más importantes para viajar: transporte y alojamiento y la condición de vehículo nos facilita la posibilidad de pernoctar en él mientras estamos legalmente estacionados.
Lo hemos hecho, además, porque los precedentes legales indican que el pernoctar en el interior de un vehículo es una acción legítima y no constituye ninguna infracción.

Diariamente decenas de miles de pasajeros pernoctan en el interior de un vehículo dentro del territorio español sin ser molestados por ello. Turismos, autocares, camiones o furgonetas son los vehículos utilizados para pernoctar en cualquier espacio del dominio público sin que los agentes de la autoridad los denuncien por acampar. Cualquier intención es lícita, turismo, trabajo o vivienda.

La autocaravana no es el único vehículo dotado de elementos para ser habitado, los camiones disponen de serie de camas o literas y de cabinas con altura y espacio para servir de alojamiento. Algunos autocares están dotados con asientos transformables en literas y váter.

El concepto de viajar con un vehículo, que una vez estacionado, sirve de alojamiento a sus pasajeros constituye una forma legal de alojamiento porque se basa en las leyes de Seguridad Vial, por la condición de vehículo y su estacionamiento en el dominio público.

Esta fórmula es aceptada por la sociedad como legal, cuando se trata de un vehículo de trabajo sin que desde la hostelería se considere como competencia desleal. Es más, desde un punto de vista de mercado, la competitividad en el transporte de mercancías internacional no podría concebirse en la actualidad sin la posibilidad de que los conductores de un camión pernocten en el mismo y sin la existencia de multitud de áreas donde los conductores de los camiones puedan descansar y pernoctar en ellos.

Luego el ámbito legal que se aplica a cualquier persona que pernocta a bordo de un vehículo que no sea una autocaravana es, en primer lugar, el de las Leyes de Seguridad Vial. De la misma forma, a una autocaravana, como vehículo, se le debería aplicar, en primer lugar, las leyes de Seguridad cuando está estacionada en el dominio público.

La dualidad legislativa sobre el uso de la autocaravana es un problema que ha sido tratado ya en diferentes países de la UE, de esta forma, en 2004 se publica en Francia un documento titulado "L'Accueil des Camping-Car dans les Comunes Touristiques". (1)

"No hay reglamentación específica para las autocaravanas. La autocaravana es a la vez un vehículo y un modo de alojamiento asimilado a la caravana, según sea su estacionamiento sobre el dominio público o el dominio privado.

Sobre el dominio público, la autocaravana, está sometida, mientras que es un vehículo, a las disposiciones del código de la carretera y del código de las colectividades territoriales".

Es la misma situación que en España. No hay una normativa, específica para las autocaravanas y, como vehículo, está sometido a las leyes de Seguridad Vial y a las disposiciones municipales que permite la Ley de Administraciones Públicas cuya competencia establece la propia Ley de Seguridad Vial.

A pesar de todo lo expuesto los usuarios de autocaravanas estamos afectados por criterios diferentes de diferentes administraciones. Como muestra tenemos algunos informes jurídicos y resoluciones de diferentes ámbitos de la administración pública, destacan entre ellos los de la Dirección General de Sostenibilidad de la Costa y del Mar, Organismo Competente para resolver en el ámbito administrativo un expediente incoado por una presunta infracción de acampada en el demanio marítimo-terrestre, en una denegación del recurso de alzada expone:

"En este sentido, el artículo 68.3 del Reglamento de Costas entiende por acampada la instalación de tiendas de campaña o de vehículos o remolques habitables. Así pues el Reglamento de Costas al desarrollar el concepto de acampada no lo limita al solo uso de tiendas de campaña sino que lo extiende a la instalación de vehículos habitables. De ello se deduce evidentemente que el hecho de estacionar para habitar y pernoctar en el interior del vehículo adaptado para vivienda, instalado dentro de la zona de dominio público marítimo terrestre se considera acampada".

El ponente de la resolución ni siquiera plantea la posibilidad de aplicar los criterios de las Leyes de Seguridad Vial sino que se ciñe exclusivamente a los criterios sancionadores de la Ley de Costas.

Del mismo modo la Directora de Turismo del Principado de Asturias, desestima las alegaciones presentadas a la propuesta de sanción por una presunta infracción de acampada en estos términos:
"El artículo 14.3 de la Ley 7/2001, de Turismo, vigente desde el 7 de julio del año 2001, prohíbe cualquier forma de acampada libre o no legalizada, entendiendo por acampada libre, la instalación eventual de tiendas de campaña, caravanas u otros albergues móviles con intención de permanecer y pernoctar en lugares distintos a los campamentos de turismo autorizados, prohibición que se extiende a todo el territorio de la Comunidad Autónoma, sin necesidad de la instalación de señales indicadoras al respecto para hacerse efectiva. De lo expuesto se desprende claramente que los hechos imputados se corresponden con una conducta perfectamente tipificada en la Ley de Turismo del Principado de Asturias no existiendo, por tanto, infracción alguna de los principios de legalidad tipicidad o seguridad jurídica, señalados por el imputado.

Respecto a la Instrucción 08/V-74, de la DGT. Se debe insistir en el hecho de que al presente procedimiento no es aplicable la normativa de tráfico al no ser el hecho imputado el estacionamiento del vehículo, cuya corrección no ha sido objeto de discusión, sino el haber pernoctado en el interior del mismo, fuera de los lugares legalmente autorizados, siendo de aplicación, por tanto, el artículo 14.3 de la Ley 7/2001 de Turismo del Principado de Asturias, ya señalado. Queda así patente la inexistencia de contradicción en la aplicación de la normativa de Tráfico y la no invasión de competencias propias del Estado.

La autocaravana como vehículo, está sometida a las leyes de Tráfico, en todo lo relativo a la circulación y a las maniobras de parada y estacionamiento, y su regulación corresponde ciertamente al Estado, sin embargo, como vehículo especial de categoría M, que incluye una zona habitable, debe estar sometida a la legislación turística (cuya competencia corresponde a la Comunidad Autónoma), en su consideración como alojamiento, pero esto no significa, en ningún caso, que la Ley de Turismo del Principado de Asturias convierta el vehículo en algo distinto por el hecho de pernoctar en su interior, ya que simplemente prohíbe la utilización del mismo, como alojamiento, fuera de los lugares autorizados".

No podemos menospreciar los argumentos de la administración que debemos conocer a fondo si queremos rebatirlos en cualquiera de los terrenos, político, administrativo o jurídico con el fin de que el pernoctar en una autocaravana sea una actividad que no esté sujeta a inseguridad jurídica que ocasione incertidumbre y sobresaltos a sus usuarios.

Cualquier vía legal es válida para defender los legítimos intereses de los usuarios de autocaravanas primando en primer lugar el diálogo con las administraciones y utilizando como argumentos la reclamación judicial y la presión social.

La presión social lícita en la reclamación para que se restablezca la legalidad frente a situaciones injustas y como medio para dar a conocer a la sociedad nuestra actividad y lo que consideramos nuestros derechos.

La vía judicial como argumento del diálogo y como fin en sí mismo si el diálogo falla. El problema que nos impide el uso libre y responsable de nuestros vehículos es de ámbito legal y, en última instancia, quienes deciden qué ley debe aplicarse al uso habitado de una autocaravana estacionada son los jueces.

Estas consideraciones nos llevan irremediablemente a tratar de establecer jurisprudencia en el Tribunal Supremo o en el Constitucional, puesto que si estamos persuadidos de que las Leyes de Seguridad Vial son las que hacen justicia al uso habitado de una autocaravana estacionada tenemos el deber de intentarlo utilizando los mejores medios que podamos disponer, y si no lo conseguimos, deberemos acudir al ámbito político para modificar las leyes o vender nuestras autocaravanas.

Cualquier solución que debamos aplicar tiene que partir necesariamente del sector. Los usuarios y profesionales necesitamos estar unidos en el camino si queremos disponer de las máximas posibilidades para conseguir los objetivos comunes, que solamente se podrán alcanzar en el ámbito de los grupos organizados, utilizando el análisis racional de las causas y los tratamientos consensuados a través del diálogo entre las asociaciones

Debemos asumir que ninguna vía excluye el empleo de otra siempre que no suponga un obstáculo para alcanzar un fin y que estas situaciones solo se podrán detectar a través de la comunicación y el consenso. Un fin que debemos tener siempre presente y que no es otro que avanzar en la eliminación de los obstáculos que impiden el uso libre y responsable de nuestros vehículos.

(1) L'Accueil des Camping-Car, Les Cahiers de l'AFIT, http://www.afit-tourisme.fr/


Arsénio Gutiérrez
http://www.viajarenautocaravana.com/


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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Autocaravanistas na AR: no final, tudo como dantes, e o CPA pior do que nunca

No dia 20 de Janeiro, a Subcomissão de Turismo da Assembleia da República recebeu 6 autocaravanistas que integravam uma delegação do MIDAP. Em rigor quem se deslocou à AR não foi uma delegação mas a quase totalidade dos membros do MIDAP, conforme facilmente se pode concluir comparando as fotos dos presentes na AR e na última reunião plenária do MIDAP.

Houve quem se apressasse a referir que ontem se escreveu a história do movimento autocaravanista na AR, esquecendo-se que a verdade vem sempre ao de cima e que por mais mentiras e mistificações que se façam, a história que conta é a que fica registada na memória e na consciência colectivas.
Mas compreendemos este embandeirar em arco com a reunião, pois era preciso disfarçar o fundamental: estes 6 qualificados autocaravanistas saíram da AR com uma mão vazia e outra cheia de nada. Como aliás qualquer pessoa conhecedora da Ordem Jurídico-Constitucional portuguesa sabia de antemão que aconteceria.

Por isso, para a história vai ficar que este foi o dia onde alguns se puseram em bicos de pés fingindo ter uma representatividade que não têm, e o dia em que pela mão do seu presidente Ruy Figueiredo o CPA se prestou à mais completa humilhação.

O CPA permitiu-se aparecer na AR como parte de uma delegação de um "Movimento ainda em formação" (MIDAP), com o mesmo estatuto que é atribuído ao "circulo" que é "uma associação sem personalidade jurídica de tipologia informal" (CAB), a uma secção de autocaravanismo inactiva à vários anos (CCL-autocaravanismo), a um Projecto que é apenas e só um fórum, (Projecto Camping Car Portugal) e - a cereja no topo do bolo - o “observatório”, pretensa ONG que nem sequer está formada e que apenas existe na mente de uma só pessoa que precisa de um pretexto para se exibir.

O CPA é filiado na Federação de Campismo e fazia parte de um Grupo de Trabalho sobre o Autocaravanismo por isso consideramos legítimo que Ruy Figueiredo tenha estado na AR em 2005 integrado numa delegação da FCMP.
Mas ir à AR como parte de uma delegação do MIDAP, é coisa que se não entende. Ou por outra, entende: Ruy Figueiredo esqueceu as responsabilidades do cargo que ocupa, não hesitando em sacrificar os interesses do Clube ao apelo da vaidade pessoal. Será por ter esse peso na consciência que em vez de se dirigir directamente aos sócios encarregou essa figura abstracta que é o InfoCPA para lhes comunicar o que lá se tinha passado?

Depois de confirmar que a reunião na AR não passou de uma visita de cortesia aos senhores deputados, e que esta tão qualificada delegação apenas se representou a si própria na AR, o comunicado “oficial” do MIDAP informa-nos que foi entregue aos deputados o grande tratado jurídico - DIREITO AO AUTOCARAVANISMO - um hino à arte da mistificação, onde se confunde o enunciado de princípios gerais com normativos legais de regulamentação da actividade autocaravanista.
Nem sequer faltou a reafirmação tola de que todos os problemas legais do autocaravanismo se resolvem com a criação de um sinal onde esteja o pictograma de uma autocaravana, por forma a que passe a haver suporte legal para... enviar as autocaravanas para os campings. É óbvio que os autocaravanistas não precisam de nenhum direito AO autocaravanismo, pelo simples facto de que ninguém o proíbe. O que os autocaravanistas precisam é de legislação que fixe o Direito DO Autocaravanismo que nos assegure a liberdade de responsavelmente sermos autocaravanistas.
Os autocaravanistas não precisam de mais sinais de trânsito, precisam é que a Lei ponha fim à perseguição das autocaravanas legalmente estacionadas no espaço público.

O resto não passa de conversa da treta, trocadilhos de palavras que apenas servem propósitos narcisistas. Tal simulacro de “documento”, assim como o seu irmão Relatório do Estado da Nação Autocaravanista, não recebeu da comunidade autocaravanista qualquer comentário substantivo, pela simples razão de que não merece sequer discussão. Apenas merece que os ignoremos. Estranha-se pois que o CPA (que nunca colocou à consideração dos seus sócios tal assunto) tenha agora legitimado a sua entrega na AR, assim como de “documentos” que contêm afirmações profundamente lesivas dos interesses dos autocaravanistas. Salvo melhor opinião, este gesto é um insulto à inteligência dos deputados que democraticamente escolhemos como legítimos representantes da Nação, e uma desconsideração a todos os autocaravanistas portugueses e particularmente aos sócios do CPA que confiaram na sua Direcção para defender os seus interesses.



NOTA: A imagem que iustra este post, é cópia do documento oficial da Assembleia da República, onde não é feita qualquer referência ao CPA mas sim ao MIDAP, perguntando-se, então, a que título Ruy Figueiredo lá esteve? E o que esteve a fazer no almoço onde se pediu o agendamento da reunião?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Direito de resposta, ou uma questão de educação?

Quando nos cruzamos na rua com alguém que nos dirige a palavra, naturalmente correspondemos-lhe. É uma questão de boa educação.

Quando um amigo nos envia uma mensagem para o telefone ou para o email, nós devemos responder-lhe. É uma questão de boa educação.

Cimentado nesta boa norma de educação, o Código Administrativo acolheu o princípio de que os cidadãos têm o direito a obter resposta das instituições públicas. Por isso definiu muitas vezes que os requerimentos não respondidos em tempo útil obtêm deferimento tácito.

Por isso as instituições e os dirigentes que se prezam em respeitar aqueles a quem servem adoptam como procedimento de rotina confirmar ao remetente toda e qualquer comunicação recebida.

Como é diferente a prática que se observa no autocaravanismo em Portugal.

  • Aparentemente por desconhecimento desta regra de respeito, várias vezes vimos no autocaravanismo exibir como troféu uma simples resposta protocolar de uma qualquer entidade pública. Resposta do género “tomámos nota da ocorrência” (o que significa, damos a nossa função por cumprida, agora lavamos daí as mãos). Ainda recentemente os dirigentes do MIDAP se prestaram a este número patético, exibindo um ofício protocolar de um Ministério como prova de que o Governo estava sensível às suas preces. Isto é laborar em erro e é criar falsas expectativas nos autocaravanistas. Praticado por quem sabe o que está a fazer, é desonestidade intelectual.
  • Por sua vez, os actuais dirigentes do CPA (individual e colectivamente considerados) repetidamente têm exibido o seu autismo às interpelações públicas e privadas que os sócios lhes dirigem (eu próprio sou disso testemunha directa). Ao fazê-lo esquecem que não são donos do Clube, e esquecem que não fazem favor nenhum aos sócios em ocupar os cargos de direcção ou em responder-lhes.
  • Pelo contrário. O favor que fizeram ao Clube foi o de se disponibilizarem para o gerir, mas as mordomias inerentes a esse favor cessam no momento em que são eleitos para o cargo. Uma vez eleitos assumem a responsabilidade de gerir o Clube no respeito pela vontade e na defesa do interesse dos sócios. Ora, num Clube com órgãos ocupados por pessoas que prezem o seu bom-nome e que se queiram merecedoras do respeito dos sócios, a primeira coisa que têm a fazer é revelar respeito pelos sócios. Uma das formas básicas de o fazer é reconhecer-lhes o direito à informação, e o direito a obter resposta. Ao menos uma simples notificação protocolar do tipo: “confirmamos a recepção da sua mensagem a qual oportunamente nos merecerá ponderada atenção”.
  • Além do mais, esta é uma questão de boa educação. É para mim inconcebível que haja no movimento associativo dirigentes que respondam ao gesto de saudação de um qualquer autocaravanista desconhecido com que se cruzam na estrada, mas que não usem de semelhante cordialidade no trato com os sócios do Clube que dirigem.
Ao que chegou o autocaravanismo a que com afecto dei o meu melhor contributo.

Para onde vai o autocaravanismo português?

Raul Lopes

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Quo Vadis Decarvalho?

O Prof. Doutor Nandin de Carvalho, aliás Decarvalho, parece empenhado em reescrever a história do autocaravanismo e a sua própria.

Já o vimos apresentar a primeira factura do convite para o almoço na AR quando se serviu do Presidente do CPA, Ruy Figueiredo, para reescrever a história e afirmar que foi pela sua mão que o autocaravanismo chegou pela primeira vez à Assembleia da República e que o presidente do CPA não teria estado na AR em 2005. Em baixo reproduz-se um texto da autoria de Júlio Almeida e Costa (à data Vice-Presidente da Federação), publicado na Revista da FCMP.



Pode-se ler neste artigo que a delegação da FCMP foi constituída pelo seu Presidente, Vice-Presidente e 4 dirigentes (leia-se dirigentes associativos dos 4 clubes que integraram o Grupo de Trabalho. Se fossem dirigentes da FCMP teria sido escrito Directores.....)


Mas antes deste número de magia já ele havia substituído a roupagem do simplesmente Decarvalho para se apresentar como o Prof. Doutor Nandin de Carvalho, autor do Direito ao Autocaravanismo, patétice que exibe como uma mistificação do direito do autocaravanismo (que como todos sabemos não existe). Por este andar ainda um dia vamos ficar a saber que foi Decarvalho quem inventou o autocaravanismo, repete-se: turismo itinerante rodoviário motorizado.

Perseguido pela imagem do seu próprio passado, decidiu agora retocar o seu perfil. Vai daí apagou do seu Blog o post aí colocado no dia 25 de Maio de 2007, onde, num gesto de vaidade sem precedentes, se exibia com as vestes, colar e espada de Grão Mestre da Maçonaria Regular, anunciando à Nação Autocaravanista a sua superior qualidade .
Qualquer dia ainda manda retirar do site da maçonaria a informação que ai consta sobre si para depois nos vir dizer que nunca foi maçon.

Reproduz-se aqui a página do Blog do AlenquerCamping que entretanto foi apagada. Será que algum advogado o aconselhou a apagar os posts no seu próprio blog? Se foi isso, tem muito que apagar, embora já tenha treino na tarefa. Mas também não valerá de muito... O comando copy pode ser muito precioso.....

Para quem ameaçava processos atrás de processos por violação do direito ao uso de pseudónimos e de preservação de identidade, afinal foi o primeiro a violar a sua própria identidade... será isso passível de processo no DIAP?

Facilmente podemos pesquisar e encontrar na Net as suas desventuras. Por aí ficamos a saber que depois de ascender ao topo da maçonaria acabou por dela sair pela porta pequena das traseiras, mas certamente não é isso que o faz correr a branquear o seu passado entre os autocaravanistas.

Afinal o que esconde e para onde quer ir Decarvalho?

Nuno Ribeiro

sábado, 17 de janeiro de 2009

GNR autua Autocaravanistas

Foi publicado ontem no Diário de Notícias uma notícia sobre uma acção de fiscalização ocorrida na 5ª feira em várias praias do litoral algarvio por parte do Destacamento de Silves e do SEPNA da GNR.

Destaca-se o péssimo trabalho jornalístico uma vez que não são referidas objectivamente as razões que levaram a GNR a levantar autos de contra-ordenação a metade dos autocaravanistas interpelados.

É notória também a atrapalhação e a confusão do jornalista na análise ao fenómeno do autocaravanismo. Atente-se por exemplo, na utilização da expressão "campismo selvagem em locais proibidos" como se existissem em Portugal locais permitidos para a prática de campismo selvagem.....