Mostrar mensagens com a etiqueta Autocaravanismo na Comunicação Social. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Autocaravanismo na Comunicação Social. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ZMAR em contagem decrescente

Em Janeiro abordamos aqui na Tribuna a construção do Parque de Campismo Ecológico ZMAR e as suas possíveis implicações para o turismo itinerante na costa vicentina. Agora que o referido empreendimento está prestes a abrir (prevê-se a inauguração para o próximo mês) a Revista Visão publica hoje uma extensa reportagem que é aqui antevista:

Vem aí um megaparque de campismo ecológico na Costa Alentejana

Chama-se ZMar e está localizado entre o Almograve e a Zambujeira do Mar. Totalmente construído em madeira, este empreendimento tem uma área equivalente a 81 campos de futebol e uma capacidade para receber 3.000 pessoas. A inauguração está prevista para o mês de Junho.

Este Eco Camping está equipado com diversos serviços e zonas de lazer. Possui um parque aquático, com uma piscina gigante ao ar livre e uma mais pequena para as crianças. Mas sem dúvida que a área que promete concentrar as atenções é a piscina de ondas gratuita para os campistas.
Para cuidar da saúde existe ainda um ginásio, hidromassagem, banhos turcos, salas de massagem e um centro médico.

Não perca toda a reportagem sobre este parque de campismo ecológico na edição da Visão! Quinta-feira nas bancas!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

CPA: e depois de Abrantes?

Se tivéssemos acreditado no que nos foi sendo dito ao longo do último ano teríamos ficado convencidos de que depois do arraial de Abrantes nada voltaria a ser como dantes no autocaravanismo. Abrantes seria uma espécie de congresso fundador do autocaravanismo. Simplesmente uma revolução.
No arraial de Abrantes se consagraria a unidade suprema de todos os actores do autocaravanismo, sentando de braço dado na mesma mesa deus e o diabo, com destaque para: a Federação Campista, a Associação dos donos dos campings privados, o Automóvel Clube Português, a Associação dos comerciantes de automóveis, o CPA, o MIDAP-DeCarvalho, os donos do Camping-Car, etc.
A ideia despertou tantos apetites que o MIDAP-DeCarvalho chegou ao ponto de anunciar como sua a organização do grande Seminário Internacional que iria fundar o autocaravanismo e criar o Observatório, resolvendo de uma penada todos os problemas do autocaravanismo. De Sol que iluminaria o palco, o movimento dos transversais transformou-se afinal numa nuvem que se esfumou pelos céus de Além sem que no arraial de Abrantes alguém desse por isso. Para quem cultiva as fábulas da selva, chama-se a isto ter entrada de leão e saída de sendeiro (no dicionário sendeiro= burro, velho ruim, homem desprezível). Conclusão inevitável: o MIDAP-DeCarvalho foi o grande derrotado na batalha de Abrantes.
Assim se compreende melhor o esforço para ressuscitar a casa do sino de Cascais, agora na versão "entrincheirados na Fortaleza do partido laranja". Ai os transversais vão curtir as mágoas de terem sido ignorados em Abrantes e fazer em paz o seu semináriozinho sobre touring e anunciar mais um nado-morto no reino de além: o Observatório do MONGA (ou será o miradouro do falcão?).

Como vingança desta vez são os transversais a ignorar o CPA. Parece-me justo! Afinal o CPA também tem vindo a ignorar que tem como sócio um elefante que outra coisa não tem andado a fazer do que desacreditar o autocaravanismo e armadilhar o caminho que o Clube devia percorrer.
Mas voltemos a Abrantes. Agora que o Encontro terminou impõe-se fazer o seu balanço. Parece óbvio que o Encontro não deixou eufóricos os que nele participaram. Ao que se diz, o trio de mordomos (Ruy Figueiredo, Teresa paiva e José Vieira) cometeram falhas imperdoáveis, mesmo para amadores. Mas sobre isso prefiro não falar, pois não tendo estado presente apenas posso falar considerando os ecos que me chegaram do que por lá se passou. Há todavia uma coisa que é evidente para todos: o Encontro de Abrantes nem uniu nem mobilizou os autocaravanistas portugueses, nem sequer serviu para projectar para a sociedade portuguesa uma imagem positiva do autocaravanismo. Abrantes não foi a revolução no autocaravanismo que alguns tentaram convencer-nos que seria. De Abrantes não saiu uma só ideia nova capaz de nortear o rumo do autocaravanismo e mobilizar os autocaravanistas.
Não obstante Abrantes foi um evento positivo, não tanto para o Autocaravanismo português, mas pelo menos para a imagem do CPA que se vinha a degradar a olhos vistos.
Quando digo que foi positivo não é pelo número de participantes, que foi apenas 20% do que o CPA tinha por objectivo, juntando menos autocaravanistas portugueses do que aqueles que já reuniu em vários Encontros anteriores do Clube. Aliás, uma semana depois o CAN, clube com meia dúzia de sócios, reuniu quase tantas autocaravanas em Braga como o CPA em Abrantes. Ou seja, o número de participantes no arraial de Abrantes, que o CPA exagerou, não consegue esconder a desagregação que está a ocorrer no Clube, nem a sua notória perda de capacidade aglutinadora do movimento autocaravanista português. Afinal é sob o signo dos campeões da unidade que se assiste à multiplicação de clubes que disputam a influência ao CPA: no último ano já surgiram 4 clubes, e o 5º deu este fim de semana mais um passo no sentido da sua criação.
O que considero positivo é a circunstância de pela primeira vez na história das concentrações do Clube haver um espaço nobre dedicado à discussão dos problemas do autocaravanismo. Mas nem aqui a organização conseguiu acertar, havendo a lamentar, entre outros, os seguintes aspectos.

· O CPA organizou um colóquio para discutir autocaravanismo, mas nada disse aos autocaravanistas sobre o que tem em mente fazer para resolver os problemas que nos afectam. Parece que o CPA navega sem bússola nem GPS.
· Pior do que isso, o CPA não só insiste em chamar a Federação campista para a mesa onde é suposto discutir-se autocaravanismo, como parece confiar a essa Federação o
papel de porta-voz institucional dos autocaravanistas. Enquanto não forem os autocaravanistas a determinar o seu destino, obviamente não vamos a lado nenhum.
· O CPA também é filiado na Federação internacional de autocaravanismo, mas não aproveitou o facto para dar ao debate uma dimensão internacional, convidando representantes de clubes amigos a trazerem a Portugal o testemunho da sua experiência.

· Finalmente, o CPA anunciou este encontro como o momento da reconciliação e da união de TODOS os autocaravanistas (menos algumas ervas daninhas intelectualóides, claro!) mas na hora de discutir o futuro do autocaravanismo ignorou os outros clubes autocaravanistas portugueses. Se foi este o preço a pagar pela acertada exclusão dos campeões do touring MIDAP-Decarvalho, então é óbvio que quem pagou a factura foram as pessoas erradas.

O CPA preferiu ter em Abrantes a FCMP em vez dos outros clubes de autocaravanistas, preferiu o folclore de exibir cabeças sem ideias em vez de promover um verdadeiro debate entre quem pensa autocaravanismo. Teresa Paiva, a responsável pela imagem do Clube, já tinha mostrado esse mesmo erro infantil quando instrumentalizou à mesquinhez o último número do Boletim do CPA. Agora a FCMP veio dar razão a quem pensa como eu: a Braga enviou o seu presidente, a Abrantes enviou um moço de recados. Assim se vê o valor que a federação campista dá ao facto do CPA se colocar de cocaras. Assim se vê, como o CPA ficou prisioneiro da FCMP por tentar usá-la para dar cobertura a uma declaração infeliz do presidente do CPA.

À margem do Colóquio outra questão se coloca. É sabido que um dos maiores problemas com que se defronta o autocaravanismo em Portugal é a má imagem social dos autocaravanistas. Entre outras coisas tal imagem limita a disponibilidade das autarquias locais em promoverem o autocaravanismo, até pelos custos políticos que daí decorrem. Impõe-se pois perguntar: o que foi feito pelos organizadores do Encontro para melhorar a imagem dos autocaravanistas e salvaguardar a Câmara de Abrantes de ataques político-partidários como estes que reproduzo de seguida, tornados públicos na arena política local?
Raul Lopes
_________________________________________________

Só num concelho minado pela contra-informação virada para o enlevo da incompetência e da mediocridade, se tolera o relevo dado a um agrupamento de 700 visitantes, que correram a provas de vinho e a serões culturais preparados para o efeito e que beneficiaram de infra-estruturas de acolhimento muito próprias, especialmente construídas para o seu grupo, contrariando o princípio da universalidade da utilização das benfeitorias municipais.
Estranha-se pois, que um executivo socialista ainda fale orgulhosamente, de uma actividade que ao passar por Abrantes, não ocupou um único quarto de hotel, nem usou os cafés e os restaurantes com a expressão económica devida a outro qualquer grupo de 700 visitantes. O autocaravanismo é sinónimo de auto-suficiência nos meios utilizados, comida e dormida. Logo, não traz aquele rasto de consumo tão necessário à sustentabilidade dos parceiros económicos e turísticos de um concelho.

_______________________________________________________________

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Autocaravanismo em discussão no Turismo do Alentejo Litoral

Na passada sexta-feira, o Turismo do Alentejo Litoral promoveu uma sessão informativa para operadores turisticos e empresários da região sobre “Medidas de Apoio ao Sector”. Um dos temas em discussão foi naturalmente o autocaravanismo. Fica a dúvida em que termos se terá discutido...Se numa perspectiva de criação de locais próprios de estacionamento e de pernoita ou na problemática da resolução da "invasão" do litoral alentejano pelas autocaravanas, proibindo o simples estacionamento e remetendo-nos para os parques de campismo...
A notícia do referido encontro foi transmitida pela Rádio Sines:

Turismo do Alentejo Litoral promoveu sessão informativa para operadores turisticos
Esta sessão revelou que a criação do Turismo do Alentejo Litoral é de grande utilidade e apelo aos empresários para colocarem questões a esta entidade regional que irá fazer chegar os problemas ao Turismo de Portugal”. O apelo foi feito pelo Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença e simultaneamente Vice-Presidente da direcção da Turismo do Alentejo Litoral, no final da sessão informativa que decorreu em Santiago do Cacém, no Hotel “Caminhos de Santiago”, subordinada ao tema “Medidas de Apoio ao Sector do Turismo”.Uma sessão promovida pela Turismo do Alentejo Litoral e pelo Turismo de Portugal, e onde os empresários e operadores turísticos do Alentejo Litoral foram informados das medidas de apoio ao sector do turismo implementadas pelo novo organismo Turismo de Portugal. Foram apresentadas as linhas de crédito disponíveis para apoiar a criação de novos investimentos no sector e foi também explicado o modelo de funcionamento do Canal Promoções do portal de turismo interno que pode ser consultado através do endereço: http://www.descubraportugal.com.pt/ Este site na Internet foi lançado no âmbito da campanha “Descubra um Portugal Maior”, do Turismo de Portugal no passado dia 16 de Fevereiro e que tem como objectivo estimular os portugueses a redescobrir o País e a desfrutar da diversidade e riqueza da oferta turística nacional.Este canal pretende apoiar directamente os operadores e empresas afectados pela quebra de poder de compra nos principais mercados emissores estrangeiros, disponibilizando-lhes uma plataforma adicional de promoção dos seus produtos, de divulgação de factores diferenciadores que incentivem os portugueses a preferirem Portugal para as suas férias e fins-de-semana, como alternativa potencial a destinos estrangeiros.Durante a sessão, a mais participada e interventiva das reuniões que decorrem um pouco por todo o país, de acordo com responsáveis do Turismo de Portugal que organizaram a sessão, esteve também e para alem do Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, o Presidente da direcção da Turismo do Alentejo Litoral, Carlos Beato, o adjunto do gabinete do Secretário de Estado do Turismo, Filipe Silva e Maria José Catarino, Vogal do Conselho Directivo do Turismo de Portugal, que responderam depois da apresentação da sessão às duvidas apresentadas pelos operadores turísticos do Alentejo Litoral que aderiram à sessão informativa.Várias dúvidas foram colocadas, algumas relacionadas com o atraso na entrega de verbas provenientes de fundos comunitários para projectos turísticos, restrições ambientais que limitam o desenvolvimento turístico e os problemas do auto-caravanismo. As dificuldades das pequenas e médias empresas no acesso às linhas de crédito foi outra questão colocada na sessão.

terça-feira, 14 de abril de 2009

IV Gesto Eco-solidário

Realizou-se no último fim de semana de Março a 4ª edição do Gesto Eco-solidário, onde mais uma vez se constata o mau serviço dos meios de comunicação social. Apenas os media regionais noticiaram esta boa iniciativa. O relato seguinte é do ViseuMais.com :


S. Pedro do Sul inaugura Zona de Abastecimento para Autocaravanas

O concelho de S. Pedro do Sul acolheu no passado fim-de-semana, de 27 a 29 de Março, mais um Gesto Eco Solidário dos Autocaravanistas. “Entre a magia das águas e o Maciço da Gralheira” foi o lema da iniciativa organizada pelo quarto ano consecutivo pela Câmara Municipal de S. Pedro do Sul.

Com a participação de cerca de 150 autocaravanistas, o principal objectivo do evento foi fazer a ponte entre as Termas (a magia das águas) e a Serra (o Maciço da Gralheira), apresentando aos visitantes dois dos sítios mais emblemáticos do concelho de S. Pedro do Sul.

Um dos momentos mais significativos do encontro foi a inauguração, durante a tarde de sábado (dia 28 de Março), de uma Zona de Abastecimento para Autocaravanas situada em frente à Escola do 1º Ciclo das Termas. Uma nova infra-estrutura que a autarquia de S. Pedro do Sul colocou ao dispor de quem nos visita.


O novo equipamento está preparado, apenas, para abastecimento de água potável e zona de despejos das águas residuais das caravanas, sendo proibida qualquer outra utilidade do espaço.

De assinalar também no programa dos três dias o plantio simbólico de árvores no Alto do S. Macário, que se realizou durante a manhã de domingo, dia 29 de Março, como um gesto ecológico e solidário dos autocaravanistas que passaram por S. Pedro do Sul.



quarta-feira, 11 de março de 2009

Abriu a época de caça às autocaravanas no Algarve

Mais cedo do que o habitual, este ano já abriu a época de caça às autocaravanas no Algarve.
No dia 17 de Janeiro alertámos aqui para uma operação da GNR em Armação de Pêra cujos fundamentos legais não foram devidamente explicados, nem quando nós próprios solicitamos explicações ao respectivo comando.
Um mês depois, a 16 de Fevereiro, também aqui na Tribuna, alertámos para o risco de se estar a preparar no Algarve a primeira aplicação do conceito de área de serviço criado pela Portaria 1320/2008, isto é, um Parque de Campismo exclusivo para autocaravanas, abrindo caminho para posteriores regulamentações que imponham estes espaços como os únicos onde se pode pernoitar.
Agora é o CCP que nos revela mais uma atordoada contra os autocaravanistas, vinda a público no jornal Postal do Algarve, que pode ser visto aqui (para ler basta fazer clique sobre a imagem) num recorte que acompanha a mensagem do fórum que revelou à comunidade autocaravanista a notícia.
Da jornalista (??) Joana Lança que assina a peça não há muito a dizer, pois, ignorando as mais elementares regras de imparcialidade a que o dever deontológico a obriga, limita-se a escrever aquilo que lhe segredaram ao ouvido, manifestamente sem perceber do que está a falar.
O que é extraordinário, mas não original, é o discurso do dono do Parque de Campismo de Cabanas de Tavira. Este senhor faz contas à vida e sonha com os 30 mil euros/mês que receberia se as autocaravanas que estão nesta altura estacionadas em Tavira estivessem no seu camping. Como tal não acontece e o Parque tem prejuízo, a culpa é dos autocaravanistas. Este discurso é absolutamente inaceitável por duas razões:
Primeira, numa economia de mercado os consumidores têm a liberdade de decidir comprar ou não os produtos-serviços que lhes são oferecidos. Ora, neste caso o que acontece é que os autocaravanistas não reconhecem como justo o preço que o camping lhes cobra pelos serviços prestados. Se eles se sentissem bem no Parque não se limitavam a passar lá uma noite para tratar da logística e higiene pessoal.

Segunda razão. É abusivo, e despropositado, pensar-se que se os autocaravanistas forem expulsos do local onde estão se irão instalar no Camping de Cabanas de Tavira. Os autocaravanistas têm um sentido muito apurado da injustiça persecutória, por isso quando são vítimas das autoridades são os primeiros a perceber que os mandantes são os donos dos campings e... simplesmente mudam-se para outras paragens.
Curiosa é a coincidência entre o argumento “do prejuízo que os autocaravanistas selvagens” estão a provocar ao parque de campismo e o argumento usado no Relatório da CCDR-Algarve que no Verão passado contestámos. Também aí se dizia que o facto dos autocaravanistas pernoitarem fora dos campings representava um prejuízo de 8 milhões de euros para a Região. Mais cedo do que esperávamos a realidade veio dar-nos razão.

Enquanto alguns se entretêm exibindo-se com espalhafato na Assembleia da República, no Instituto de Turismo e no comando da GNR alegando que “aquém e além” se faz a interpretação que lhes convém da Portaria 1320/2008, a realidade vai colocando os autocaravanistas cada vez mais próximos do momento em que serão empurrados para dentro dos campings. Deste modo os autocaravanistas estão a ser vítimas, em primeiro lugar, dos gestos irreflectidos de um minúsculo grupo que na ânsia de encontrar a legitimidade representativa que lhe falta se entrega a um desmedido frenesim para mostrar serviço. Trata-se de uma estratégia de fuga para a frente, saltando de trapalhada em trapalhada, tentando escamotear fracassos e erros com outros erros, quando o que se impunha era emendar a mão.

Duvida da análise que fazemos? Então atente nas palavras do Presidente da Câmara de Tavira, amigo e membro da mesma direcção distrital do partido a que pertence Mendes Botas (o PSD), presidente da sub-comissão de turismo que recebeu a auto-designada “delegação de qualificados autocaravanistas” na AR e que agora se diz estar a preparar uma iniciativa legislativa do grupo parlamentar do PSD.
O Presidente da Câmara, Macário Correia, diz sem margem para dúvidas o que pensa vir a fazer. Quando for “oportuno” ele vai “resolver” o problema das autocaravanas estacionadas em Tavira. Quando será isso?... quando o parque de campismo estiver licenciado.
De que licenciamento fala Macário Correia? Da conclusão do licenciamento do camping de Cabanas, ou estará a referir-se ao anunciado novo parque para autocaravanas licenciado a coberto do artigo 29º da Portaria regulamentadora do campismo? De que forma pensa ele vir a resolver o problema? Nós arriscamos responder: fazendo aprovar um Regulamento Municipal que proíba as autocaravanas de estacionarem fora dos locais definidos pela Portaria 1320/2008, sendo as autoridades policiais encarregues de “encaminhar os autocaravanistas para os locais adequados”, como se propôs no Relatório da CCDR-Algarve que nos valeu sermos atirados para a fogueira por então o termos criticado.

Os agricultores (excepto aqueles que são ignorantes de mais para serem agricultores não sabendo distinguir o trigo do joio) sabem que as ervas daninhas acabam por expulsar e aniquilar as boas colheitas.
Os estudantes de economia cedo aprendem que a moeda fraca (a má moeda) expulsa do mercado a moeda forte (a boa).
E toda a gente sabe que as más ideias, assim como as más notícias, são as que mais depressa se propagam.
Infelizmente, qualquer destas três regras tem aplicação no autocaravanismo em Portugal. Se continuarmos a assobiar para o ar enquanto uns poucos se vão divertindo, actuando de forma irreflectida e fazendo-o em nosso nome, mais tarde ou mais cedo todos iremos pagar por isso. Acumulam-se os sinais de que esse momento poderá estar mais próximo do que parece.
Curiosamente esta "notícia" sobre Tavira surge na mesma semana em que a Câmara de Loulé anunciou a construção de um novo Parque de Campismo em Quarteira: um parque de campismo de 4 ou 5 estrelas, diz a autarquia em comunicado, prevendo-se que "este parque contemple não só o campismo, como também o autocaravanismo como forma de resolver alguns problemas de abuso de utilização do espaço público na região”.
É assim tão difícil perceber como pensa a Câmara resolver os problemas de abuso de utilização do espaço público?
Ah, para quem pensa que as autarquias locais se conquistam com arraiais, lembramos que Quarteira é "o quintal" do sr. Cândido Boaventura, o sócio do CPA que se dedica à venda de máquinas para áreas de serviço, e que ainda recentemente o CPA realizou um Encontro precisamente em Quarteira, supostamente fazendo parte da estratégia para aqui instalar uma AS. Parece que valeu a pena...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Parque para Autocaravanas junto à Ria de Alvor

A Administração da Região Hidrográfica do Algarve está a preparar uma intervenção na Ria de Alvor, que inclui a construção de um parque para autocaravanas. A notícia é adiantada pelo Barlavento Online que afirma que muito provavelmente esta infra-estrutura só estará disponível após o Verão. A notícia é muito generalista e ficamos sem saber ao certo de que tipo de área está a ARH do Algarve a idealizar construir.

Será esta a primeira aplicação do conceito de área de serviço criado pela Portaria 1320/2008? Com que consequências secundárias? A ver vamos...


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Tribuna Autocaravanista na Comunicação Social

A Tribuna Autocaravanista é não só uma referência entre os autocaravanistas que fizeram deste Blog o espaço mais lido do ciberespaço autocaravanista português, como uma referência do autocaravanismo seguida pela comunicação social.
Aqui pensa-se autocaravanismo e os ecos do que nesta Tribuna se diz fazem-se ouvir bem longe.

Obrigado à revista El Camping Y Su Mundo pelo convite e por projectar as nossas ideias além fronteiras.


Esta é a cópia da página que a revista El Camping y Su Mundo dedicou ao nosso texto. Para o descarregar para o seu computador basta clicar aqui, ou clique directamente sobre a imagem para poder ler o texto original.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Posição da AECAMP sobre a Portaria 1320/2008

A posição da AECAMP, a associação de proprietários de parques de campismo, sobre a Portaria 1320/2008 é revelada pela Revista El Camping Y Su Mundo, edição de Fevereiro, na página 16 e que aqui reproduzimos:

Para descarregar a página da revista, clique aqui ou clique directamente sobre a imagem.

A Associação dos proprietários de parques de campismo privados considera a recente Portaria uma oportunidade perdida, porque...“não foi dada a devida importância às graves questões relacionadas com o Campismo Fora de Parques”.

Por campismo fora dos Parques deve ler-se, na óptica da AECAMP, “o grave problema” da pernoita das autocaravanas fora dos campings.
Para quem duvide que o objectivo da AECAMP é acantonar as autocaravanas nos Parques de campismo, a passagem seguinte é clara. A Portaria é má porque (ainda) não é suficiente...


Podem os autocaravanistas ter como parceiros na construção do movimento autocaravanista quem assim pensa? Pelos vistos lá para os lodos dos MIDAPs, ONGAs e companhia pensa-se que sim. Eles lá saberão porquê. E nós também...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

El Camping Y Su Mundo

A versão portuguesa da revista El Camping Y Su Mundo, a única publicação periódica comercial em português sobre campismo e autocaravanismo, publica na sua edição 46 várias notícias em que se destaca a atenção concedida à Portaria 1320/2008, que aproveitamos para reproduzir umas das 3 páginas dedicadas pela revista a este assunto. Certamente um assunto a debater no Colóquio sobre "O Autocaravanismo e Leis Actuais" a realizar na FIL.


Em complemento do comentário de 5ª feira passada na TAC e pela informação disponibilizada pela organização da Nauticampo, constata-se que não é apenas um colóquio sobre campismo que algumas fontes pouco credíveis se apressaram a lançar como facto consumado de modo a justificarem a sua ausência. De facto o tema é sobre o Autocaravanismo e não só a prática do campismo em autocaravanas.

Para descarregar para o seu computador a página da revista, clicar aqui ou clique directamente sobre a imagem.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A solução para a Costa Vicentina?

O Zmar, um Eco-camping resort localizado na Zambujeira do Mar, vai abrir as suas portas em Junho deste ano. Depois das inúmeras reportagens que tivemos no Verão de 2008 sobre os problemas com o autocaravanismo no litoral alentejano, poderíamos supôr que parte do problema estaria em vias de resolução. De facto para os utilizadores de autocaravanas que ACAMPAM (ilegalmente em qualquer lugar) e dos que apenas PERNOITAM (ilegalmente, nas zonas de influência dos POOCs) no litoral alentejano, já não será possível evocarem a falta de condições ao longo de toda a costa vicentina para justificarem o atropelo à lei.

As tarifas diárias anunciadas para o período de Julho e Agosto para um álveolo de 100 m2, que inclui a autocaravana, 4 pessoas, água e electricidade é de 50 euros, baixando para 20 euros de Outubro a meio de Dezembro. Estas tarifas permitem o livre acesso a piscinas, ginásio e campos polideportivos. As 5 estrelas deste parque de campismo ecológico pagam-se bem!!!

Na verdade, devido aos preços da época alta, ao nível de um Hotel de 2-3 estrelas, não me parece que se vá resolver a parte do problema que está aqui em equação que é a de quem utiliza essencialmente a autocaravana como equipamento de campismo. As condições descritas no site deste eco-resort fazem dele um caso único no País e as condições que os seus utilizadores vão poder usufruir, são de facto de qualidade muito acima do que estamos habituados a encontrar neste tipo de equipamentos. No entanto, este equipamento não será certamente destinado ao turismo em massa e portanto temo que a capacidade anunciada de 3000 campistas que poderá receber quando estiver a funcionar em pleno, seja dificilmente atingida. Nessa altura antevejo 2 soluções possíveis, a reconversão da área destinada ao parque de campismo em chalets e hotelmóveis ou então o recurso à aplicação de regulamentos que impliquem a pernoita de autocaravanas em exclusivo em parques de campismo...


Uma coisa é certa, para o autocaravanismo como turismo itinerante não residirá aqui a solução e continua a ser preciso a construção de infra-estruturas de apoio à pernoita e manutenção das autocaravanas. É preciso também mais fiscalização que puna os prevaricadores, de modo a acabar com os abusos que se praticam junto ao litoral português.


Aqui fica a notícia, saída no Correio da Manhã, sobre a abertura deste interessante projecto turístico.

Turismo: Projecto único na europa custa 30 milhões. Odemira ganha eco-campismo


O primeiro parque de campismo ecológico de cinco estrelas da Europa, construído em 90 por cento com materiais reciclados, vai abrir portas no próximo Verão na Zambujeira do Mar, Odemira. A primeira fase do projecto, que criará mais de 100 postos de trabalho, compreende a construção das infra-estruturas de acolhimento ao campista e de lazer. A obra estará concluída em Junho.
Desenvolvido pela empresa Zmar, o Eco Camping Resort ocupa uma área de 81 hectares em A-de-Mateus, a cerca de 10 quilómetros da costa alentejana.
Num investimento de 30 milhões de euros, a obra inclui chalés de madeira, hotel móvel e alvéolos para tendas, caravanas e autocaravanas, bem como parque aquático, campo desportivo, quinta pedagógica, spa, posto médico e restaurantes.
A estadia, segundo a Zmar, vai desde os 20 euros por noite (um alvéolo para quatro pessoas de Outubro a meados de Dezembro) aos 150 euros (chalé para cinco pessoas em Julho e Agosto).
A construção, segundo o executivo municipal de Odemira, é um exemplo a seguir. "Trata-se de um empreendimento único no País construído quase na totalidade com madeiras e materiais recicláveis. Todos os chalés são elevados ao solo e de baixa densidade", disse ao CM o presidente da edilidade, António Camilo.
O autarca referiu, ainda, que tem seguido com agrado a evolução da obra. "É impressionante a qualidade dos chalés. O projecto tem um impacto mínimo no ambiente e prevê ainda a reflorestação de grande parte da sua área", acrescentou António Camilo, que mostrou também satisfação em relação à importância que o empreendimento irá criar na economia da região.
Em 2010, quando o Eco Camping Resort estiver a funcionar em pleno, terá capacidade para acolher em permanência três mil campistas. O parque irá também empregar 220 pessoas.
Alexandre M. Silva

sábado, 17 de janeiro de 2009

GNR autua Autocaravanistas

Foi publicado ontem no Diário de Notícias uma notícia sobre uma acção de fiscalização ocorrida na 5ª feira em várias praias do litoral algarvio por parte do Destacamento de Silves e do SEPNA da GNR.

Destaca-se o péssimo trabalho jornalístico uma vez que não são referidas objectivamente as razões que levaram a GNR a levantar autos de contra-ordenação a metade dos autocaravanistas interpelados.

É notória também a atrapalhação e a confusão do jornalista na análise ao fenómeno do autocaravanismo. Atente-se por exemplo, na utilização da expressão "campismo selvagem em locais proibidos" como se existissem em Portugal locais permitidos para a prática de campismo selvagem.....