Apesar da entidade que se diz tuteladora do movimento autocaravanista parecer estar mais interessada em festas e confratenizações espero que assuma as suas obrigações e disponibilize os seus meios para colaborar com Evoramonte na concretização de mais uma infra-estrutura para os autocaravanistas... Já chega de conversa fiada e se passar à acção.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O autocaravanismo como vértice de Desenvolvimento
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Projecto de Lei sobre Autocaravanismo
(Estacionamento) .
1. As autocaravanas podem ficar estacionadas nos locais de Estacionamento Exclusivo de Autocaravanas, até ao limite de 48 horas.
2. Nos locais onde não exista Estacionamento Exclusivo de Autocaravanas, estas podem ser estacionadas no espaço público não reservado a certas categorias de veículos motorizados previstas no Código da Estrada, desde que por um período não superior a 48 horas.
3. Nos parques de estacionamento previstos nos Planos de Ordenamento da Orla Costeira, deverá ser reservada uma área não superior a 10% da área total, exclusivamente destinada ao estacionamento e pernoita de autocaravanas, por um período não superior a 48 horas.
Mais uma vez, o CPA vai apanhar as canas dos foguetes do Boaventura
Exibindo a sua falta de educação e a sua diminuta capacidade intelectual (que a miude os impede mesmo de perceber o que aqui escrevemos), tentam atingir-nos com as suas atordoadas, não compreendendo que o insulto só a si próprios denigre, pois que sendo incapazes de discutir civilizadamente uma só ideia que seja, o que resulta das suas palavras é simplesmente um hino de louvor à ignorância. Tal como Salazar, sentem-se incomodados pelo facto de haver quem tenha craveira intelectual reconhecida. Por haver quem se atreva a pensar autocaravanismo e ouse dizer em público o que pensa.
Apetece-me fazer-lhes a vontade. Não por tais criaturas, mas por mim próprio que já estou farto de escrever sobre as derivas errantes do CPA e do MIDAP-Dc . Mas de cada vez que digo a mim mesmo que não vou escrever sobre coisas patéticas, logo os protagonistas do costume me obrigam a reconsiderar, pois há coisas que não podemos ignorar. Há coisas que é preciso denunciar!
Já há dias o companheiro Eugénio nos transmitiu o seu grito de indignação:
... já que se fala em ridículo, junto este também ... o Boaventura, sim o tal que em Abrantes gritou alto e bom som, "acabar com as ervas daninhas"; "correr com o professor" e outras coisas similares, é o mesmo que a "mando" do Ruy Figueiredo, segundo ele diz: "lhe deu os contactos, nº tlm e emails" anda a angariar autocaravanistas pra irem a Almeida, "a mais um arraial" com José Cid, Malhoa e afins, há e tudo grátis!!
... valhe-me Sto Ambrósio; o Ruy que sempre ignorou os sócios, que nunca respondeu no Fórum CPA quando foi interpelado pelos mesmos, agora delega nos seus "acólitos" a angariação pra arraiais... não há pachorra! ...
A situação a que se refere o companheiro Eugénio é grave de mais para poder ser ignorada por quem quer que esteja preocupado com o futuro do autocaravanismo em Portugal. Desta vez, para não variar, a Direcção do CPA voltou a esquecer a responsabilidade institucional do Clube e continua a permitir-se usar os sócios para apanhar as canas dos foguetes que o Boaventura lançou. Ora veja-se esta amostra do desnorte que grassa no CPA.
· A 14 de Dezembro, o vendedor Boaventura usa o Fórum do CPA para anunciar que 3 meses depois iria ser inaugurada uma Área de Serviço “no Parque Fluvial a borda da Ribeira de Meimôa na Freguesia de Benquerença”. Para que não houvesse dúvidas de quem era o mordomo da festa, Boaventura acrescenta: “Foi-me prometido pelo Srº Presidente da junta que haverá uma pequena supresa e animação”. (no lugar de "supresa" deve ler-se comezaina à borla).
· A 5 de Fevereiro “o CPA” vem de mansinho anunciar a AS como se de obra sua se tratasse:
"Companheiros
Nova Área em Benquerença
Esta nova Área será inaugurada no fim de semana de 13 a 15 de Março.
Mais informações sobre a inauguração serão fornecidas brevemente."· Mas, um mês depois é de novo Boaventura quem vem a terreiro:
“comunico-vos que a data de 13/14 de Março prevista para a inauguraçãoda A/S em Benquerença fica adiada por motivos alheios á nossa vontade”· Em Abril, 2 dias depois da AG (onde não consta que o anúncio tenha sido feito), ficamos a saber que:
“O CPA vai realizar o seu 40º encontro de 29 a 31 de Maio de 2009, integrando no programa a inauguração da àrea de Serviço de Bemquerença”.· Só que, dias depois, quando nada o faria supor, o CPA vem dizer que:
“O 40º Encontro anunciado é adiado devido ao convite feito pela Cãmara de Almeida aos autocaravanistas através do CPA, para a 3ª Edição da Feira das Artes e da Cultura e Festa do Bacalhau, nos dia 29, 30 e 31 de Maio.”
Que falta de profissionalismo!!!!
Desde o dia 1 de Abril que a Feira de Almeida estava anunciada. Agora é que a Câmara de Almeida convida “através do CPA”? O que se passou que justifique a anulação do Encontro em Benquerença?
O que aconteceu, simplesmente, foi que o Sr. Boaventura (que não tem qualquer cargo dirigente no Clube) já se tinha comprometido a levar “muitas autocaravanas” para a patuscada do bacalhau, pomposamente designada por “Encontro luso-francês de autocaravanistas em ambiente cultural”. Ou seja, o arraial do Boaventura et ses amis. A prova de que tal evento nada tem a ver com o CPA é que o Clube disse aos sócios esta coisa extraordinária: “os interessados devem contactar o companheiro Cândido Boaventura para: candidoemilia@iol.pt “.
Será que o CPA deixou de ter sede, telefones, funcionária e email? Ou esta é mais uma forma de tentar justificar o injustificável: como é que o sr. Boaventura dispõe da lista de contactos telefónicos de todos os sócios do Clube?
Como é possível que o CPA deixe de acarinhar a inauguração de uma área de serviço, anulando mesmo um Encontro do Clube já anunciado, para ir atrás dos foguetes do Boaventura? Será que para o CPA uma patuscada vale mais do que uma Área de Serviço?
Como pode um Clube com o historial do CPA deixar-se instrumentalizar pelos interessesinhos do amigo do presidente Ruy Figueiredo? Afinal quem manda no CPA? Como pode a vontade do Boaventura sobrepor-se a uma decisão da Direcção?
Com estas trapalhadas o CPA está a prestar um péssimo serviço à imagem do autocaravanismo português. Um clube que assim se comporta não pode esperar ser levado a sério pelas instituições públicas, nem sequer pelos autocaravanistas que não sejam afectados pela gula de alarves provincianos.
E não se pense que isto é uma estratégia para criar mais uma AS. Há 3 anos aconteceu exactamente a mesma coisa, e já então se disse que a razão de ser da patuscada em Almeida era a criação de uma área de serviço. Já então houve quem tentasse manipular e servir-se do CPA para fins de promoção pessoal. Por isso a Direcção de então decidiu que não se associaria ao evento. Mas já há 3 anos, mesmo contrariando a decisão da Direcção a que presidia, Ruy Figueiredo decidiu ir “a título pessoal” à patuscada do seu amigo Boaventura. E este retribuiu-lhe o apoio com a deselegância de falar aos jornalistas na qualidade de representante dos autocaravanistas portugueses, tudo tendo feito para que a presença do presidente do CPA no local fosse ignorada. Tanto assim que até houve quem viesse a público afirmar que o mérito das 6 dezenas de autocaravanas presentes se devia ao esforço de mobilização dos dirigentes de outro clube.
Enfim, há 3 anos, como agora, parece que Ruy Figueiredo não aprendeu a lição. Por isso companheiro Haddock se o espectáculo do Ruy Figueiredo e do seu tradutor Boaventura em Abrantes foi fonte de inspiração para a sua rábula dos gauleses, recomendo-lhe vivamente que não perca a parte II em Almeida, onde le moussier Boneventure exibirá perante ses amis francius os seus predicados. Os franceses retribuirão com um convite para outra patuscada em terras gaulesas, a que não faltarão les 2 amis portugas. Os francius não têm bacalhau, mas têm bom vinho! Ah... e oferecem medalhas de "mérito" a quem lhes serve de guia em Portugal e os leva a degustar umas patuscadas, de preferência pagas pelas Autarquias Locais.
Assim vai o autocaravanismo português... Até quando vamos continuar a confundir responsabilidades institucionais com interesses e caprichos de vaidade pessoal?
Como disse o Eugénio: ... não há pachorra!
Raul Lopes
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Bragança inicia construção de AS
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Anuncia-se o fim do Autocaravanismo em Portugal?
Enquanto isto, tendo como pivots as Câmaras Municipais, atiram-se à água milhões de euros do dinheiro dos contribuintes para construir marinas. Por ironia, a maioria desses milhões foram pagos pelos contribuintes alemães, os mesmos que depois são escorraçados daqui quando viajam em autocaravana.
Os estudos feitos revelam que um turista convencional não gasta mais dinheiro por onde passa do que um autocaravanista. Os autocaravanistas não vão dormir aos hotéis? E então... muitos dos viajantes em iate também dormem no interior do barco ancorado na marina!
Nada tenho, obviamente, contra o turismo náutico. Mas não posso deixar de me interrogar: o que será que leva as Câmaras a escorraçarem os autocaravanistas e a gastarem milhões com as marinas?
Estaremos a precisar de chamar a atenção das revistas cor-de-rosa exibindo uns jovens de corpos atléticos acompanhados por beldades louras bem bronzeadas passeando-se em autocaravana? Ora aqui está uma oportunidade para os amantes do touring "mostrarem serviço"...
Dir-se-á que a razão de ser do problema é haver donos de autocaravana que na falta de áreas de serviço fazem despejos para as linhas de água. E os milhares de pessoas que diariamente se deslocam nos barcos que sulcam as águas do Oceano, onde vão drenar os seus WC's? E qual o destino dos detritos das WC dos comboios que diariamente transportam milhares de pessoas? E quantas são as Autarquias que descarregam no rio e/ou no mar os esgotos domésticos?
Deixemo-nos de hipocrisias! Claro que o ambiente é um valor que não pode ser posto em leilão, mas bem sabemos que no caso não é isso que está em causa. Se a preocupação das autoridades com os autocaravanistas tivesse a ver com razões ambientais, então a atitude seria outra.
O dinheiro público gasto por cada barco que passa uma noite numa marina (mais de 700 euros), não tem nada a ver com a taxa de utilização paga pelos ditos turistas que na marina têm ao seu dispor um amplo conjunto de apoios logísticos (WC, duches...). Ou seja, pelo custo para os contribuintes de um barco numa noite na marina construía-se uma área de serviço para autocaravanas como esta:
O que na minha modesta opinião nos servia perfeitamente, pese embora andar por aí quem considere fazer um grande favor ao autocaravanismo em vender máquinas para áreas de serviço (que depressa deixarão de funcionar). Enfim...
É por essas e por outras tais que cada vez mais vejo os autocaravanistas serem remetidos para os descampados, lixeiras e terrenos de ninguém, como as fotos anteriores ilustram. Nesta viagem que fiz não observei práticas de campismo selvagem em autocaravana, mas não obstante foram sempre estas as condições em que vi estacionadas as autocaravanas.
Raul Lopes
quarta-feira, 29 de abril de 2009
GAIA: Um caso exemplar

O discurso de Luis Filipe Menezes na sessão de inauguração é um exemplo claro da forma como os municípios podem tirar dividendos da construção de infra-estruturas de apoio ao autocaravanismo. Gaia arrisca-se assim a tornar-se a um caso exemplar na forma de receber os autocaravanistas. Apenas a lamentar que o principal alvo sejam os autocaravanistas ingleses e não os portugueses...

(clicar na imagem para aumentar)
Parque de Autocaravanas
O Parque Biológico de Gaia dispõe agora de um Parque de Autocaravanas. Assim, os turistas que viajam por esse meio têm mais um espaço para pernoitar no Grande Porto. O Parque responde assim ao aumento do turismo em autocaravanas. O equipamento tem poucos encargos para o Parque Biológico que já dispõe de vigilância. Os turistas, além de visitarem o espaço verde, poderão usufruir da cafetaria e do restaurante. Actualmente, o parque oferece, também, uma pequena pousada.Em Gaia, é comum encontrarem-se autocaravanas com matrículas nacional e estrangeira estacionadas no parque do Cais do Cavaco na zona ribeirinha. Por isso, é possível que esta nova valência venha a atrair muitas pessoas que vêm ao Porto e a Gaia e que passam a ter um local com melhores condições e segurança para ficar. No âmbito desta iniciativa, surgiu um vínculo de colaboração entre o Parque Biológico de Gaia e a empresa Campinanda - http://www.campinanda.pt/
Preços:
-Local para 1 autocaravana - 4 euros
- Local para 2 autocaravanas - 6 euros
- Utentes:
- Até 5 anos - Grátis
- 6-14 anos - 2 euros
- Mais de 14 anos - 4 euros
Localização:
N -41º05´48.50´´
W -008º33´21.34´´
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Área de Serviço de O Barco de Valdeorras

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terça-feira, 14 de abril de 2009
IV Gesto Eco-solidário
S. Pedro do Sul inaugura Zona de Abastecimento para Autocaravanas
Com a participação de cerca de 150 autocaravanistas, o principal objectivo do evento foi fazer a ponte entre as Termas (a magia das águas) e a Serra (o Maciço da Gralheira), apresentando aos visitantes dois dos sítios mais emblemáticos do concelho de S. Pedro do Sul.
De assinalar também no programa dos três dias o plantio simbólico de árvores no Alto do S. Macário, que se realizou durante a manhã de domingo, dia 29 de Março, como um gesto ecológico e solidário dos autocaravanistas que passaram por S. Pedro do Sul.

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quarta-feira, 25 de março de 2009
IV Gesto Eco-Solidário

A edição de 2009 do Gesto Eco solidário vai se realizar de 27 a 29 de Março. Este ano para além da habitual plantação de árvores na Serra de São Macário será inaugurada a Área de Serviço de São Pedro do Sul.
Espero que a comunicação social tão lesta a reportar os maus exemplos que os autocaravanistas cometem junto ao litoral, não se esqueçam agora da sua missão de formação e informação e publicitarem os excelentes exemplos, como é o caso deste IV Gesto Eco-Solidário.
O programa é o seguinte:
Dia 27 - 6ª feira
A partir das 14h30m – Acolhimento no Largo da Feira que fica no fim da AV. Conselheiro José Vaz, S. Pedro do Sul. Coordenadas 40º 45’ 50’’ N 08º 03’ 51’’ W. Enquanto aguardamos a chegada de todos haverá animação musical e a Estação de Artes e Sabores encontrar-se-á aberta e à nossa disposição
dia 28 - sábado
10 às 12h – Jogos tradicionais e para os amantes da caminhada, na companhia de guias, iremos descobrir recantos de S. Pedro incluindo alguns locais aconselhados para estacionamento e pernoita dentro da vila.
12h às 14h 30 – Almoço livre
15h – Partida de autocarro para as Termas
15h 30 – Inauguração da Estacão de Serviço ao que se segue a visita guiada ao complexo termal
19h30 – Jantar no Hotel Rural Sollar do Banho situado à beira rio e tem como origem uma das primeiras casas a hospedar pessoas enquanto faziam os seus tratamentos termais.
dia 29 - domingo
9h 30 – Partida para S. Macário. Plantação simbólica de árvores e visita às que desde 2006 aí temos vindo a plantar. Realização de fotos para mais tarde recordar.
12h - Almoço Convívio “Sopa de S. Macário”
segunda-feira, 23 de março de 2009
CARNAVAL: à roda do grande lago
As condições meteorológicas não podiam ter sido melhores. À parte um arrefecimento nocturno significativo, normal para a época do ano, os dias “sorriram” para todos os que por ali andámos. Um sol radioso, uma temperatura amena, confortavelmente acolhedora, e a ausência total de vento, proporcionaram-nos as melhores condições para usufruir dessa sensação de liberdade que o autocaravanismo sempre nos proporciona.
A ansiedade era tanta que não esperámos para sábado. Depois de jantarmos na 6.ª feira, aprontámos as coisas essenciais para 4 dias “on the road” e lá seguimos rumo a Grândola, onde pernoitámos num grande parque de estacionamento existente nas redondezas do “Modelo”. Embora não tivéssemos a companhia de outras autocaravanas, parece-nos adequado o lugar, tendo noite sido calma e em silêncio absoluto, permitindo um bom sono.
Na manhã seguinte, após o pequeno almoço, já com o pão e os bons queijos alentejanos comprados no hipermercado, retomámos a estrada.
Antes de rumarmos ao “grande lago”, por razões particulares, fizéssemos uma prévia visita ao Centro de Interpretação Ambiental da Liga de Protecção da Natureza existente na Herdade do Vale do Gonçalinho em Castro Verde, onde estão disponíveis trilhos destinados à observação da avifauna que, por esta altura, entra em grande actividade. Na zona podem ser observadas aves pouco comuns como o sisão e a abetarda.
http://www.lpn.pt/LPNPortal/DesktopModules/SubPaginaProgramasDetalhes.aspx?ItemId=18&Mid=40&ParentId=6
Terminada a breve visita, parámos para almoçar na localidade de Entradas, a poucos quilómetros de Castro Verde, na estrada que segue para Beja. Entrámos na “Cavalariça”, um restaurante típico de cozinha regional que nos serviu umas deliciosas migas a acompanhar presas de porco ibérico grelhadas, não sem que antes nos tivéssemos deliciado com uns torresmos do “rissol” fresquíssimos, os melhores que já alguma vez degustei. A qualidade elevada da cozinha deste restaurante acaba por justificar o preço relativamente elevado das doses.
Cá fora, um pequeno passeio pelas ruas desta vila, tipicamente alentejana, permitiu iniciar uma digestão que se previa mais demorada e, também, tomar contacto com os preparativos do festival cultural Entrudanças, que iria trazer à pacata localidade dias de maior animação – alguns grupos de crianças já cantavam organizadamente pelas ruas, onde várias tendas de artesanato acabavam os preparativos para a inauguração da pequena feira.
A paragem seguinte foi em Serpa, localidade que já visitámos várias vezes, mas onde sempre gostamos de retornar. Estacionamos a autocaravana no parque fronteiro ao camping existente. Já várias vezes o fizemos, tendo pernoitado por ali, sem qualquer problema e foi o que aconteceu, também, desta vez.
O pequeno parque de campismo existente é, também, acolhedor, e nele chegámos a ficar quando permanecemos mais do que uma noite em Serpa, o que não seria o caso vertente.
Passeamos pela vila cuja arquitectura sempre nos encantou, tal como as muralhas e o pequeno jardim onde, numa das entradas, existem umas oliveiras certamente centenárias, a julgar pelos grandes e “elaborados” troncos que exibem.
Uma queijada típica fez-nos companhia pelas ruas de casas brancas, onde algumas com artigos regionais sempre nos abrem o apetite. É difícil resistir ao queijo e requeijão, aos enchidos, aos doces, mel, azeites, vinhos e artesanato tão rico.
Regressámos à autocaravana já a noite se instalava para, no aconchego da nossa “casinha itinerante”, prepararmos um “ligeiro” jantar com as iguarias adquiridas, seguido de um já ansiado serão a jogar à “sueca” em família e a ver um DVD antes do merecido sono.
O dia seguinte, domingo, amanheceu solarengo e nós acordámos ao som do chilrear dos diferentes passarinhos que por ali vivem, despertando lentamente para mais um dia de lazer. Depois do pequeno almoço de queijo fresco de cabra e requeijão de ovelha, partimos para mais um “round” pela vila, abrindo o apetite para o programado almoço na Adega Molhó Bico, sugestão acertada do companheiro Raul. A relação qualidade preço não podia estar mais perfeita.
Como éramos 4 à mesa, optámos por pedir quatro variedades para partilharmos. Após uma meia hora de espera na sala de entrada, lá conseguimos uma mesa onde rapidamente pudemos iniciar o “molhó pão” no azeite, na “manteiga de cor” e saboreando umas boas azeitonas, que nunca dispensamos, preparando o estômago para um “festim” de variedades alentejanas.
Serviram-nos então a feijoada de lebre, a carne de porco com cogumelos, as migas com carne e as bochechas de porco assadas no forno e conhecidas aqui como “carrilhada”. Todos os pratos estavam “no ponto”, mas mereceu destaque, por unanimidade, a carne com os cogumelos de um sabor requintado. No final, a sericaia com doce de ameixa deixou-nos “arrumados” e a “sonhar” com a próxima visita.
Com a satisfação estampada nos rostos, seguimos viagem para a Aldeia da Luz, a nova aldeia mesmo à beira do “grande lago” onde viemos a pernoitar.
Lá chegados, fomos estacionar na AS e pernoita que nos está destinada, com vista sobre o “lago” e num lugar que permite a visualização de um demorado por-do-sol. Cerca de uma dezena de autocaravanas, na maioria portuguesas, já ocupavam uma parte significativa do largo. Feitos os despejos e o reabastecimento de água limpa, fomos passear até ao ancoradouro, onde mais um grupo de autocaravanas se encontrava estacionado e os seus ocupantes a… fazer campismo!
Destes comportamentos já mais nada há a dizer, tal como o facto de termos encontrado a pia de despejo para sanitas químicas na AS, em boa hora promovida pelo Camping Car Portugal, completamente entupida, fruto de lamentável utilização indevida.
À noite, mais um serão de “sueca”, música suave e boa disposição fizeram companhia às iguarias alentejanas - versão II – queijo de ovelha fresco e curado e paio do lombo de porco preto, acompanhado de pão e tinto a condizer.
Na segunda-feira esperava-nos o espectáculo deslumbrante sobre o “grande lago” a partir do alto de Monsaraz. Esta localidade inserida entre muralhas de um castelo alcantilado no cimo de um monte de onde se permite uma imagem quase única no panorama português. O “grande lago” espraia-se à esquerda e à direita da entrada principal. Os parques de estacionamento existentes no exterior são de acesso adequado às autocaravanas.
No interior do castelo passeamos calmamente admirando as velhas construções, no geral bem cuidadas, onde portas e janelas de formas ancestrais despertam a nossa curiosidade. Das ameias do castelo o olhar perde-se em redor dos 360º permitidos e até onde a vista alcança.
Cansados mas satisfeitos, deixámos esta terra que nos fez lembrar outras paragens igualmente aprazíveis e similares – Marvão e Óbidos – para dar dois exemplos, embora esta última tenha cedido à voracidade do consumismo para “inglês ver”.
Após o almoço na autocaravana, fomos tomar o café na esplanada da “marina” da Amieira, um local agradável de onde saem mini cruzeiros de barco pelo grande lago, ou voos num pequeno hidrovião.
A noite foi passada junto ao ancoradouro existente na proximidade do “paredão” da barragem do Alqueva, na companhia de mais 4 autocaravanas, em posição de deleite perante o espectáculo de mais um deslumbrante por-do-sol.
Na terça-feira acabou por “amanhecer tarde”, talvez por causa do irremediável regresso a casa, que embora agradável, nos deixa num estado misto de nostalgia, pelo que agora deixamos, e de ansiedade por um regresso seguro “às origens” e ao “lar doce lar”.
Laucorreia
quarta-feira, 11 de março de 2009
Abriu a época de caça às autocaravanas no Algarve
No dia 17 de Janeiro alertámos aqui para uma operação da GNR em Armação de Pêra cujos fundamentos legais não foram devidamente explicados, nem quando nós próprios solicitamos explicações ao respectivo comando.
Segunda razão. É abusivo, e despropositado, pensar-se que se os autocaravanistas forem expulsos do local onde estão se irão instalar no Camping de Cabanas de Tavira. Os autocaravanistas têm um sentido muito apurado da injustiça persecutória, por isso quando são vítimas das autoridades são os primeiros a perceber que os mandantes são os donos dos campings e... simplesmente mudam-se para outras paragens.
Enquanto alguns se entretêm exibindo-se com espalhafato na Assembleia da República, no Instituto de Turismo e no comando da GNR alegando que “aquém e além” se faz a interpretação que lhes convém da Portaria 1320/2008, a realidade vai colocando os autocaravanistas cada vez mais próximos do momento em que serão empurrados para dentro dos campings. Deste modo os autocaravanistas estão a ser vítimas, em primeiro lugar, dos gestos irreflectidos de um minúsculo grupo que na ânsia de encontrar a legitimidade representativa que lhe falta se entrega a um desmedido frenesim para mostrar serviço. Trata-se de uma estratégia de fuga para a frente, saltando de trapalhada em trapalhada, tentando escamotear fracassos e erros com outros erros, quando o que se impunha era emendar a mão.
Duvida da análise que fazemos? Então atente nas palavras do Presidente da Câmara de Tavira, amigo e membro da mesma direcção distrital do partido a que pertence Mendes Botas (o PSD), presidente da sub-comissão de turismo que recebeu a auto-designada “delegação de qualificados autocaravanistas” na AR e que agora se diz estar a preparar uma iniciativa legislativa do grupo parlamentar do PSD.
Os agricultores (excepto aqueles que são ignorantes de mais para serem agricultores não sabendo distinguir o trigo do joio) sabem que as ervas daninhas acabam por expulsar e aniquilar as boas colheitas.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
O que a Lei não define não existe
Apesar de não ter estado presente, é possível começar a formar opinião sobre a forma como decorreu esta iniciativa pelos relatos dos participantes que vão aparecendo nos blogs e fóruns. Partindo do pressuposto que o que é referido é verdade (e objectivamente não tenho razões para pensar o contrário), podemos constatar o seguinte:
1 – A organização deste colóquio foi sui generis...
A organização coube ao CPA, a pedido da FCMP e teve como presidente da mesa do colóquio o CCL, apesar de tanto o presidente do CPA como da FCMP se encontrarem na mesa do colóquio!!!! Parece que o CPA fez um frete à Federação ao aceitar surgir como organizador quando afinal foi um simples criado: não moderou o debate nem teve palavra a dizer na escolha dos oradores, não apresentou qualquer ideia relevante. Desta forma a associação do CPA ao colóquio parece apenas ter servido para a FCMP mostrar serviço "enquanto entidade que tutela o autocaravanismo". E o CPA mostrou-se obediente a esta estratégia.
Seguiu-se a intervenção do consultor da FCMP que deixarei para o fim pois aproveitarei para a partir dela mais uma vez voltar a abordar a já célebre Portaria 1320/2008.
A última intervenção da responsabilidade do CPA, revelou mais uma vez a confrangedora falta de ideias e projectos da actual direcção. Em vez de abordar os mais recentes desenvolvimentos e expor o que pensa o maior clube de autocaravanismo português, a intervenção foi dedicada à exposição da história do CPA... Mais uma oportunidade enjeitada para quem deveria ter pretensões de liderar o movimento autocaravanista português.
Para último deixei a análise da intervenção do consultor para a área jurídica da FCMP. A actividade dos profissionais de Direito é uma actividade muito particular e muito diferente das demais. Estes profissionais trabalham e desenvolvem a sua actividade em função daquilo que lhes é pedido pelos seus clientes.
Alegadamente o advogado da FCMP terá referido que “o que a Lei não proíbe é permitido” de modo a justificar que a Portaria 1320/2008 só se aplica ao campismo e que nada impede por isso que os autocaravanistas pernoitem na via pública, ao contrário do que referiu um dos dirigentes da FCMP no Verão passado e o que defende a direcção da AECAMP...
Na mesma linha, eu que não sou advogado, jurisconsulto nem mesmo estudante do 1º ano de direito, diria o que a lei não define não existe... Confuso???
O artigo na versão de projecto era o seguinte:
SUBSECÇÃO II
Espaços destinados exclusivamente a autocaravanas
Artigo 29.º
Áreas de serviço
1 — São áreas de serviço os espaços sinalizados que integrem uma ou mais estações de serviço, equipadas nos termos do artigo 27.º, destinados exclusivamente ao estacionamento e pernoita de autocaravanas por período não superior a setenta e duas horas.
2 — As áreas de serviço que não se encontrem integradas em parques de campismo e de caravanismo ficam obrigadas apenas ao cumprimento do disposto nos artigos 7.º, 8.º, 10.º, n.os 1, 2, 3 e 5, 12.º, 14.º, 20.º e 24.º a 26.º da presente portaria, com as necessárias adaptações.
Ou seja, o espírito que presidiu à elaboração da portaria 1320/2008 foi radicalmente alterado quando se passou do projecto de diploma para a versão final. Após o período de consulta pública, foi publicamente revelado que tanto a FCMP como o MIDAP intervieram para alterar o conteúdo do diploma e que após a sua publicação vieram congratular-se pelo resultado obtido. Terão os autocaravanistas razões para agradecerem estas intervenções?
Outro facto também grave é que desde a publicação desta portaria as AS desenvolvidas de acordo com o projecto técnico do CPA e que não estejam dentro de parques de campismo passam a estarem fora da lei. Não será de forma nenhuma especulativo, afirmar que finalmente as câmaras municipais tem na mão um importante instrumento castrador da liberdade dos autocaravanistas. Agora sim, será ainda mais fácil (e legalmente legitimo) elaborar regulamentos municipais de trânsito onde se definem os locais em que as autocaravanas podem (e devem) pernoitar como os parques de campismo ou as AS definidas de acordo com a Portaria 1320/2008. Caiem por terra os legítimos argumentos dos autocaravanistas da ilegalidade das proibições de estacionamento (apenas estacionamento!!!) contidas nos regulamentos municipais, em que apenas se proibia as autocaravanas, quando na realidade estes regulamentos deveriam proibir apenas classes de veículos...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A Tribuna Autocaravanista na Comunicação Social
Aqui pensa-se autocaravanismo e os ecos do que nesta Tribuna se diz fazem-se ouvir bem longe.
Obrigado à revista El Camping Y Su Mundo pelo convite e por projectar as nossas ideias além fronteiras.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
A Posição da AECAMP sobre a Portaria 1320/2008
Para descarregar a página da revista, clique aqui ou clique directamente sobre a imagem.
A Associação dos proprietários de parques de campismo privados considera a recente Portaria uma oportunidade perdida, porque...“não foi dada a devida importância às graves questões relacionadas com o Campismo Fora de Parques”.
Por campismo fora dos Parques deve ler-se, na óptica da AECAMP, “o grave problema” da pernoita das autocaravanas fora dos campings.
Para quem duvide que o objectivo da AECAMP é acantonar as autocaravanas nos Parques de campismo, a passagem seguinte é clara. A Portaria é má porque (ainda) não é suficiente...
Podem os autocaravanistas ter como parceiros na construção do movimento autocaravanista quem assim pensa? Pelos vistos lá para os lodos dos MIDAPs, ONGAs e companhia pensa-se que sim. Eles lá saberão porquê. E nós também...
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
I Encontro dos autocaravanistas saloios
Assumidamente modesto nos seus propósitos, o CAS parece querer ser apenas um Clube de afectos cujos objectivos se esgotam na confraternização entre os seus associados. Fiel a este entendimento o CAS resistiu à tentação das concentrações mil de Abril e programou para 20 a 24 de Fevereiro o seu I Encontro por terras do Nordeste Transmontano.
Um exemplo que não posso deixar de aplaudir, sobretudo quando há por aí quem se empenhe em vender máquinas para áreas de serviço mas, uma vez recebido o dinheiro e saboreada a patuscada paga pela Autarquia, vire costas sem querer saber da utilização dada à área de serviço, ou mesmo à sua simples divulgação. Infelizmente, no autocaravanismo nem sempre consciência colectiva e interesse individual se conjugam de forma adequada. O que do meu ponto de vista assume gravidade maior quando tais comportamentos são legitimados por um clube com a responsabilidade institucional que recai sobre o CPA. O caminho que o CAS indicia querer seguir com esta iniciativa é diferente, e felicito-o por isso.
Aos membros do CAS, desejo boa viagem por esse lindo recanto de Portugal.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Tribuna dos Leitores
Queremos chamar a atenção dos comerciantes, principalmente dos que se dedicam ao turismo, e das autoridades turísticas e dos políticos em geral: no nosso país existem múltiplos problemas para conseguir locais específicos onde se possa simplesmente parar, locais como os que existem por toda a Europa (só em França quase 5.000, como se pode comprovar na Internet http://www.eurocampingcar.com/es.htm), ainda que ultimamente haja cidades espanholas que tenham criado áreas específicas para autocaravanas, como La Coruña, Lugo, Victória, Bilbao , Valladolid, Cáceres e outras mais. Trata-se unicamente de ter uma zona de estacionamento, bem situada (refiro-me a estar bem conectada com os transportes públicos), dotada de água e grelha de descarga específica, ligada à rede de esgotos, com uma limitação de tempo de permanência (24-48 horas), para se poder visitar a zona e, evidentemente, nela gastar os euros.
Sem dúvida, também à que dizer que existe uma certa perseguição de muitos municípios às autocaravanas, que não nos permitem nem estacionar nos parques de estacionamento que cumprem os requisitos legais para veículos semelhantes aos nossos (pequenos camiões ou furgonetas). Dadas as circunstâncias actuais, e as ajudas do governo aos municípios, não seria má ideia da parte destes estudarem a possibilidade de realizar uma área deste tipo: é barato e a curto-médio prazo rentável para muitos comerciantes, o que beneficia toda a cidade.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Autocaravanismo: outro tipo de turismo
Os autocaravanistas praticam turismo todo o ano, indo de um sitio para outro: são ávidos viajantes. Mas o que é uma autocaravana? Uma autocaravana é “um pequeno apartamento com rodas e motor”, que leva praticamente tudo. Possui todos os serviços básicos: luz, água e gás. Todas as divisões: cozinha, casa de banho completa, sala de jantar e quartos com os respectivos armários. Como equipamento de série as autocaravanas têm água quente, aquecimento, cozinha, extractor de fumos e frigorífico. São ecológicas: recolhem as águas residuais para posteriormente as verter nos locais adequados ao efeito, recarregam as baterias com energia solar. Podem levar todo o tipo de acessórios: televisão, vídeo, rádio, CD, DVD, PC, micro-ondas, forno, ar condicionado e até máquinas de lavar. Pode-se conseguir mais energia com um conversor de 12 para 22º voltes, ou com um gerador.
O preço médio, actualmente, de uma autocaravana é de uns 60.000 euros. O poder aquisitivo dos seus utilizadores, dadas as circunstâncias, deve considerar-se médio-alto. O gasto médio estimado em viagem é da ordem dos 35-45 euros por viajante ao dia, o que pressupõe a prática de um turismo de qualidade. Ainda que não utilizemos os hotéis, gastamos dinheiro em restaurantes, bares, cafés, pastelarias, padarias, lojas em geral, museus, visitas culturais, etc.
Queremos chamar a atenção dos comerciantes, principalmente dos que se dedicam ao turismo, e das autoridades turísticas e dos políticos em geral: no nosso país existem múltiplos problemas para conseguir locais específicos onde se possa simplesmente parar, locais como os que existem por toda a Europa (só em França quase 5.000, como se pode comprovar na Internet http://www.eurocampingcar.com/es.htm), ainda que ultimamente haja cidades espanholas que tenham criado áreas específicas para autocaravanas, como La Coruña, Lugo, Victória, Bilbao , Valladolid, Cáceres e outras mais. Trata-se unicamente de ter uma zona de estacionamento, bem situada (refiro-me a estar bem conectada com os transportes públicos), dotada de água e grelha de descarga específica, ligada à rede de esgotos, com uma limitação de tempo de permanência (24-48 horas), para se poder visitar a zona e, evidentemente, nela gastar os euros.
Sem dúvida, também à que dizer que existe uma certa perseguição de muitos municípios às autocaravanas, que não nos permitem nem estacionar nos parques de estacionamento que cumprem os requisitos legais para veículos semelhantes aos nossos (pequenos camiões ou furgonetas).
Dadas as circunstâncias actuais, e as ajudas do governo aos municípios, não seria má ideia da parte destes estudarem a possibilidade de realizar uma área deste tipo: é barato e a curto-médio prazo rentável para muitos comerciantes, o que beneficia toda a cidade.
Jose Pedro Corujo Presa
Gijón
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